Archive for the ‘Pessoal’ Category

Qual a sua técnica?

terça-feira, março 16th, 2010

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Todo mundo sabe que eu falo muito de bosta. É verdade, eu falo. As melhores coisas da vida, em minha singela opinião, são COMER, comer e descomer. Pronto. Nada mais entendível que eu não só tenha dado boas risadas com o “gráfico” abaixo como tenha tido imediata vontade de dividir com vocês.

E aí, qual sua técnica?

limpeza

O exagerado é sempre o mais garantido. Vá por mim.

Vi no Capinaremos, claro.

Nova temporada de MAD MEN e um concurso para "publicitários”

sexta-feira, março 12th, 2010

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Duas coisas são bem conhecidas por todos vocês: meu amor pela propaganda e meu gosto por séries. Eu não escondo de ninguém que sou um pobriciotário apaixonado pela profissão assim como não escondo de ninguém que adoro séries. Agora, aqui pra nós, o melhor mesmo é quando posso juntar as duas coisas numa só. Esse é o caso de MAD MEN.

mad_men

MAD MEN é uma série que beira o genial. Ela tem como plot o dia-a-dia da agência de propaganda Steerling Cooper e de Don Draper, seu diretor de criação. Normal? Não, tem mais. A série se passa nos anos 60, a era de prata da propaganda, e retrara aquela época com um detalhismo assustador. O Glamour de ser publicitário é apenas parte da história que trata de sexismo, preoconceito racial, o auge da propaganda do tabaco e de bebidas alcoolicas. Como se não bastasse o conceito em si ela ainda foi criada por Matthew Weiner. Como assim o “famoso quem”? O CARA FOI O ESCRITOR E DIRETOR DE SOPRANOS, uma das séries mais modafócas de todos os tempos!

mad-men

Os personagens são consistentes e bem construidos. Draper é um gênio da propagada que apesar de todos seus prêmios, apesar de todo glamour, se afoga em bebida, fuma demais e traí a esposa tentando compensar frustrações que luta para não demonstrar na empresa. Suas eposa, Betty, é a típica dona de casa dos anos 60. Temos ainda Pete, um gerente jr filho de papai sem um pingo de ética, Joan, a pegadora da agência, Peggy, a ingênua aspirante a redatora, Roger, um alcoolatra cínico e preconceituoso que é o melhor amigo de Draper, Salvatore, um diretor de arte católico fervoroso que tem que confrontar seus princípios com seu trabalho com muita frequência.

A série não explora só o universo da propaganda – e só por isso já seria genial (sim, eu sou tendencioso, ok? Mas você confia ou não em minha opinião?) – mas toda a cultura de uma época que é desconhecida pela maioria de nós. A série venceu o Globe Gold Awards de melhor drama em 2008, 2009 e 2010 e Jon Hamm ainda levou o de melhor ator por seu papel como Draper.

MAS NÃO PARA POR AÍ, TEM MUITO MAIS.

Comemorando a nova temporada da série a HBO está lançando um concurso muito legal. Você tem que criar peça institucional para a Sterling Cooper, pensando como o próprio Don Draper e enfrentando os desafios que a época impunha. Isso significa vender a agência com as limitações técnicas da época. Ou seja, nada de 3D, efeitos miraculosos no Photoshop e afins.

No hotsite http://hbomax.tv/madmen3/, tem o regulamento completo e você pode ter mais detalhes e se inscrever.

O vencedor terá sua criação em destaque no site de Mad Men – quer vitrine melhor que essa? – e demais plataformas da série, além de levar um Tablet para desenvolver suas próximas campanhas na carreira com muito estilo. Os outros 7 finalistas não ficam de fora também, lavando boxes da série para a casa, para o aquecimento da nova temporada.

Agora é sair pra batalha sozinho – ou com seu dupla de criação – e mostrar que você pode incorporar o espirito da propaganda dos anos 60. Te meche, criativo, mostra pra que veio!

Camisas de Social Media

quinta-feira, fevereiro 18th, 2010

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Galera, essas camisas foram desenvolvidas para serem vendidas na Campus Party com motivos que envolvem, de forma divertida, mídia social.

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camisa Cparty 04

camisa Cparty 05

As que sobraram estão sendo vendidas por R$ 15,00 + o frete. se curtirem é só manda um e-mail para eden.wiedemann(arroba)gmail.com.

Cordel do Big Brother

quinta-feira, fevereiro 11th, 2010

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Obra do educador Antônio Barreto, um dos maiores cordelistas da Bahia, esse cordel diz muita coisa que está entalada na garganta de muita gente.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

Mídias Sociais não são para qualquer um, entendam isso.

terça-feira, fevereiro 9th, 2010

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Primeiro deixem avisar que os posts sobre mídias sociais devem rarear aqui no Passinho. Em breve eles serão publicados no blog oficial da Dani Mirella – não se preocupem, eu avisarei aqui quanto estiver no ar. E segundo este post é grande e o assunto é específico.

Hoje li dois posts que me deixaram com comichão para escrever este aqui. Na verdade já havia lido um excelente post do Cardoso sobre o uso de mão de obra não qualificada em mídias sociais e já estava querendo escrever sobre o assunto. Vamos adiante que no decorrer deste IMENSO texto eu vou destrinchando as coisas com mais detalhes.

Quem é quem e o quê esse quem precisa.

Não faz muito tempo recebi uma ligação de Tárcio, jornalista da Folha de Pernambuco, que queria tirar algumas dúvidas comigo para uma matéria sobre mídias sociais. Como bom apaixonado sobre o assunto eu vejo qualquer oportunidade de soltar minha verborragia como uma grande oportunidade. Ótimo. “Qual é exatamente o papel de um analista de mídias sociais?” foi a primeira, e derradeira, pergunta. Tárcio, como bom jornalistas, acertou na mosca. Essa questão SEMPRE me incomodou e eu vou explicar exatamente o porquê.

Em uma agência tradicional temos o atendimento, mídia, RTV, tráfego, redator, diretor de arte, diretor de criação, planner, produtor gráfico e algumas outras funções modernosas e como nomes esquisitos. O objetivo? Comunicar por meio de campanhas de marketing. Várias funções para várias atividades distintas e complementares. Podemos então chamá-los de publicitários, claro, mas cada um exerce uma função específica – a não ser que trabalhem em agências pequenas, aí exercem BEM mais de uma. O que vem ao caso é que cada pessoa dentro de uma agência tradicional tem, ou deveria ter, uma função com objetivos, métodos e práticas distintas. Cada um deles deve ser parte de uma equação maior que leve a uma coisa: resultado. E porque em mídias sociais são todos “analistas”? Não, não são. Na verdade nem dá mais pra definir o que é exatamente um ANALISTA. O que ele faz? Ele faz seeding? Ele analisa resultado? Ele atende o cliente? Ele cria? Ele planeja? Ele cuida do network? Compra espaço? Prepara relatórios imensos com milhares de dados que o cliente não vai saber interpretar?

Trabalhar com mídia social é muito mais que simplesmente entender de blogs, ter twitter, saber usar o orkut. Trabalhar com mídias sociais é bem mais que ser “analista de mídias sociais” – que é como mais de 15000 pessoas no twitter se descrevem, mesmo aquelas que NUNCA atuaram na área. Trabalhar com mídias sociais é FODA.

Neste post da Miss Moura – um dos posts que li hoje – ele entra bem neste assunto. Ela defende algo que EU defendo de coração: não há mais espaço para guris bem intencionados a frente de agências de mídias sociais. A coisa deixou de ser “brincadeira” – e ao meu ver nunca foi – para se tornar a mídia que mais cresce no mundo. Enquanto alguns alegam a proximidade do estouro da bolha outros apostam no seu crescimento. Eu estou entre os que apostam no crescimento. A bolha não vai estourar. Haverá um freio de arrumação e os aventureiros vão todos parar fora do bumba.

Agências que se aproximam de um funcionário e saem com um “Ah, você tem Orkut, Facebook, Twitter e Blog? Está promovido a VP de mídias sociais” vão levar na cabeça. Vão levar da mesma forma que as agências tradicionais levaram quando quiseram criar seus departamentos WEB só para terem que vê-los morrer na praia. A receita é simples: cada um faz aquilo que entende e juntos buscamos atingir o objetivo planejado. Cada um no seu quadrado.

Esse último parágrafo quase vai de encontro com aquilo que defendo. Quase. Lendo-o sem cuidado você pode achar que eu acredito que quem trabalha com mídia social só precisa entender de mídia social e não de propaganda. Isso ficaria para a agência. Erro de interpretação seu, apressadinho. Longe disso. Defendo exatamente o que a Miss Moura defende: o profissional de mídias social deve SIM entender de mídia social e de suas ferramentas – dãh – mas ele PRECISA ter uma base de comunicação social! O cara tem que entender de análises de mercado, bechmarking, planejamento de campanhas, processo de compra, branding, comportamento do consumidor. Ele precisa conseguir planejar a curto, médio e longo prazo. Ele precisa conseguir reagir de forma rápida e eficiente na hora de aplicar planos de contingência. Ele precisa ver além dó universo WEB. Mídia Social não é algo restrito a WEB, entendam! Ela é o boca-a-boca 2.0 e como tal se estende para o universo convencional e você PRECISA entender como isso funciona se quiser ser um bom profissional nessa área.

Mídia Social tem de ser BARATA.

Não jogue pedra ainda, o título é apenas uma jogadinha. Eu discordo dele. Não, não tem que ser. Não, não é. Ela DEVE ser cara por um motivo SIMPLES: a responsabilidade de se falar por uma empresa ou marca.

No texto do Cardoso ele mostra um caso clássico que corrobora essa opinião. Um funcionário, claramente um idiota, com acesso ao twitter oficial da empresa, postou:

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Acontece  que, como podem ver, a empresa é a VODAFONE, uma das maiores empresas de telefonia do mundo. Acontece que, como sabem, o funcionário falou em NOME da empresa. Para todos os casos a VODAFONE disse “Eu estou cansada de bichonas sujas, agora vou atrás de xoxota”.

Vocês conseguem imaginar o tamanho da crise online e off-line que algo assim pode disparar? Dá para ter noção da verba que será gasta com RP para se solucionar um problema que poderia não ter existido se tivessem economizado menos na hora de selecionar QUEM ficaria a frente da mídia social da empresa? O barato saiu caro, muito caro.

Recentemente recebemos aqui na Dani uma solicitação de um cliente. Entre os serviços prestados estariam toda a alimentação e manutenção do blog e perfis em redes sociais. Traduzindo? Nós seriamos o cliente na WEB. Ao apresentarmos o orçamento uma defesa ferrenha se fez necessária. Para o cliente talvez parecesse que éramos simples apertadores de botão – afinal ele pode não conhecer a importância de um twitter inteligente como a Saraiva agora deve saber – mas para nós a coisa não pega exatamente na execução em si (que é bem mais cansativa do que vocês imaginam, só os relatórios podem deixar um doido) mas de algo maior, a responsabilidade de falar em nome daquela empresa.

Não dá pra ter qualquer profissional fazendo isso, não dá pra ter alguém sem supervisão constante, não dá pra aliviar a pressão. Um erro de português crasso, uma frase mal formatada, uma informação errada e… alakazam… vai viralizar sim, mas por motivos errados. A web não perdoa e logo o erro vai estar postado em todo lugar que você possa imaginar e reverter o quadro pode custar uma fortuna.

Se você você vai ser contratado para trabalhar na campanha política em mídias sociais o seu custo é proporcional a sua responsabilidade. Imagine a tuitada da Vodafone no perfil oficial de José Serra… consegue imaginar o estrago?

Mas o custo vai além disso…

Bem Misteriosa, errando e ensinando.

Ontem o Twitter foi INUNDADO com a tag #bemmisteriosa. Basicamente trata-se de uma campanha que direciona os internautas para um site, hospedado pela Schincariol, onde vemos “algo” através de um buraco de fechadura. Pelo planejamento, falho, da campanha os internautas seriam estimulados a tuitar a tag para que a imagem por trás do buraco da fechadura se revelasse. Uma campanha que conta claramente com duas coisas: a capacidade de replicação de alguns relevantes do Twitter e com o voyeurismo da turma. [E com a força da mídia tradicional já que compraram anúncios em alguns dos horários mais caros da TV]

O interessante é que no projeto havia uma falha. O Merigo, do Brainstorm9, foi o primeiro a alertar que o número de twitters não tinha nada a ver com a revelação, que ela aparentemente seguia um padrão cronal, ou seja, se revelaria com o passar do tempo independente do número de tweets usando a tag. Como a turma é do mal alguém logo descobriu que alterando a data do computador o internauta que entrasse no site teria acesso a resposta. Mau, sapão, muito mau.

[UPDATE]

O perfil @bemmisteriosa_ é fake, como me disseram a pouco, e tive que editar o texto para corrigir uma falha de julgamento minha. A discussão e os erros de gramática que resultaram no tweet de Rosana, abaixo, são originados por algum troll que aproveitou o buzz e achou uma forma eficiente de sacanear a campanha.

image

Se o objetivo da ação era gerar BUZZ, gerou. Nesse sentido ela funcionou. Mas alguns erros de planejamento e execução certamente limaram de forma grosseira parte da ação. Mas se aos olhos do público a grande bobagem foi a briga com os usuários e os erros de gramática, que nem eram de responsabilidade da agência nem do cliente, para mim foi outra coisa…

Quando menos é mais e quando mais é realmente demais.

Um Buzz que gere 30 mil Tweets em 24h é algo digno de Jack Bauer ou de Michael Jackson. Só matando ou morrendo. Não é fácil se o conteúdo não for MUITO bom, coisa que o Bem Misteriosa não é. Não é ruim, vejam lá, mas não é NADA que mereça esse grau de viralização.

O que os caras fizeram? Compraram tweets de perfis relevantes. Observe que é uma TEORIA minha e não uma acusação.

Não dá para provar, claro. Vender tweets sem identificá-los como sendo pagos é coisa de Tessália – que foi apedrejada por causa de um tweet pago não identificado para o grupo Wall Mart – e nenhum blogueiro de renome se colocaria no mesmo nível da nova vilã do universo digital. Eles são melhores. Ninguém assumiria ter feito – apesar de na maior parte dos casos estar muito claro.

Veja bem, como profissional não vejo nada demais em vender ou comprar tweets. Faz parte do jogo. Cabe a quem vende e quem compra chegarem a um acordo para que o internauta não se sinta realmente enganado. Cabe a quem vende saber que não dá pra “anunciar” qualquer coisa sem ofender seus seguidores.

Alguns perfis, como o @ocriador, marcam tweets pagos com um singelo [$] em seu final assumindo assim um compromisso de transparência com seus leitores. Ele entende que credibilidade é a sua maior moeda e que não vale a pena arriscá-la por alguns caraminguás.

Mas o que entregou a estratégia foi a falta de planejamento. Se os tweets pelos perfis relevantes fossem melhor planejados a coisa funcionaria diferente. Primeiro no que diz respeito a quantidade. Deveria ter sido feito um planejamento para que os relevantes fossem aderindo aos poucos e não todos ao mesmo tempo. Isso faria com que parecesse mais natural.

E quanto ao conteúdo? Oras, algo como “Ei, @fulano, você faz ideia do que seja essa tal de #bemmisteriosa que está rolando?” é muito mais eficiente que “Estou curioso com essa #bemmisteriosa. Você não está? [link]”. “O que será essa #bemmisteriosa que todos estão falando, eu não sei o que é mas quero saber [link]”. Não sei se foram os relevantes que definiram suas linhas ou a agências… mas são ruins e óbvias que doem.

Não demorou para que os internautas se sentissem enganados e ativassem o modo rage/troll de parte deles. Não demorou para que os relevantes que baixassem o sarrafo em Tessália fossem alçados ao mesmo nível dela. E assim um BUZZ suplanta o outro, e o produto perde destaque para ação. Negativo, diga-se de passagem.

Planejar sempre, Sun Tzu já dizia.

Em resumo, amigos, mídia social é mais do que simplesmente um monte de nerds que moram com as mães alimentando perfis no Twitter e afins. É preciso conhecimento REAL de marketing e propaganda, é preciso planejamento, é preciso responsabilidade. Ousadia deve ser sempre acompanhada de uma base forte e de planos de contingência.

Os clientes precisam entender isso. As agências precisam entender isso. Vocês precisam entender isso. Quem não entender vai estourar junto com a bolha. E tenho dito.

Uma doença humana matando ET, onde eu já vi isso?

segunda-feira, fevereiro 8th, 2010

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“Ah, o filme é muito ruim!!! Os caras vão lá, fugindo daquelas batedeiras gigantes cheias de braços, escapando de raios que desintegram tudo, entrando pelo cano e, quando achamos que acabou, os ETs morrem por causa de um vírus?! Que mentira besta da porra. Gostei não!”

Quantas pessoas não descreveram Guerra do Mundos, estrelado por Tom Cruise, da forma acima? Quanta gente não achou natural monstros metálicos de três pernas caminhando e destruindo mais ficou “de cara” com o fato de uma simples “doença” humana eliminar uma raça superior? Pois, caros leitores, a vida imita a arte.

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Uma doença mundana matou o ET. Não aquele bonitinho do Spielberg, o que queria ir pra casa. Matou o feio pra cacete, que andava com o Rodolfo. Aquele que não queria ir pra casa e se contentava em pegar loiras que “amavam” ele – e o fato de aparecer na TV – e fumar Marlboro. Nada mais mundano que isso, não?

Cláudio Chirinian – estou certo de que você não sabia o nome dele afinal, para quê, não é mesmo? – morreu de complicações causadas pelo tabagismo. Ele fumava… e muito. Talvez para se sentir mais normal, mais aceito, menos estranho. Se não fumasse tanto talvez continuasse vivo e no ostracismo por mais alguns anos. Quem sabe?

O interessante por trás dessa introdução boba e cretina é que ainda hoje tem gente que fuma para “se enturmar”. Para se sentir parte de algo. É justamente aquela raça que começou com o “eu só fumo quando bebo” e hoje mata uma carteira por dia. É aquela turma que dizia “que mal faz fumar 3 cigarros por fim de semana” e que hoje fuma dentro do carro porque não consegue esperar chegar a seu destino para acender aquela bosta.

Eu entendo que as pessoas fumassem nos anos 40/50/60. Desconheciam os prejuízos do cigarro a saúde e eram constantemente bombardeados pela mais eficaz campanha de marketing jamais executada na história da humanidade – e isso por si só já merece um post, trata-se do maior caso de “lavagem cerebral” executada. Era simplesmente impossível ficar alheio ao poder de sedução do cigarro afinal toda pessoa importante fumava. No cinema todos fumavam. Na TV todos fumavam. Nos desenhos animados os personagens fumavam. Havia glamour no triste ato de se intoxicar. Havia.

Se antes as pessoas fumavam seduzidas por um glamour fruto de uma maciça campanha de marketing e por pura ingenuidade o que explica os fumantes de hoje?

Fumar se tornou brega. A pele modorrenta, os dentes amarelos, os cabelos quebradiços e fedidos e a roupa insuportavelmente mal cheirosa não são mais símbolos de estilo. O cigarro foi praticamente banido da TV – nas novelas da Globo ninguém mais fuma, é impressionantes, deixou MESMO de retratar a realidade -- no cinema vemos roteiros modificados para que os personagens não fumem – a não ser que seja o vilão, aí até pode, né Hollywood? Fumantes sob os holofotes escondem seu vício. Gisele Bündchen, Aline Morais, Luís Inácio “Lula” da Silva, Leonardo DiCaprio, Kate Hudson, Mel Gibson, Ben Affleck, Débora Falabella, Juliana Paes… quantas vezes já os viram flagrados com um cigarro? Poucas.

cigarro 
Não há mais a desculpa do glamour ou da ingenuidade, afinal todos sabem que o cigarro mata – esse causador de diversos tipos de câncer é responsável por uma parcela IMENSA do orçamento do ministério da saúde que tem de tratar suas “vítimas”. O cowboy de Marlboro morreu vítima do cigarro que tanto ajudou a divulgar. Se antes o fumante era invejado e considerado charmoso hoje ele sofre preconceito e é visto como alguém fraco, refém de um vício estúpido cujos malefícios lhes são diariamente esfregados na cara.

A ignorância gera monstruosidades como as crianças de 2 anos de idade fumando na China. Mas… e vocês? Se estão aqui podem ser qualquer coisa menos ignorantes. Isso é uma coisa da qual posso me orgulhar, o alto nível de meus leitores. O que os levam a FUMAR?

Eu, sei, sou partidário do antitabagismo e por isso os fumantes me acham “chato”. Eu também os acho chatos. Odeio a mania de vocês de achar que ir fumar na janela incomoda menos – quando o vento trás toda fumaça pra dentro de casa. Odeio o costume nojento de fazer copos de cinzeiro ou de fumar no banheiro deixando as toalhas que lá estiverem completamente inutilizadas. E fumar no carro achando que soprar a fumaça pela janela – e contra o vento – ajuda em alguma coisa (isso quando não fuma de janela fechada mesmo!)?

Eu sou chato sim e ainda mais quando se trata das pessoas de quem gosto. Imaginá-los tendo o mesmo fim que um tio avó que perto de morrer se movia em bullet time, afinal qualquer coisa mais rápida o deixava ser ar, e respirava mais feio que Darth Vader não é algo que me agrade. Saber que qualquer um deles pode, por pura burrice, desenvolver câncer no pulmão, língua, boca, esôfago e tantos outros não é algo que me anime. Eu luto por eles, mesmo que contra eles. Não é tão paradoxal assim.

Me mata saber que ainda hoje usem argumentos como “o cigarro é meu companheiro”, “o cigarro me acalma”, “não dá pra tomar café sem fumar” e que fiquem raivosos quando os chamamos de viciados. E o argumento “Porque não perseguem o álcool?”, usado como se um erro justificasse o outro. Ah, mas o pior é dizer que não aceita campanha antitabagista pois ela interfere em seu direito de viver como lhe convém. Ou seja, ele fuma por idealismo. Esse prefiro que fume mesmo. E morra logo.

Vejo minha mãe, que fuma desde que me entendo por gente – e muito – com uma tosse de cachorro, apresentando um novo sintoma a cada dia e, quando questionada sobre o que vem causando isso solta sem medo de ser feliz: acho que isso é coisa do remédio que eu andei tomando para parar de fumar. Comecei com essas coisas e parei logo com aquele troço.

O remédio que minha mãe, e muitos de vocês, precisa é: vergonha na cara e força de vontade. Vergonha na cara para reconhecer que é um vício estúpido e que é refém dele e força de vontade para mudar sua vida.

Essa merda matou um ET, vai matar você também.

Razões (comentadas) para não se casar com um Designer

sexta-feira, fevereiro 5th, 2010

  1. Há milhões e milhões de designers no mundo. (Ah, esse n é um bom motivo para não se casar!)
  2. São egoístas e egôcentricos. (Somos realistas)
  3. Todos tem salários baixos. (Mentira. Alguns trabalham por permuta.)
  4. Não aceitam críticas (recebem mas não as entendem). (Você tentaria consertar a obra divina? Tema os raios que vêm do céu!)
  5. Eles odeiam outros designers. (Outros, no masculino)
  6. Não sabem somar nem subtrair quando vão ao mercado. (Sabemos sim, apenas não vemos sentido nisso)
  7. Não sabem mudar uma lâmpada sem fazer um esboço. (Ah, é ruim sermos precavidos?)
  8. Gostam de ver os créditos completos do filme (e cenas cortadas). (só os de entradas e quanto as cenas… poxa, alguns segundos que podem mudar todo o contexto do filme!)
  9. Não deixam você decorar a sua casa. (A mesa de cabeceira é sua, ok?)
  10. Tudo é um grande brainstorm (tempestade de ideias). (Muita merda e pouca coisa que preste. Defina melhor a vida.)
  11. Você nunca saberá se os documentos e credenciais são reais ou adulterados. (Você não viu NADAAAAAA…)
  12. Fazem montagem com suas fotos. (e retirar suas espinhas)
  13. Mantêm revista e qualquer coisa que tenha fotos no banheiro. (Principalmente a com função educativa, como todo homem)
  14. Idolatram pessoas totalmente desconhecidas (Bansky, Sagmeister, Basquiat, Paul Rand, etc.). (Quem? Hehehehe)
  15. Tira fotos para seu diário todos os dias. (Nem todos nós somos emos)
  16. Acham que tudo pode ser resolvido com um Shape ou uma nova Layer. (Ah, qualé, ajuda sim!)
  17. Tudo é justificado a esquerda, direito e centro, pelo menos quando estão atrasados. (Preto, cinza e branco. Igual vocês, oras!)
  18. Todos odeiam a fonte “Comic Sans” (e amam Helvetica). (Todos quer dizer TODO SER HUMANO DE BOM GOSTO)
  19. Tomam bebidas de qualquer espécie apenas porque gostam da embalagem. (Cuspimos quando vocês não estão olhando)
  20. Eles roubam placa da rua e orelhões telefônicos. (Grunge é cool)
  21. Roubam cartazes de shows e eventos e te fazem passar vergonha. (Pior vocês que roubam copos de bares)
  22. Amam ténis com cores estranhas e bizarras. (Bizarro é tênis prata, ô!)
  23. Usam all star com roupa social e acham o máximo (Cuidado ele pode usar isso no casamento). (Estilo é como braço, uns tem, outros não)
  24. Tem sempre marcas de tintas em suas mãos. (Papo, as vezes temos calos de mouse e LER)
  25. Eles ficam irritados com as palavras: bonito, feio e artista. (Não se o BONITO for direcionado a nossa pessoa)
  26. Eles precisam consultar o Pantone antes de se vestir para saber a combinação correta e para ter um contraste legal. (Amadores fazem isso. Profissionais conhecem a tabela decorada)
  27. Eles odeiam Office (Word, Excel, PowerPoint, Publisher). (Odiamos amadores, isso explica muita coisa)
  28. Acham que podem salvar o mundo com um cartaz bonito. (Tem gente que acha que pode salvar o mundo com uma tag no Twitter)
  29. Eles sempre sabem tudo todo o tempo. (Oniciência é uma das virtudes de se ser divino)
  30. Gostam de músicas “Indie” (Aquela música que metade da humanidade nunca ouviu falar). (E que vocês pagam pau quando ouvem ao nosso lado)
  31. Criam suas piadas locais, e vão rir daquele video que você achou sem graça no Youtube. (Humor refinado, já ouviu falar?)
  32. Lêem livros raros, histórias para crianças e semiótica. (Cultura, oras. Não queremos ser apenas mais um rostinho bonito.)
  33. Eles gastam horas incontáveis em seus espaços, rindo sozinhos, com seu computador (geralmente Mac). (Você faz isso lendo Te Dou um Dado. Só espero que não no Kibe Loco.)
  34. Sua vida social depende de seus amigos e outro designer. (Ah… sua vida social não depende de seus amigos? E quanto a alguns deles serem designer… grandes mentes se atraem.)
  35. A maioria é viciada em tecnologia, ou seja todo o dinheiro da família vai parar na Apple Store. (Ou em PS3, Xbox360, Tvs de Plasma. É melhor que se acabar em cachaça, né não?)
  36. Eles gostam de camisas com estampas e alguma brincadeira sobre algo atual ou muito retrô. (Estilo… preciso desenhar?)
  37. Todos tem suas lojas preferidas, que atendem o publico “Staile”. (É como braço…)
  38. Eles viram psicopatas quando você diz que design é apenas desenho. (É, como Mozart é apenas barulhinho…)
  39. Começam a rir sozinho quando pensam em como executar um job. (Nossa genialidade nos encanta…)
  40. Fumam maconha! (Nem todos, epa aê! Alguns são caretões e a única dorga que curte é U2)
  41. Sempre dizem que podem superar o trabalho dos outros. (A modéstia é superestimada)
  42. Todos já foram ou cogitarão ser DJs (pelo menos uma vez). (Fiz um set de Reginaldo Rossi que ficou show!)
  43. Costumam vender tudo que compram, livros, revistas, canetas, camisetas (cuidado você está a venda). (Pagando bem que mal que tem?)
  44. Todos tem personalidade geeks e infantis. (Mentira seu feio, chato e bobo!)
  45. Gostam de desenhos americanos ou japoneses e passarão horas assistindo. (E existe algum outro tipo de desenho?!)
  46. Gostam de mudar de cidade, estado país o tempo todo. (Isso se chama viajar… Alguns não precisam, preferem fumar maconha)
  47. Trabalham retocando foto de modelos e olhando mulheres em grande parte do seu tempo. (Só os sortudos…)
  48. Assistem documentários e vão a museus o tempo todo, não importa o que seja. (Só aqueles que fumaram maconha demais)
  49. Fumam Camel porque acham a carteira bonitinha. (Porra, se decidam…)
  50. Tenha sempre um bom sonho, porque eles trabalham a noite. (Dominamos o mundo enquanto ele dorme…)

Extra

  1. Não pode ver um folder com verniz localizado sem ficar o tempo todo passado o dedo em cima. (Podemos passar o dedo em outro lugar se vc deixar…)
  2. Já fizeram ou tem vontade de fazer, ToyArt, Paper Toys. (Reclamam quando compramos, reclamos quando fazemos nossos próprios brinquedos)
  3. Vão no MC só pra comprar um MClanche Feliz e ganhar os bonecos do desenho do momento (pixar ou billy e mandy). (Unir o útil ao agradável não lhe parece uma boa ideia?)
  4. Enfeitam suas mesas com 200 bonecos de desenhos pixar, desenhos japoneses, etc. (Ah, se os ganhamos na Mc…)
  5. São viciados em algum jogo, de preferência PES e MMO. (Melhor que maconha)
  6. As 2 coisas que fazem perder o sono são: Muita preocupação (jobs em cima do time ou atrasados) ou muita inspiração (essa é melhor que redbull pra deixar acordado) – (muita inspiração, podia fazer uma piada com maconha mas vou deixar passar)
  7. Tomam RedBull, Burn e outros energéticos. (Melhor que… deixa pra lá…)
  8. Super tendência a bissexualidade em ambos sexo! (Papo pra boi dormir, entendemos muito bem o conceito de vetores…)
  9. Quando estão em salas esperando por algo e lendo revistas, costumam virar a revista ao contrário para saber que agência produziu a campanha. (Na margem, leigo, na margem…)
  10. Ficam irritados quando você fala sobre o estereótipo deles. (Porra de estereótipo!!!)

Vi o original no http://www.espaco.com

Eu não MORRI!

quarta-feira, janeiro 27th, 2010

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Poxa, galera, eu só tenho que pedir desculpas. Nunca o Passinho ficou tanto tempo sem atualização.

Eu podia por a culpa no trabalho, na Campus Party, na TIM, mas a culpa é inteiramente minha que sou péssimo em organizar agenda nesse sentido.

Então me perdoem pela ausência e prometo que na sexta tudo volta ao normal.

Farinha do mesmo saco?

domingo, dezembro 27th, 2009

O que exatamente um Presidente faz? E um governador? E um prefeito? A resposta mais idiota é: governa, oras! É verdade, engraçadinho, mas o que exatamente isso significa?

Desconhecer isso faz de nós péssimos eleitores. Sei que muita gente vai discordar de vários argumentos que vou apresentar no decorrer deste texto mas duvido que alguém discorde desse: “o brasileiro não sabe votar”. O voto no Brasil não é só vendido por um sorriso bonito, uma promessa, um par de sandália, um bolsa família ou um beijo em uma criancinha… ele é entregue no escuro baseado, na maioria das vezes, em achismos por parte do eleitor.

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“Uma andorinha só não faz verão”

Esse ditado popular se encaixar perfeitamente no que vem a ser a política. A primeira coisa a se entender é que na politica não bastam boas intenções, boa fé ou honestidade. Sozinho um político não resolve NADA. Um presidente, governador ou prefeito sozinho, a grosso modo, é um fantoche sem capacidade de emplacar decisões importantes. O presidente sem o senado, o governador sem a assembléia e a o prefeito sem a câmara passam por mal bocados para administrar em qualquer nível que seja.

Uma vez no poder – é a isso que a politica se resume – um politico tem que lidar com uma série de pressões por parte de aliados e até mesmo de adversários que querem ministérios, secretárias e o comando de estatais. Querem PODER. Esse poder é utilizado como moeda, claro, seja de troca ou motivo de enriquecimento. Sem esse tipo de coisa não há apoio e sem apoio não há governo. Simples assim. Uma mão lava a outra. Você me dá o controle da Petrobrás e nós lhe damos maioria no senado. Você me dá a secretaria de Habitação e nós aprovamos qualquer coisa que chegar na assembléia e ainda fazemos vista grossa ao que estiver errado. Juntos somos um.

Ah, Eden, isso que dizer que não há governo sem arrumadinho, troca de favores e corrupção? Isso. Exatamente isso. Bem, pode vir a existir algum dia mas hoje certamente não existe. Podemos bancar de éticos e bradar que não pode ser assim, que devemos mudar, que precisa ser diferente… e continuar com a bundinha sentada no sofá. Ou podemos entender que as vezes decisões que parecem não tão acertadas visam o bem maior e que precisamos observas os políticos que se esforçam para tomar as melhores e dar a eles dos devidos créditos por mais que alguém em seu partido – ou até o partido todo – não valha absolutamente nada.

O que faz um grande presidente, governador ou prefeito é saber lidar com essas pressões fazendo, dentro do possível, as melhores escolhas para que a população seja menos prejudicada na distribuição de cargos, secretarias e afins. É a diplomacia, o jogo de cintura e o pulso firme. É, como um bom jogador de xadrez, conseguir observar o tabuleiro e enxergar três lances na frente. É entender que decisões difíceis precisam ser tomadas e que toda aquela ideologia que foi defendida na teoria pode não caber na prática. É separar o que é bom pro país, estado ou município do que é bom pro partido… ou pro seu bolso.

Diplomacia. Sempre. Saber lidar com pessoas, saber assumir o comando, saber guiar os seus e se fazer respeitado E temido mas sem deixar de ser amado. Médico, administrador, economista, sociólogo, torneiro… não importa. Ele não vai decidir nada sozinho. A equipe que eles escolheu que vai. Não se trata de ser o melhor mas sim estar arrodeado dos melhores. Saber escolher, resistindo, sempre que pode, as pressões.

Dilma ou Serra?

Serra. Eu tenho minhas reservas contra Lula e seus asseclas. Coisas como o enriquecimento de Lulinha (de zelador de Zoológico à milionário em alguns anos), Zé Dirceu e afins. Também sei que muita gente tem reservas quanto a Serra – apesar de até agora ninguém ter me apresentado nenhum escândalo envolvendo o nome dele.

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Mr Burns vem provando pelo uso das Mídias Sociais que é um cara legal.

Opa Eden, estamos falando de Dilma e Serra, porque meter Lula no meio? Se você é ingênuo o suficiente para tentar separar as coisas eu dou andamento ao texto. Vejam só…

Serra já se provou capaz de lidar com as pressões de uma chefia de executivo. Como ministro da Saúde se mostrou um homem sério, capaz, tendo seu trabalho reconhecido mundialmente. Ele está a frente do maior PIB do país, enfrentando problemas históricos, lidando de forma eficiente até o momento com todos os obstáculos que vem encontrando. Seu bom relacionamento com o governo federal prova que é sábio o suficiente para entender que a defesa de bandeiras políticas não vão lhe proporcionar nada de positivo a médio ou longo prazo.

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Dilma vem por meio de photoshop que pode sair bem na foto. 

Dilma é a continuação de Lula. Ao menos é isso que o PT deseja que o eleitor entenda. Mas quem é exatamente Dilma? Além de combatente da ditadura e militante ferrenha do PT que outras “qualidades” importantes para ser a chefe maior do executivo ela apresenta?

Isso me lembra o caso João Paulo e João da Costa aqui em Recife. João Paulo, disputando a prefeitura como cavalo perdedor, venceu Roberto Magalhães, figura tarimbada do politica pernambucana, quebrando um ciclo direitista que durava anos. Durante os oito anos de seu governo João Paulo se mostrou uma figura pacífica, bem articulada e diplomata com um pulso forte e vontade de ferro. Governou controlando tudo e a todos mas sempre transmitindo a população a imagem de boa praça, de prefeito do povo. Acabou seu mandato com 80% de aprovação e conseguiu reeleger seu “sucessor”.

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Certo… e o que isso tem a ver com Dilma? Ah, caro leitor, mais do que você imagina. João da Costa, prefeito eleito por João Paulo, assumiu com a “obrigação” de dar seguimento a politica de seu antecessor. Quando digo politica, amigos, digo alianças, indicações de cargos e afins. Exatamente o que o PT espera de Dilma. Que ela seja a cara do PT mas que a administração seja executada por outros.

Funcionou no Recife? Não. Não funcionou. João da Costa não tem o carisma, o jogo de cintura ou a diplomacia de João Paulo. Talvez até seja mais competente que ele como gestor e tenha pulso tão forte quanto. Mas a verdade é que João da Costa não se viu satisfeito com o papel de fantoche e resolveu impor a sua gestão a cidade – no direito DELE. O resultado é que, diante do braço de ferro entre a nova gestão e antiga gestão João da Costa chegou a apenas 30% de aprovação sendo considerado a pior avaliação de um prefeito no Recife já realizada pelo Datafolha. Isso significa uma coisa apenas: o Recife saiu perdendo.

Não basta ser eficiente, honesto, reto, transparente. Não basta ser um grande economista, médico, contador, sociólogo ou torneiro mecânico. Não basta ter boas intenções. Tem que ser político no sentindo positivo da palavra – é, existe um sentido positivo. Eu não vejo isso em Dilma mas consigo enxergar em Serra.

Quer dar sua opinião? Use os comentários mas evite a verborragia xiita e sem agressões, ok?

E agora José?

sábado, dezembro 26th, 2009

Engraçado… quando eu me assumo mercenário – e justifico dizendo que isso algo intrínseco a minha profissão – uns caem de pau, outros elogiam. Os que elogiam são justamente aqueles que:

A) Acham legal minha sinceridade;
B) Me vêem como blogueiro e não como publicitário e como acham os blogueiros uns vendidos mesmo gostam que eu dê mais munição a trolls.

E eu, o que eu acho? Eu acho que é sexo dos anjos. Eu me assumo assim, pronto. Muita gente não.

A bobagem é pagar de ético, de isento de maldade, de bastião do que é certo e puro… e ser pego no flagra como as vezes acontece. Muita gente acha que a WEB não tem memória além da binária, do que fica registrado e esquecido nos arquivos de post passados. Só que nem só de fantasmas do presente vive nosso Natal. Apostar que todo assunto que surge na WEB se desfaz como névoa depois de alguns dias é de uma imbecilidade tremenda. Alguns blogueiros tem consciência disso e tentam se manter distante de qualquer discussão que alimente esse lado “negativo”.

Mas vejam que uma oportunidade ímpar de julgar blogueiros pode estar surgindo e os trolls já afiam suas garras e se preparam para baixar o sarrafo de todo jeito e por todo lado. E, o que é interessante, é que dessa vezes ele, os trolls, que sempre se viram como defensores da verdade – eles se vêem assim, eu não, hein? – podem finalmente ter o apoio da opinião publica.

No desenrolar do incrível calote que levamos da Secretaria de Turismo de Ipojuca, capitaneada pelo sr. Diego Jatobá, o secretário fez uma revelação “bombástica”. Não pra nós, que conhecíamos os planos dele, mas para alguns de vocês talvez seja. Ele declarou que vai kibar a ação a qual ele não pagou e realizar uma segunda ação chamando-a de… aguardem… Porto Na Rede 2!

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Pararam de rir? É, eu ri um bocado com a cara de pau do sujeito também. Contando com a ajuda de um blogueiro “famoso” – sim, isso existe – e comedor – pelo menos ele diz que é – o secretário quer tentar repetir o sucesso da primeira ação.

O buzz negativo envolvendo o calote, o fato de muitos dos convidados terem se revoltado não só com a carta mentirosa da secretaria  – que os chamou de idiotas quando alegou que nós não trabalhamos na ação – o cara quer mesmo colocar o negócio pra frente (cof).

Certo, Eden, e o que isso tem a ver com ser mercenário, ética, trolls e companhia? Ah, caro amigo, o terreno perfeito se forma adiante para a maior batalhar trolistica de todos os tempos.

De um lado temos o secretário e seu blogueiro que compram o risco de repetir a ação diante do buzz negativo – e de não ver a mesma ser o sucesso que a primeira foi e virar piada por conta disso ou não ter os R$ 10.000.000,00 em patrocínio que planejam (você colocaria sua marca no meio desse fogo cerrado?) – acreditando que a maioria dos blogueiros vai ignorar completamente toda a trairagem do passado, ignorar o que passou e curtir porto numa boa – ou que vai só a turminha do parceiro da secretaria…

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Do outro temos os trolls esperando que aconteça exatamente isso e que eles possam se divertir meter o pau desenfreadamente. o que deve gerar o maior buzz jamais visto na web.

Ali no meio temos os blogueiros que podem assumir seu lado mercenário em cima do muro e ir, curtir e pouco se lascar para o que houve no passado ou que podem levantar a bandeira da ética e blábláblá e boicotar a ação. Máscaras vão cair ou não, essa é a aposta da turma da trolagem.

Eu sei, eu sei, eu não sou imparcial para julgar isso e por isso mesmo nem tento. Como disse a maioria deles eu entendo que profissionalmente eles não possam sair em nossa defesa – apesar de alguns terem feito como o Duquian, Raphael, Julia Gil, Alê Ferreira, Lucia Freitas, Lu Monte, Luide, Max, Loch e Luquinhas e tantos outros. Alguns se venderam de cara e, mesmo sabendo quem são, nunca os “delatamos” – ei, deixe eu me divertir um pouco, oras!

Mas, vejam bem, se isso realmente acontecer será por demais interessante ver quem irá, quem não, quem irá defender, quem irá atacar e o quanto um telhado de vidro desses vai aguentar as pedradas que certamente virão. Será uma batalha histórica e uma ação que começa com essa carga já nasce sob forte risco.

Uma coisa é certa… não vai dar pra ninguém ficar em cima do muro. E que venha 2010 porque eu tô com a macaca. Aí eu me pergunto… e agora José?

Me espera aí Gravz!!!

Boas festas

quinta-feira, dezembro 24th, 2009

Todo ano eu escrevo um textinho meio bonitinho, meio ácido, bem ao estilo Eden de ser para desejar boas festas… mas dessa vez Phillipe, do Mundo Gump, me poupou o trabalho com esse fantástico Cartão de Natal que reproduzo abaixo:

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Verdadeiro, muito verdadeiro. Sábias e valiosas palavras de uma pessoa a quem admiro bastante.

Eu não sou uma pessoa de ligar para desejar boas festas ou enviar cartões. Entendo quem gosta mas acho que quando isso se tornou parte de uma convenção social ou de puro network se torna imbecil e sem sentido. Acredito que as pessoas de quem gosto e a quem amo sabem que desejo a elas um ano maravilhoso… isso é inerente ao gostar.

Ah, Eden, poxa, mas a lembrança é tão legal! Sim, é, assumo. Mas apenas não está em mim e espero que as pessoas que gostam de mim entendam isso. Não condeno ninguém que o faça.

Espero algum dia recuperar a magia do Natal, aquela infantil mesmo, que existiu em mim. Hoje o Natal é apenas um jantar caro temido por perus e chesters – esses seres mitológicos. Não vejo nas pessoas o desejo de mudar, de fazer o bem, de serem melhores. É comer queijo do reino, se ver livre do amigo secreto e se preparar para filar o R.O. na casa de alguém. Convenção social e gastronômica.

Talvez esteja sendo um pouco mais amargo que o normal – visto que esse fim de ano esteve longe de ter sido bom. Me envolvi profissionalmente com algumas das pessoas mais canalhas e sem caráter com quem já cruzei na vida e o resultado foi financeiramente desastroso. E, amigos, acredite, isso detona o Natal e o ano novo de qualquer um.

Mas a esperança é a última que morre – não vou fazer piadas com sogras – e espero que 2010 seja um ano melhor (até porque ele não vai precisar de muito esforço para tanto). Eu realmente espero que apenas coisas boas aconteçam com todos vocês, que tem algo de bom no coração – isso não inclui você, Diego, espero que tenha várias crises de oxiúros durante o ano – e que mereçam realmente um ano melhor. Se acha que não merece que tal começar a fazer por onde merecer?

Boa ceia para todos, que escapem dos CDs nos amigos secretos, que não ouçam Simone e que suas tias velhas durmam bêbadas de cidra antes de conseguir apertar suas bochechas. Que seu tio idiota tenha uma crise de garganta e você fique livre das piadas envolvendo pavê. Espero que faças as pazes com aqueles que amam e que por algum tipo de orgulho imbecil se mantém distante. Espero que possam beija e abraçar seus filhos, dormir abraçadinhos com suas namoradas e esposas e esperar que o bom velhinho, não o de roupa vermelha, mas esse que alguns chamam de Deus e outros de força maior, mande boas energias para vocês. Saúde e paz.

Novas Mídias e velhos erros…

terça-feira, dezembro 22nd, 2009

Essas últimos 10 dias foram incomuns. Eu estou trabalhando com mídias sociais há cerca de 5 meses – oficialmente, diria eu – e em todo este tempo não recebi tanta consulta quanto nestes últimos 10 dias. Mas não me surpreende, digo logo.

Cada vez mais a Mídia Social vem se tornando a menina dos olhos das agências offline e clientes. Os clientes, que estão sendo bombardeados com informações sobre como a Mídia Social é revolucionária, querem que suas agências lhe apresentem oportunidades de investir nessa maravilha… sem gastar muito. As agências, para não parecerem retrogradas, aceitam o desafio e se vêem com um pepino sem tamanho na mão.

Veja só que problema… sem entender direito o que esse bicho chamado mídia social come você se vê obrigado a apresentar ao seu cliente uma campanha para que ele diga que é cool e a usa. É claro que você, como dono de agência, andou lendo – ou mandou alguém ler – a respeito e tem uma vaga ideia de que mídia social são banners, posts pagos e virais (EU ESTOU SENDO IRÔNICO). Mas você não vai arriscar, não é mesmo? Então você procura algum estagiário dentro da agência que tenha twitter, jogue Farmville e entenda toda a complexidade do Facebook. Se tiver um blog então, OURO! Para quê procurar fora, todo mundo sabe que quanto mais tempo livre mais o cara entende de WEB e ninguém tem mais tempo livre que aquele estagiário que você extrai o sangue e paga quase nada.

“Ah, você tem twitter? ASSINE AQUI! Parabéns, você agora é nosso VP de mídias sociais. Seu primeiro projeto é criar alguma coisa para algum dos produtos desse cliente. Qualquer coisa. Apenas crie, ok?”. Estou quase certo que assim nasceu a campanha da Repelex.

Está rindo? É sério! Uma agência daqui me procurou. “Olha, temos R$ 1.500,00 de verba de um cliente, queríamos fazer alguma coisa voltada às mídias sociais. O que dá pra fazer?”. A resposta, por mais filha da puta que pareça, foi real. “Ah, dá pra gastar tudo em vela e rezar para que surta resultado”. Como assim R$ 1.500,00???

As pessoas tem vendido Mídia Social como aquelas garrafadas mágicas… Se a Época diz, a Veja diz, a Meio & Mensagem diz e até mesmo o Fantástico diz então Mídia Social deve ser o equivalente ao canivete de MacGyver na propaganda. Resolve tudo. Não resolve. Nem de longe.

garrafada
É quase essa a visão que muita gente tem de Mídia Social. Obrigado Globo.

O que as pessoas precisam entender é que Mídia Social não é só “jogar” algo na WEB. Na verdade eu sou uma das pessoas que acha que comprar banner e post pago está longe de ser mídia social. Pode ser um novo universo para ser explorado na propaganda, é verdade, mas algo não mudou! Na mídia social ou na convencional ainda vale a experiência que se proporciona e não a exposição que se conquista!

Tomo como exemplo o caso do Mate Leão Tom Cruise. Numa sacada genial – sim, eu achei genial apesar de questionar o resultado – uma agência criou uma anúncio no Mercado Livre vendendo um copo de Mate Leão onde supostamente Tom Cruise teria bebido. Plantou a notícia e deixou viralizar a venda absurda que foi publicada, sempre mostrando uma foto do produto que teria sido consumido, por vários veículos da nova e da velha mídia. Viralizou? Sim. Virou notícia? Sim. Foi bom pra marca e para o produto? Tenho minhas dúvidas. A campanha não mostrou um Mate Leão mais gostoso ou vendeu um conceito legal. Apenas enganou o público que descobriu que foi feito de idiota e que Tom Cruise não bebeu o mate da Coca-Cola. Mate Leão, o produto que Tom não bebeu e que fez milhares de otários. Não me parece o resultado que eu procuraria… Gerou impacto, é verdade, mas, para mim, não gerou nada de bom além de visualizações e número de visualizações é coisa para se buscar na velha mídia!

Ainda não existem regras, não existem formatos ideais, está longe de ser como anúncio de TV onde pode isso ou não pode aquilo e você colocando em tal TV durante tal horário vai ter ideia do que vai gerar de resultado. Ainda há muita margem para acerto… e para erro. E será que as agências vão continuar dando sorte ao azar? Se as agências que entendem as vezes escorregam imagina quem não entende MESMO?

Eu estou sentindo, ao menos aqui em Hellcife, que as agências vão cair no erro que cometeram com o boom da WEB… elas montaram núcleos de web – para atender a demanda de seus clientes que achavam cool ter ROMI PAGI – e viram isso se tornar um tiro no pé gerando custos diversos e resultados duvidosos. Medo que se repita. E vai.

Afinal num mercado onde uma das maiores contas que se pode ter aqui acha que uma verba de R$ 3.000,00 é grande coisa para uma ação em Mídias Sociais – ao menos era o dobro daquela outra – ter um núcleo para Mídias Sociais passivo é um erro tremendo.

Ah, e as consultas? Foram legais. A maioria me pareceu interessada de verdade mas quase todos ficaram um pouco surpresos por saber que se cobra para se planejar e executar ações assim e que trabalhar com mídia social não é só agenciar nerds que sem nada pra fazer insistem em atualizar blogs. Devagar vamos quebrando barreiras e paradigmas. É ter fé…

E dá ou não dá resultado, Eden? Dá, isso dá. Mas dá despesa e dá trabalho. Não é trabalho de estagiário e nem deve ser feito de qualquer forma. Vejam se dá resultado vendo o vídeo abaixo.

Pois é… eu acredito que resolve muita coisa… mas espinhela caida não.

A melhor banda de todos os tempos da última semana

quinta-feira, dezembro 17th, 2009

Eu aderi ao Formspring. O quê? Você não conhece a melhor banda de todos os tempos da última semana? Eu explico.

Trata-se de um site – não podemos chamar de Rede Social – onde as pessoas podem lhe fazer perguntas e você escolhe o que responde ou não. As respostas são publicadas na home e podem ser vistas por todos. É, é isso que você pensou, é uma espécie de entrevista de cadernos 2.0 que acontecia no tempo de escola.

formspring

Mas, mesmo com um conceito simples, se tornou uma febre estes dias. Talvez porque algumas pessoas sejam narcisistas e gostem de saber que existem muitas pessoas interessadas nela, no que pensa ou faz. Talvez porque outras vejam nessas perguntas uma oportunidade de fazer humor – e existe MESMO. A questão é: será que pega? Será que não? Algumas pessoas criaram e depois de receberem 1000 perguntas em poucas horas desistiram. Outras desistiram por receber ofensas por meio de perguntas anônimas. É questão de gosto – ou de falta do que fazer – e, como todo sabemos, gosto é como braço: tem gente que não tem e pronto.

Você pode se perguntar qual a utilidade disso… lembre que fizeram essa pergunta quando o Twitter foi lançado. Tem empresas que já criaram seu formspring e estão usando para responder perguntas de seus clientes e deles mesmo. Deles mesmos?

Claro. Se ninguém lhe faz a pergunta “certa” você vai lá e faz, como anônimo, responde e pronto, tudo bonitinho. Você saí da “demagogia” da propaganda convencional – onde fala bem de si mesmo – para a comunicação de duas vias da Social Media – onde alguém fala bem de si você – só que esse alguém é você! mesmo. Esquizofrenia perde, hein?

Ok, certo, estou lhe deixando confuso. O que interessa é que mais uma “Rede Social” – eu sei, não é, mas vamos chamar assim – foi criada do nada e resultou num BUM tremendo mesmo parecendo completamente inútil a princípio. Ela pode evoluir para algo realmente útil ou ser esquecida semana que vem.

Como eu disse eu aderi, estou lá, você pode me perguntar o que quiser – e eu respondo o que quiser – clicando na imagem. Vamos ver quanto tempo isso dura (minha vontade de responder e o formspring.me em si).

Por nossos filhos…

sexta-feira, dezembro 4th, 2009

Eu já tinha visto esse vídeo e me emocionado com ele. Já chorei o que tinha de chorar mesmo sem saber a fundo sua história – um péssimo hábito que muita gente tem devido ao imenso fluxo de informação na web e nossa preguiça de pesquisar. Mas, mesmo sem conhecer toda a história por trás, não há como não se emocionar.

Antes de contar que tal vermos o tal vídeo que me fez desmanchar algumas vezes?

FODA, não? Vocês, que não são pais, não imaginam até onde podemos ir por nossos filhos. Não entendem o que somos capazes de fazer por um sorriso deles, por um olhar de reconhecimento ou orgulho.

E, depois de ler a história por trás do vídeo, publicada pelo Irmandade Veio Rosa, vejo o quão intenso são os laços que unem esse pai e filho.

"O Team Hoyt’ (Equipe Hoyt) é composto pelo pai (Dick Hoyt) e o filho (Rick Hoyt, nascido em 1962) em Massachusetts (EUA), juntos completaram maratonas, triatlos e outros eventos esportivos. Rick é deficiente desde o nascimento, pois ao nascer, seu cordão umbilical ficou preso ao pescoço, e ele perdeu oxigenio no cerebro.

Graças aos seus pais, que ignoraram os avisos dos médicos que diziam que ele viraria um vegetal. Aos 12 anos Rick começou a usar um computador especial para se comunicar, usando movimentos de sua cabeça. Suas primeiras palavras foram: "Go Bruins!", então sua familia descobriu que ele era um fã de esportes. Eles o ajudaram a correr sua primeira corrida em 1977, uma corrida beneficente de cinco milhas.

Dick é tenente-coronel aposentado da Air National Guard. Rick é graduado na universidade de Boston e agora trabalha na faculdade Boston. Eles continuam competindo em corridas, e também são motivadores.

Até Junho de 2005, o Team Hoyt já participou de um total de 911 eventos, incluindo 206 triatlos (seis deles competições Ironman Triathlon), vinte duatlos, e 64 maratonas, incluindo 24 maratonas de Boston consecutivas. Eles também pedalaram e correram a corrida dos EUA, em 1992 (uma jornada de 3735 milhas, completa em 45 dias).

Quando perguntam a Rick uma coisa que ele deseja, que ele gostaria de dar a seu pai, ele responde: "A coisa que eu mais gostaria de fazer por meu pai, seria senta-lo em uma cadeira e eu poder empurrar ele com minhas forças"

Emocionante.

Datena, esse babaca

sexta-feira, dezembro 4th, 2009

Datena é um babaca. Criação de uma fase negra de um pseudo jornalismo tacanho ele é uma das figuras mais podres da TV brasileira. Observem que ele não é podre no sentido trash – como o nosso amado Alborgueti – mas podre no sentido estragado, ranhoso.

O cara se tornou famoso por suas brigas com a produção e até mesmo com outros apresentadores – como aconteceu com Gilberto Barros. Ele é o exemplo da máxima que uma pessoa ao ter “poder” se revela. Um Zé Ninguém que, espero, sumirá da mídia e morrerá esquecido.

Olhe só o quão arrogante é este imbecil.

O pior é saber que ainda tem gente fã desse idiota.