Archive for the ‘Novas Mídias’ Category

A guerrilha no meio da mata

domingo, março 7th, 2010

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As formigas se reuniram para debater a respeito da solução de um problema que vinha tornando suas vidas um inferno: o maldito paquiderme. A peste do elefante, aquele gordo sem noção, fazia pouco caso das formigas. Ele parecia nem notar a existência delas, as ignorava completamente. Já não bastava ele ignorar toda a vida dura, de trabalho incansável dos pequeninos mas ele ia além disso… Com suas patas enormes ele destruía os formigueiros passando por cima deles como eu passo por cima de mulher feia. Era um grande e pesado problema.

elefante e formiga redim

- Temos que fazer alguma coisa! Isso não pode continuar! – gritou For Mi Gô, uma formiga de descendência oriental que era invocada como ela só (como todo baixinho).

- E como você imagina resolver isso? – questionou For Mi Gon, a formiga mexicana – Tem alguma ideia?

- Não temos dinheiro para combatê-lo a contento, não temos como vencer essa batalha. Estamos perdidos – se manifestou Mussum, uma pequena formiga preta (pensou que eu ia insistir nos trocadilhos, né?), com a anuência de todas as milhares de formigas em volta.

- Não temos dinheiro mas temos o poder das massas – vociferou Mi Gô – Juntos somos imbatíveis (ele havia participado de algumas palestras sobre liderança e pensou em usar o exemplo dos gravetos. Desistiu. Ele não conseguiria quebrar nem eles juntos, nem separados, era apenas uma formiga). Juntos podemos vencer. Temos que usar uma estratégia 2.0! Vamos usar os canais certos para criar envolvimento e engajamento, vamos mobilizar e, uma vez unidos, usar a força dessa união para vencer. Se conseguirmos gerar conversão suficiente, se conseguirmos criar um exercito de adeptos a nossa causa, teremos veículos divulgando nossa mensagem de forma espontânea, fazendo com que mais e mais formigas combatam conosco. O boca-a-boca vai criar uma legião de adeptos porque nossa causa é justa e assim venceremos!

- Ah?! Estratégia 2.0! – as demais formigas afirmaram em coro.

- Sim, claro. Nos dias atuais existe mais de uma forma de se resolver algo assim, oras. Vejam só o que me ocorreu. Nós, milhares de formigas, subimos em um terreno alto. Observem que Sun Tzu já dizia que o terreno faz toda a diferença num combate e que terrenos altos são os melhores – as formiguinhas, que não tinham participados das mesmas palestras que Gô, fingiram entender do que ele falava.

E Gô continuou.

- Lá em cima, esperamos ele passar e quando aquele maldito gordo sem noção estiver sob nós, pularemos todos ao mesmo tempo sob suas costas, esmagando-o de uma só vez e nos libertando desse fardo!

E as formigas, encantadas com o conhecimento e liderança de Gô, gritaram em uníssono, brandindo as patinhas para cima!

- Vamos vencer! Juntos somos imbatíveis! Nos temos a força das masssas!

E estava tudo pronto. Usaram Twitter, Orkut, Facebook, Youtube e tudo mais. Compraram publieditoriais, tweets pagos anônimos, convenceram tuiteros famosos a tuitar como se fossem adeptos a causa. Sortearam prêmios entre seguidores do perfil, pediram RT ao Bonner, ao Mion e até ao Aplusk. Eles mobilizaram.

Era o dia. Cerca de 20 mil formigas preparadas sobre um desfiladeiro, esperando a passagem do paquiderme maldito, boa parte delas arregimentadas de forma 2.0. Nervosas, elas esperavam atentas, confiantes no plano de seu estimado For Mi Gô. Ele, o autor do plano, estava a frente do batalhão, esperando para dar o sinal que os levaria ao salto e, consequentemente, a vitória.

tum… se ouviu ao longe. tuM… novamente. tUM… mais perto. TUM… eram as pegadas do paquiderme. Aquelas que tiravam vidas e destruíam formigueiros. TUM! Ele estava perto. PREPAREM-SE, Gô gritou. E então tuitou “agora!”.

Uma chuva de formigas caiu sobre o paquiderme. Algumas, levadas pelo vento, foram parar, frustradas, longe de seu alvo. Mas a maioria acertou em cheio. Caíram sobre as costas largas do desafeto e… nada.

Para surpresa de todos ele não havia sido esmagado, continuou sua caminhada em direção ao formigueiro. Que fiasco. E pensar que milhares de internautas assistiam aquilo via streaming. Surpreso mas sem perder a fé, confiante do poder das massas, Gô deu a ordem!

- Pulem, pulem todos, vamos esmagar esse infeliz!!!!!

E as formigas pularam. Todas juntas. E o Elefante sentiu. Sentiu uma leve cosca que o fez se agitar um pouco e abanar as imensas orelhas. Voaram formigas para todos os lados. Caíram aos borbotões espalhadas pelo chão. Atordoado, Gô viu seu plano ir por água abaixo. Como podia, ele tinha a massa ao seu lado, tinha o terreno mais alto, a surpresa. Tudo parecia ser perfeito e ainda assim lá estavam as formigas, espalhadas pelo chão enquanto o paquiderme seguia seu caminho… foi quando Gô viu aquilo.

Agarrado no pescoço do elefante estava Mussum, a pequena formiga preta, segurando-se com todas as forças. Ainda havia uma chance, nem tudo estava perdido. Os olhos de Gô brilharam e ele, com todas suas forças deu uma ordem para as formigas no chão. E assim o coro começou:

ENFORCA, ENFORCA, ENFORCA.

Moral da história? Se eu precisar explicar você está no blog errado. Favor se dirigir ao Kibe.

Mais por menos? Mais ou menos. Mídia Social custa dinheiro, ora essa!

segunda-feira, março 1st, 2010

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Ah, o melhor da mídia social é que ela é MUITO barata, só você vendo. É, vá pensando assim, Zé Ruela, vá mesmo. Esse é seu primeiro erro. E o que começa errado…

Qualquer um que entende de propaganda pode vir a discutir comigo que é um fato que mídia social é mais barata que a mídia convencional. Qualquer um que já pagou R$ 120.000 por UMA página de revista ou R$ 420.000,00 por um anúncio de 30s na TV faz essa conta sem muito problemas. Mas estamos falando de mais barato e não DE GRAÇA como acham alguns!

A Darpa, ela mesma, a agência fodona de tecnologia militar americana, já tirou a prova dos nove e concluiu que as coisas não são exatamente de graça nas mídias sociais como pensam muita gente. Você ler esse post, se quiser mais detalhes, ou se ligar num resumo abaixo:

Algumas coisas devem ser observadas para que um internauta possa aderir a uma ação: ele não pode ter custo com isso, ele deve ter um objetivo claro, esse resultado deve poder ser mensurado e no fim das contas ele deve ganhar algo com isso. Opa, Eden, se fosse assim ninguém iria aderir a campanha como “salvem as foquinhas” no Twitter e afins, afinal o que elas ganham com isso? Status? Pagam de antenadas, ecológicas e melhoram a imagem perante os seguidores? Ajudam a balancear o Karma?

Por favor, não sejamos inocentes nem hipócritas. A adesão é SEMPRE maior do ponto de vista comercial quando se GANHA alguma coisa de verdade. E quanto maior a COISA a ser ganhar maior a adesão, maior a divulgação espontânea, maior chance de viralizar. Vide o caso do “melhor emprego do mundo” que gerou 100 milhões de dólares em mídia em todo mundo. Ganhou muito e… gastou muito. Gastou cerca de 1,6 milhão de dólares. Menos do que gastaria se fosse comprar toda mídias conquistada, bem menos, mas ainda assim muito.

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É comum sermos chamados para conversar com um cliente que nos apresenta verba de R$ 1.500,00 para uma ação em mídias sociais. Sério. Na primeira vez que isso aconteceu eu respondi com um “vamos comprar R$ 1.500,00 de velas, acendê-las e rezar para que dê resultado”. Eu sei, eu sei. Mas percebi que achavam que era barato assim porque era o que ouviam falar. Telefone sem fio. Hoje eu explico, como estou explicando para vocês, que o buraco é mais embaixo. Bem mais lá embaixo. Não adianta você gastar R$ 150.000,00 em mídia tradicional e vir com 1% para mídia social. Assim como não adianta você criar sua campanha toda e depois de tudo pronto resolver gastar a rebarba com mídia social, sem planejamento, sem tempo e sem nada mais. Alguém vai dizer que faz, alguém vai pegar seu dinheiro, alguém vai “criar” resultados. Mas esse alguém não serei eu nem nenhum outro profissional sério. Quer resultado? Invista. Usar Twitter, Orkut, Facebook e afins não tem custo mas criar, planejar e executar sim.

A convergência custa dinheiro. Usar a mídia tradicional e a social juntas. Bem planejada ela é matadora. O acabamento de uma boa ação custa dinheiro. Um bom site, perfis com backgrounds legais, avatares bem produzidos fazem parte do jogo. A execução custa dinheiro. Uma ação que tem 500 citações por hora no Twitter exige um trabalho cavalar. Seus relatórios custam dinheiro. Ou você acha que aqueles relatórios imensos que você gosta de apresentar a diretoria para provar que estar a frente de seu tempo e investir em mídia social foi uma ideia genial se preparam sozinhos?

IDEIAS CUSTAM DINHEIRO. Lembre disso. Fazer o que todo mundo faz é relativamente simples, fazer sua ação se destacar é uma pouco mais complicado. Ah, deixemos a modéstia de lado. É complicado PRA CACETE. O conhecimento necessário para se criar uma boa ação deve ser BEM REMUNERADO. Quando será que clientes aprenderão isso? Quando será que nós aprenderemos a defender isso junto aos clientes?

Todo esse texto nasceu da nova ação da Pantene que usa tudo isso. Convergência, mexe com sonhos, dá um prêmio e tanto e usa mídias sociais. Não vou analisar se estão fazendo certo o que estão fazendo mas posso dizer uma coisa: estão bem conscientes das necessidades da mídia e dos desejos dos clientes. Eles podem até não conseguir o prato mais gostoso do mundo mas seguiram direitinho a receita, juntaram os ingredientes certos. Vamos ver agora se eles tem boa mão pra cozinha.

Max Poxa Vida

sexta-feira, fevereiro 26th, 2010

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Apenas um nerd sem vergonha na cara ou algo mais? Ok, ok, estou parecendo um integrante do CCV, o famigerado Comando de Caça ao Viral, mas, poxa, ninguém pode ser tão esterioripado assim.

O cara é feio, magro, tem a instalação cruzada (chora em x, sabe?), usa óculos de aro grosso, fala sem olhar pra câmera e só aborda assuntos nerds/geeks? Fora que o texto é bom, muito bom, e a edição muito bem feita – por mais que apareça amadora. Ele é a personificação do Hiena “ó, vida, ó, azar”.

O canal do cara é hilário, você pode perder horas assistindo-o divagar sobre os mais variados assuntos. Sintam só o drama cmo alguns que selecionei para vocês:

E aí, real ou fake? Pessoa ou personagem? Bem, não importa, no alto de sua tosqueira ele é divertido.

A mídia social corporativa

segunda-feira, fevereiro 22nd, 2010

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Negar que a Mídia Social é a menina dos olhos de muitos marqueteiros é tapar o sol com a peneira. Assim como negar que dentro de um ano eles já vão estar idolatrando outro boi dourado. A mídia social tornou-se produto do próprio meio, tornou-se hype.

É quase um produto MESMO. Todo o padrão está aí. Tivemos os Innovators e agora estamos na fase dos Early Adopters. Bem, ao menos é o que julga a maioria. Eu ainda acho que estamos no Early Majority. Não é uma questão de timing e sim de visão.

Não é simples, como canso de dizer, convencer uma empresa que não tem uma postura mais ousada a investir em mídia social. Por mais que ela reconheça o hype, que queira pagar de cool, ainda assim fica complicado apostar fichas nessa “coisa estranha”. Muitas vezes se permitem apostar com pouca grana, ficando ali no big blind. Mas todo mundo sabe que quem fica no big blind não leva o pote. Quanto menor a aposta menor a chance de vitória e maior a chance ficar com o gosto ruim de um resultado negativo – ou longe do desejado. Não há mágica. Quer resultado? Invista.

Em um Brasil onde o termo branding é motivo de piada como explicar a um cliente que esse ainda é o maior benefício do investimento em mídia social?

Como explicar que não se trata exatamente de propaganda mas de uma mistura de marketing, relações públicas e psicologia? (sim, psicologia, faz muito tempo que a psicologia não é tão importante para a comunicação como se faz nas mídias sociais)

Bem, você pode tentar. Vou lhe dar alguns argumentos.

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Branding ainda é o negócio mas não só ele.

O gráfico acima mostra algo que todos já sabem, não é mesmo? Não. Muita gente ainda acha que a mídia social faça milagres. Não dá pra VENDER qualquer produto por mídias sociais. Ou ao menos não como poderia ser feito numa campanha de varejo. A mídia social não veio para substituir e sim para complementar. Você pode ter sua campanha de varejo e utilizar o Twitter, por exemplo, para tirar dúvidas de seus clientes e trocar ideias. Perceba que a troca de informação vem colado, perdendo apenas por um focinho. É aí que está o pulo do gato. O cliente mais bem informado sente-se seguro, mais bem atendido e mais a vontade para divulgar sua marca/produto para terceiros.  E, observem, não estamos falando da troca de informação de sua empresa com os internautas mas sim entre internautas sobre sua empresa!

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Mas como as empresas usam a Mídia Social?

Observe o gráfico acima sobre o uso corporativo das mídias sociais. Agora some Understanding customers, Public relations e Lead generation. Teríamos então 55,5% de uso voltado ao “relacionamento” com o internauta. Sim, eu sei que se quisesse poderia encaixar Information sharing e Branding aí mas sejamos mais pragmáticos. Esses 55,5% representam o quanto as empresa estão investindo em obter e utilizar as informações na web para influenciar os internautas. Durante anos esse foi o maior sonhos das empresas: entender os consumidores, falar a língua deles, estreitar relacionamentos. Empresas gastaram milhões em pesquisas qualitativas e quantitativas e outras foram crucificadas por não o fazer. Agora isso custa MUITO menos e pode ser feita de forma muito mais informal. Não estou diminuindo a importâncias das pesquisas tradicionais, calma, mas convenhamos que reunir pessoas numa sala com uma janela espelhada pode não ser exatamente o ideal para saber o que ela está pensando. É mais ou menos como bater uma foto usando uma teleobjetiva. Sem invadir o espaço do alvo você o fotografará bem mais a vontade, em momentos bem mais verdadeiros.

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E o que exatamente dá resultado?

O gráfico acima mostra as redes que tem demonstrado melhor resultado em campanhas de mídia social. Nos EUA, claro. Se eu concordo com isso? Eu diria que a ferramenta, ou rede, que dá mais resultado é aquela onde seu target está. Poxa, se um dos grandes benefícios da mídia social é justamente podermos segmentar nossas ações porque achar que determinada rede é melhor ou pior? A rede ideal é aquela que pode atingir o resultado que você planejou quando criou sua estratégia. Você planejou, não foi? Não? Volte todas as casas! Entenda primeiro que sem planejamento não há ação! E nesse planejamento é que será definido se você irá atuar no Orkut, Twitter, Facebook ou até mesmo no natimorto Formspring. Você deve ir onde seu target está. Simples.

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E os blogs, onde entram nisso?

O gráfico acima demonstra as redes que estão despertando o maior interesse do mercado corporativo. Blogs em primeiro lugar. É agora que muita gente reclama… “Ah, blogs?”. Sim, blogs. Não tiro o mérito dos grandes blogs de humor que recebem milhares de visitas, esses tem o seu valor. A questão é: com o passar do tempo eles tendem a se tornar cada vez menos funcionais para o tipo de comunicação que buscamos utilizando as mídias sociais. Não buscamos, em tese, clicks ou visibilidade. Ao menos não deveríamos. Temos que buscar influenciar a opinião dos leitores e estimulá-los a debater sobre nosso produto/marca, nos provendo informações valiosas e fazendo propaganda boca-a-boca. E quem melhor que isso que um blogueiro cuja as visitas se dão porque seus leitores querem sua opinião sobre os assuntos que ele debate e não apenas rir com alguma imagem ou vídeo que ele colocou. Ele pode não atingir milhares mas tem a taxa de conversão alta, ele tem credibilidade junto aos seus. Os blogs são aliados valiosos sabendo como usá-los.

Entender a mídia é fundamental para poder acreditar nela. E quando falo em acreditar não falo apenas sobre o cliente. Os “veículos” também precisam acreditar mais no poder que tem em mãos. Mas isso é assunto para outro post.

Camisas de Social Media

quinta-feira, fevereiro 18th, 2010

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Galera, essas camisas foram desenvolvidas para serem vendidas na Campus Party com motivos que envolvem, de forma divertida, mídia social.

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As que sobraram estão sendo vendidas por R$ 15,00 + o frete. se curtirem é só manda um e-mail para eden.wiedemann(arroba)gmail.com.

Você não sabe o resultado de uma campanha em Mídia Social… mas o DARPA sabe.

quinta-feira, fevereiro 18th, 2010

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E falando de resultados… É, esse é o drama. Comprovar resultados em mídias sociais. Mas não se sinta estúpido por não ter certeza como fazê-lo, a coisa é tão complexa que os EUA apelaram para o DARPA – ele mesmo, o departamento responsável pela criação da internet – para produzir dados concretos sobre isso (apesar do objetivo não ser exatamente visando o marketing).

Com a ajuda do MIT, a fazenda de malucos capazes de conquistar o mundo, o DARPA criou um concurso para analisar melhor os mecanismos de colaboração das redes sociais.

A ideia foi simples: 10 balões atmosféricos vermelhos foram espalhados pelos EUA. A primeira pessoa – ou grupo de pessoas – que informasse a localização exata dos balões levaria um prêmio de U$ 40.000,00. Nada como grana para agitar a galera. É claro que o MIT estava se lixando para os balões em si, eles queriam era entender as técnicas utilizadas para encontrá-los, o mecanismo por trás das redes sociais. O resultado?

1. Os grupos com fins humanitários não se saíram bem. Ou seja, aqueles grupos que reverteriam o prêmio em doações não estavam tão estimulados quanto aqueles que gastariam os seus em cerveja.

2. O trafego do Twitter ficou congestionado. O Facebook também foi fundamental. Os cientistas ficaram impressionados com o fato de que os balões foram descobertos em apenas 9 horas.

3. Os concorrentes plantavam informações falsas tentando atrapalhar e criar caos. Para evitar isso foi fundamental aos participantes desenvolver técnicas para a aprovação de dicas. Elas deviam vir de pessoas conhecidas, com a origem devidamente checada. Conhecer a fonte se tornou tão importante quanto a informação em si. Igualzinho ao que os jornalistas brasileiros tem feito no twitter.

4. Custo zero ajuda. Sem gastar “nada” e correndo o risco de ganhar uma bolada a adesão foi maciça. O seja, nada de descobrir a cura do câncer usando redes sociais, isso custa dinheiro e os usuários não estão a fim de gastar. Propaganda ainda funciona mas, segundo o DARPA, a rede é mais eficiente para encontrar crianças desaparecidas e combater o terrorismo que para viralizar anúncios. Bem, eu discordo em parte mas eles são o DARPA, não é mesmo?

5. Objetivos claros e resultados verificáveis são fundamentais para o sucesso de qualquer ação em mídias sociais.

Bem, no fim das contas o DARPA chegou a conclusão que as redes sociais podem ser fundamentais em caso de guerra, tragédias e ataques. Concluíram também que é cedo para definir o potencial das mesmas mas que de fato funcionam para divulgar sua mensagem. E foi o DARPA, hein?

Mídias Sociais, você está fazendo sua parte?

quinta-feira, fevereiro 18th, 2010

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Muito se fala sobre a incapacidade de se medir resultados nas mídias sociais. É, realmente não é tão simples. Estamos falando de empresas que durante anos trabalharam com números de Ibope, com circulação de jornais e demais dados que faziam com que tivessem um ROI – Return On Investiment -- bem definido.

As empresas, no caso clientes, estavam acostumados com números fácil de se encaixar em suas planilhas. Uma prestação de contas “honesta” que fazia com que fosse bem mais simples entender para onde estava indo o suado dinheiro da empresa e, mais importante, como ele estava voltando. Mas e no caso das mídias sociais, como isso fica?  Como saber quanto exatamente custa a mídia utilizada e o que ela retorna? Existe ROI em mídias sociais? Tem gente que acha que não…

Vídeo esclarecedor, não? O que acham?

Partindo da máxima de que quando compramos mídia compramos espaço, ou seja, compramos a oportunidade de atingir outras pessoas usando determinado veículo para transmitir nossa mensagem, podemos afirmar que na mídia social nossa verba seria utilizada para o mesmo fim. Igual? Não. Diferente, muito diferente. Na mídia social sua verba seria utilizada no intuito de transformar o internauta em veículo, ou seja, fazer com que ele faça propaganda por vocês, certo? Bem, ao invés de utilizar 4 redes de TV você vai tentar utilizar 55 milhões de brasileiros. E agora, como saber quanto custou cada um desses veículos e que resultado ele proporcionou?

A palavra mágica é TENTA. Você tenta converter o maior número de pessoas possíveis em veículos. TENTA. Como explicar a um cliente acostumado a dados exatos que você vai usar a verba dele pra tentar alguma coisa. Como ele justifica isso numa reunião de acionistas?

Os números no Brasil impressionam, é verdade. Vejam só o que diz esse vídeo criado com dados de uma pesquisa da Agência Click.

O problema é que “relacionamento” ainda não é um dado simples de ser mensurado. Saímos do ROI para o IOR – Intent of Returning. Saímos de dados concretos para possibilidades. Não é fácil fazer um cliente entender que ele deve analisar cada tweet de um internauta como uma compra de espaço em mídia. Até porque existem os posts negativos e, em tese, ele estaria pagando por esses também.

É simples entender a importância da Mídia Social. Não precisa ser gênio para perceber que a convergência está levando tudo para a web e que qualquer marca/empresa minimamente inteligente tem que marcar terreno. E isso significa se adaptar a comunicação online, ou seja, aprender a TENTAR. Eu defendo isso com unhas e dentes, todos sabem. Mas, sejamos francos, precisamos tentar – eta palavrinha infeliz – entender o outro lado.

Antes de reclamar porque o seu cliente não libera verba suficiente para que você TENTE se pergunte o que você está oferecendo a ele para que ele se proteja. Que dados, além de ler Época e Veja, ele tem em mãos que o deixe seguro do resultado que ele PODE vir a atingir. Quais os benefícios reais – além de estar na moda – que investir em Mídia Social vai trazer? E, mais importante, como ele pode justificar esse investimento para os sócios, diretores e investidores?

Pois é, amigo, não dá pra ficar de mimimi se você não faz sua parte, não é mesmo?

Mídias Sociais não são para qualquer um, entendam isso.

terça-feira, fevereiro 9th, 2010

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Primeiro deixem avisar que os posts sobre mídias sociais devem rarear aqui no Passinho. Em breve eles serão publicados no blog oficial da Dani Mirella – não se preocupem, eu avisarei aqui quanto estiver no ar. E segundo este post é grande e o assunto é específico.

Hoje li dois posts que me deixaram com comichão para escrever este aqui. Na verdade já havia lido um excelente post do Cardoso sobre o uso de mão de obra não qualificada em mídias sociais e já estava querendo escrever sobre o assunto. Vamos adiante que no decorrer deste IMENSO texto eu vou destrinchando as coisas com mais detalhes.

Quem é quem e o quê esse quem precisa.

Não faz muito tempo recebi uma ligação de Tárcio, jornalista da Folha de Pernambuco, que queria tirar algumas dúvidas comigo para uma matéria sobre mídias sociais. Como bom apaixonado sobre o assunto eu vejo qualquer oportunidade de soltar minha verborragia como uma grande oportunidade. Ótimo. “Qual é exatamente o papel de um analista de mídias sociais?” foi a primeira, e derradeira, pergunta. Tárcio, como bom jornalistas, acertou na mosca. Essa questão SEMPRE me incomodou e eu vou explicar exatamente o porquê.

Em uma agência tradicional temos o atendimento, mídia, RTV, tráfego, redator, diretor de arte, diretor de criação, planner, produtor gráfico e algumas outras funções modernosas e como nomes esquisitos. O objetivo? Comunicar por meio de campanhas de marketing. Várias funções para várias atividades distintas e complementares. Podemos então chamá-los de publicitários, claro, mas cada um exerce uma função específica – a não ser que trabalhem em agências pequenas, aí exercem BEM mais de uma. O que vem ao caso é que cada pessoa dentro de uma agência tradicional tem, ou deveria ter, uma função com objetivos, métodos e práticas distintas. Cada um deles deve ser parte de uma equação maior que leve a uma coisa: resultado. E porque em mídias sociais são todos “analistas”? Não, não são. Na verdade nem dá mais pra definir o que é exatamente um ANALISTA. O que ele faz? Ele faz seeding? Ele analisa resultado? Ele atende o cliente? Ele cria? Ele planeja? Ele cuida do network? Compra espaço? Prepara relatórios imensos com milhares de dados que o cliente não vai saber interpretar?

Trabalhar com mídia social é muito mais que simplesmente entender de blogs, ter twitter, saber usar o orkut. Trabalhar com mídias sociais é bem mais que ser “analista de mídias sociais” – que é como mais de 15000 pessoas no twitter se descrevem, mesmo aquelas que NUNCA atuaram na área. Trabalhar com mídias sociais é FODA.

Neste post da Miss Moura – um dos posts que li hoje – ele entra bem neste assunto. Ela defende algo que EU defendo de coração: não há mais espaço para guris bem intencionados a frente de agências de mídias sociais. A coisa deixou de ser “brincadeira” – e ao meu ver nunca foi – para se tornar a mídia que mais cresce no mundo. Enquanto alguns alegam a proximidade do estouro da bolha outros apostam no seu crescimento. Eu estou entre os que apostam no crescimento. A bolha não vai estourar. Haverá um freio de arrumação e os aventureiros vão todos parar fora do bumba.

Agências que se aproximam de um funcionário e saem com um “Ah, você tem Orkut, Facebook, Twitter e Blog? Está promovido a VP de mídias sociais” vão levar na cabeça. Vão levar da mesma forma que as agências tradicionais levaram quando quiseram criar seus departamentos WEB só para terem que vê-los morrer na praia. A receita é simples: cada um faz aquilo que entende e juntos buscamos atingir o objetivo planejado. Cada um no seu quadrado.

Esse último parágrafo quase vai de encontro com aquilo que defendo. Quase. Lendo-o sem cuidado você pode achar que eu acredito que quem trabalha com mídia social só precisa entender de mídia social e não de propaganda. Isso ficaria para a agência. Erro de interpretação seu, apressadinho. Longe disso. Defendo exatamente o que a Miss Moura defende: o profissional de mídias social deve SIM entender de mídia social e de suas ferramentas – dãh – mas ele PRECISA ter uma base de comunicação social! O cara tem que entender de análises de mercado, bechmarking, planejamento de campanhas, processo de compra, branding, comportamento do consumidor. Ele precisa conseguir planejar a curto, médio e longo prazo. Ele precisa conseguir reagir de forma rápida e eficiente na hora de aplicar planos de contingência. Ele precisa ver além dó universo WEB. Mídia Social não é algo restrito a WEB, entendam! Ela é o boca-a-boca 2.0 e como tal se estende para o universo convencional e você PRECISA entender como isso funciona se quiser ser um bom profissional nessa área.

Mídia Social tem de ser BARATA.

Não jogue pedra ainda, o título é apenas uma jogadinha. Eu discordo dele. Não, não tem que ser. Não, não é. Ela DEVE ser cara por um motivo SIMPLES: a responsabilidade de se falar por uma empresa ou marca.

No texto do Cardoso ele mostra um caso clássico que corrobora essa opinião. Um funcionário, claramente um idiota, com acesso ao twitter oficial da empresa, postou:

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Acontece  que, como podem ver, a empresa é a VODAFONE, uma das maiores empresas de telefonia do mundo. Acontece que, como sabem, o funcionário falou em NOME da empresa. Para todos os casos a VODAFONE disse “Eu estou cansada de bichonas sujas, agora vou atrás de xoxota”.

Vocês conseguem imaginar o tamanho da crise online e off-line que algo assim pode disparar? Dá para ter noção da verba que será gasta com RP para se solucionar um problema que poderia não ter existido se tivessem economizado menos na hora de selecionar QUEM ficaria a frente da mídia social da empresa? O barato saiu caro, muito caro.

Recentemente recebemos aqui na Dani uma solicitação de um cliente. Entre os serviços prestados estariam toda a alimentação e manutenção do blog e perfis em redes sociais. Traduzindo? Nós seriamos o cliente na WEB. Ao apresentarmos o orçamento uma defesa ferrenha se fez necessária. Para o cliente talvez parecesse que éramos simples apertadores de botão – afinal ele pode não conhecer a importância de um twitter inteligente como a Saraiva agora deve saber – mas para nós a coisa não pega exatamente na execução em si (que é bem mais cansativa do que vocês imaginam, só os relatórios podem deixar um doido) mas de algo maior, a responsabilidade de falar em nome daquela empresa.

Não dá pra ter qualquer profissional fazendo isso, não dá pra ter alguém sem supervisão constante, não dá pra aliviar a pressão. Um erro de português crasso, uma frase mal formatada, uma informação errada e… alakazam… vai viralizar sim, mas por motivos errados. A web não perdoa e logo o erro vai estar postado em todo lugar que você possa imaginar e reverter o quadro pode custar uma fortuna.

Se você você vai ser contratado para trabalhar na campanha política em mídias sociais o seu custo é proporcional a sua responsabilidade. Imagine a tuitada da Vodafone no perfil oficial de José Serra… consegue imaginar o estrago?

Mas o custo vai além disso…

Bem Misteriosa, errando e ensinando.

Ontem o Twitter foi INUNDADO com a tag #bemmisteriosa. Basicamente trata-se de uma campanha que direciona os internautas para um site, hospedado pela Schincariol, onde vemos “algo” através de um buraco de fechadura. Pelo planejamento, falho, da campanha os internautas seriam estimulados a tuitar a tag para que a imagem por trás do buraco da fechadura se revelasse. Uma campanha que conta claramente com duas coisas: a capacidade de replicação de alguns relevantes do Twitter e com o voyeurismo da turma. [E com a força da mídia tradicional já que compraram anúncios em alguns dos horários mais caros da TV]

O interessante é que no projeto havia uma falha. O Merigo, do Brainstorm9, foi o primeiro a alertar que o número de twitters não tinha nada a ver com a revelação, que ela aparentemente seguia um padrão cronal, ou seja, se revelaria com o passar do tempo independente do número de tweets usando a tag. Como a turma é do mal alguém logo descobriu que alterando a data do computador o internauta que entrasse no site teria acesso a resposta. Mau, sapão, muito mau.

[UPDATE]

O perfil @bemmisteriosa_ é fake, como me disseram a pouco, e tive que editar o texto para corrigir uma falha de julgamento minha. A discussão e os erros de gramática que resultaram no tweet de Rosana, abaixo, são originados por algum troll que aproveitou o buzz e achou uma forma eficiente de sacanear a campanha.

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Se o objetivo da ação era gerar BUZZ, gerou. Nesse sentido ela funcionou. Mas alguns erros de planejamento e execução certamente limaram de forma grosseira parte da ação. Mas se aos olhos do público a grande bobagem foi a briga com os usuários e os erros de gramática, que nem eram de responsabilidade da agência nem do cliente, para mim foi outra coisa…

Quando menos é mais e quando mais é realmente demais.

Um Buzz que gere 30 mil Tweets em 24h é algo digno de Jack Bauer ou de Michael Jackson. Só matando ou morrendo. Não é fácil se o conteúdo não for MUITO bom, coisa que o Bem Misteriosa não é. Não é ruim, vejam lá, mas não é NADA que mereça esse grau de viralização.

O que os caras fizeram? Compraram tweets de perfis relevantes. Observe que é uma TEORIA minha e não uma acusação.

Não dá para provar, claro. Vender tweets sem identificá-los como sendo pagos é coisa de Tessália – que foi apedrejada por causa de um tweet pago não identificado para o grupo Wall Mart – e nenhum blogueiro de renome se colocaria no mesmo nível da nova vilã do universo digital. Eles são melhores. Ninguém assumiria ter feito – apesar de na maior parte dos casos estar muito claro.

Veja bem, como profissional não vejo nada demais em vender ou comprar tweets. Faz parte do jogo. Cabe a quem vende e quem compra chegarem a um acordo para que o internauta não se sinta realmente enganado. Cabe a quem vende saber que não dá pra “anunciar” qualquer coisa sem ofender seus seguidores.

Alguns perfis, como o @ocriador, marcam tweets pagos com um singelo [$] em seu final assumindo assim um compromisso de transparência com seus leitores. Ele entende que credibilidade é a sua maior moeda e que não vale a pena arriscá-la por alguns caraminguás.

Mas o que entregou a estratégia foi a falta de planejamento. Se os tweets pelos perfis relevantes fossem melhor planejados a coisa funcionaria diferente. Primeiro no que diz respeito a quantidade. Deveria ter sido feito um planejamento para que os relevantes fossem aderindo aos poucos e não todos ao mesmo tempo. Isso faria com que parecesse mais natural.

E quanto ao conteúdo? Oras, algo como “Ei, @fulano, você faz ideia do que seja essa tal de #bemmisteriosa que está rolando?” é muito mais eficiente que “Estou curioso com essa #bemmisteriosa. Você não está? [link]”. “O que será essa #bemmisteriosa que todos estão falando, eu não sei o que é mas quero saber [link]”. Não sei se foram os relevantes que definiram suas linhas ou a agências… mas são ruins e óbvias que doem.

Não demorou para que os internautas se sentissem enganados e ativassem o modo rage/troll de parte deles. Não demorou para que os relevantes que baixassem o sarrafo em Tessália fossem alçados ao mesmo nível dela. E assim um BUZZ suplanta o outro, e o produto perde destaque para ação. Negativo, diga-se de passagem.

Planejar sempre, Sun Tzu já dizia.

Em resumo, amigos, mídia social é mais do que simplesmente um monte de nerds que moram com as mães alimentando perfis no Twitter e afins. É preciso conhecimento REAL de marketing e propaganda, é preciso planejamento, é preciso responsabilidade. Ousadia deve ser sempre acompanhada de uma base forte e de planos de contingência.

Os clientes precisam entender isso. As agências precisam entender isso. Vocês precisam entender isso. Quem não entender vai estourar junto com a bolha. E tenho dito.

Os impressionantes números da WEB

quinta-feira, fevereiro 4th, 2010

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Os números que envolvem a web impressionam não apenas pelo seu tamanho atual mas também pela taxa de crescimento. Vejam só, chega a ser assustador, os dados publicados pelo Byte Que Eu Gosto:

A Internet vem crescendo consideravelmente, em progressão quase geométrica apesar das limitações de hardware e dos meios físicos de transmissão dos dados, além é claro do consumo de energia e da preocupação com o aquecimento global. Se você tinha curiosidade de saber “qual é o tamanho” da Internet, com os números abaixo boa parte dessa curiosidade será saciada. Divirta-se:

Números de Email:

  • 90 trilhões de e-mails foram enviados para a Internet em 2009;
  • 247 bilhões de e-mails são enviados todos os dias;
  • 1.4 bilhão de usuários utilizam e-mail no mundo inteiro;
  • 100 milhões de novos usuários de e-mail foram adicionados em 2009;
  • 81% de todos esses e-mails são spam;
  • 92% dos e-mails foram SPAM no fim do ano;
  • 24% foi o aumento do SPAM em comparação ao ano anterior;
  • 200 bilhões de e-mails de SPAM são enviados todos os dias (considerando os 81% de SPAM do total);

Números de Sites

  • 234 milhões de sites até Dezembro de 2009;
  • 47 milhões de sites foram adicionados em 2009 (20% do total);

Números de Usuários

  • 1.73 bilhão de usuários de Internet no mundo todo;
  • 18% foi o aumento do número de usuários em 2009;
  • 738.257.230 usuários na Ásia;
  • 418.029.796 usuários na Europa;
  • 252.908.000 usuários na America do Norte;
  • 179.031.479 usuários na América do Sul e Caribe;
  • 67.371.700 usuários na África;
  • 57.425.046 usuários no Oriente Médio;
  • 20.970.490 usuários na Oceania / Austrália;

Números em Mídias Sociais

  • 126 milhões é o número de blogs na Internet;
  • 84% das redes sociais tem mais mulheres que homens;
  • 27,3 milhões é o número de Tweets por dia;
  • 57% dos usuários de Twitter estão nos EUA;
  • 4,25 milhões de pessoas seguem @aplusk (Ashton Kutcher);
  • 350 milhões de pessoas estão no Facebook;
  • 50% dos usuários do Facebook logam todos os dias;
  • 500.000 aplicações estão ativas no Facebook;

Números de Imagens

  • 4 bilhões de fotos armazenadas no Flickr;
  • 2,5 bilhões de fotos enviadas todos os meses para o Facebook;
  • 30 bilhões de fotos enviadas para o Facebook por ano;

Números de Vídeos

  • 1 bilhão é o número total de vídeos mostrados pelo YouTube em 1 dia;
  • 12,2 bilhões de vídeos assistidos por mês no YouTube nos EUA;
  • 924 milhões de vídeos vistos por mês no Hulu nos EUA;
  • 182 é o número médio de vídeos que um usuário assiste por mês nos EUA;
  • 82% é a porcentagem de usuários que assistem vídeos on-line nos EUA;
  • 39.4% é o marketshare do YouTube nos EUA;
  • 81.9% é a porcentagem dos vídeos postados em blogs oriundos do YouTube;

Números de Softwares Maliciosos

  • 148.000 novos computadores zumbis são criados por dia (usados pra enviar SPAM na maioria dos casos);
  • 2,6 milhões era o número de códigos maliciosos de ameaças no começo de 2009 (vírus, trojans, etc.);
  • 921.143 é o número de novas assinaturas de códigos adicionados pela Symantec no quarto trimestre de 2009;

Técnicas de crescimento no Twitter

segunda-feira, fevereiro 1st, 2010

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Olha, com a dor de ouvido que eu estou sorrir já é um martírio, gargalhar então… putz. Ou seja, tô sequelado por causa dessa imagem abaixo.
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Entenda o que é Social Media

quarta-feira, janeiro 27th, 2010

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Informação é poder. Lembram dessa máxima? Durante muito tempo ela foi quase que um mantra de qualquer executivo. Informação. Ela era valiosa pelo mesmo motivo que outras coisas são valiosas: ela era escassa, rara, cara. As fontes de informação eram limitadas e, como todos sabem, controladas por grandes grupos que definiam suas próprias verdade e, após selecionarem seu posicionamento, escolhiam o que, como e quando dizer. A informação que não era selecionada por eles circulava entre poucos e essa sim era relevante.

Mas os tempos mudaram. Na verdade essa foi a maior contribuição da WEB: tornar a informação ágil e de fácil alcance. Hoje nada mais é segredo – e poucas coisas são sagradas. Vacilou? Está no youtube. Criou? Postou online. Viu? Twittou para os amigos. O poder descentralizou…  ele está fluindo das mãos das grandes corporações para o consumidor, para o eleitor, para o internauta, para você.

Hoje, com a web – e as mídias sociais – sua voz pode ser ouvida em qualquer lugar do mundo e nem a língua é mais uma barreira. Uma mudança de paradigma que realmente não é fácil de ser aceita por quem durante muito tempo acreditou ser “o dono da verdade”. E não haverá retrocesso… é um fato.

Nada do que eu falei até agora é um grande segredo. A questão é que quando se aceita fica bem mais fácil compreender os princípio da Mídias Social.

Abaixo um pequeno vídeo para que qualquer mongo entenda.

Esse é o verdadeiro poder das mídias sociais – informação de anonimos para anonimos, de um para milhões, de qualquer um para milhões.

O perfil do internauta brasileiro

quarta-feira, janeiro 27th, 2010

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Mais um excelente texto kibado na integra do Acerto de Contas. A Amanda Costa mais uma vez detona em um texto descrevendo o perfil do usuário de WEB no Brasil. Leitura mais que obrigatória.

Por Amanda Costa
para o Acerto de Contas

Depois daquele fenômeno cibercomportamental no qual os brasileiros rapidamente se apropriaram da plataforma de comunicação Orkut, tornando-se a clientela de nacionalidade majoritária da rede, eis que surge o fenômeno Twitter e estamos a um passo do primeiríssimo lugar em número de usuários do microblog.

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Quer dizer, “a um passo” é um tanto de exagero, pois representamos apenas 8,7% do total de usuários, contra aproximadamente 50% de norte-americanos. Mas, de acordo com pesquisa da Sysomos divulgada na rede, esse percentual já nos garante o segundo lugar. Em terceiro colocado está o Reino Unido, quase colado na gente, com 7,2%. De toda forma, o crescimento do número de usuários brasileiros está se dando de forma rápida, uma vez que em junho do ano passado nossa participação correspondia a apenas 2%.

A pesquisa também revelou o nível de participação de cada nacionalidade em percentuais de twittadas. Os americanos twittam 56% das mensagens publicadas no microblog, a segunda posição é do Reino Unido, com 8% de twittadas, e os brasileiros caem para o terceiro lugar com 6,7% de participação.

As três cidades que mais usam o Twitter, segundo a Sysomos, são Londres (2%), Los Angeles (1,6%) e a brasileira São Paulo (1,4%). O Rio de Janeiro, com 0,75%, figura em nono lugar.

Orkut, Twitter e MSN são verdadeiras manias dos brasileiros. Não consegui achar números na web que dessem conta do percentual de brasileiros versus outras nacionalidades no uso do MSN, mas segundo pesquisa realizada pela F/Nazca (do Datafolha) e divulgada na rede, 45% dos internautas brasileiros citam o MSN como canal de comunicação, perdendo apenas para o Orkut, citado por 54% dos pesquisados.

Uma notícia bacana, trazida pelos números da F/Nazca, é a de que os internautas nordestinos são os que mais compartilham mensagens e arquivos (fotos, áudio, vídeo etc.) na web, representando 77% dos que declararam o hábito, enquanto apenas 55% dos internautas da região sul o fizeram.

Nós, brasileiros, somos ávidos usuários de redes de comunicação. Gostamos de interagir, de divulgar, de marcar nossa existência no ciberespaço. Claro que a “qualidade” dessa interação, dessa divulgação, desse marco existencial é passível de questionamentos, mas como hoje eu estou muito light, muito Rute (a gêmea boazinha daquela novela da Globo), não vou dizer que a maior parte do que se publica na web é de uma irrelevância acachapante. Ops! Saiu sem querer!

Well, seja como for, parece que nossa febre de comunicação está fazendo escola. Hoje, tudo quanto é empresa no mundo está fazendo divulgação de seus negócios no Twitter. E não são empresas de quinta, não. São empresas grandes, desenvolvedoras de games e produtos eletrônicos. Tudo o que se lança, hoje, no mercado digital, sai primeiro no Twitter corporativo das mega empresas. Parece que o jeito brasileiro de ser é, acima de tudo, lucrativo quando transplantado para o ambiente virtual de negócios.

Agora só falta o próprio Twitter descobrir um jeito de ganhar grana com seu próprio serviço. Como todos sabem, o microblog mais popular da atualidade ainda está deficitário, e já que não há almoço grátis, a empresa criadora do Twitter está recrutando engenheiros para tirá-la do vermelho. São 26 vagas recém-abertas, sendo 4 voltadas a projetos avançados de monetização.

Ainda na esteira dos negócios na web, vale trazer à baila a informação de que 91% dos internautas de alto poder aquisitivo procuram informação na web antes de adquirir produtos. Dados divulgados pelo Ibope Mídia, que pesquisou os hábitos de consumo dos 5% mais ricos do Brasil, Argentina, Colômbia e México, revelam ainda que 82% dessa nata econômica considera a compra on line mais conveniente.

A lista de prioridades nas compras online dessa elite é a seguinte:

Mulheres – 76% produtos para cuidar da pele; 50% computador; 45% roupas de grife.

Homens – 57% telefone celular; 54% computador; 49% perfumes; 41% roupas de grife.

Vale salientar que a média de gastos das mulheres dessa classe com cosméticos é de aproximadamente R$ 700,00 ao ano. Isso equivale a uns R$ 60,00 por mês. Não chega a ser um absurdo, pois cosméticos são caros mesmo. Ainda assim, 60 pratas é mais que o dobro do que gasto por mês com produtos de beleza, e olha que eu só uso bons produtos e tenho um cabelão que requer muito cuidado.

Por fim, e ainda na esteira da beleza, é bom encerrar esse post retornando ao tema inicial (redes sociais) e divulgando uma rede que certamente faz a cabeça dessa gente tão bonita, informada e elegante. É a rede Beautiful People (Gente Bonita) http://www.beautifulpeople.com/, uma espécie de Orkut que passa uma peneira nos novos cadastros, aceitando apenas gente bonita e sarada lá dentro. O serviço já tem uma versão em português e está só esperando pelo seu perfil. Quem se habilita?

Perfil ativo existe!

quarta-feira, janeiro 13th, 2010

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Falar sobre o “Twitter Ativo” é mais ou menos como falar sobre o elo perdido. Você sabe que ele existe, ele tem que existir, mas você não tem como provar porque ninguém nunca viu. Eu vi. Não o elo perdido, infelizmente, mas um Twitter ativo.

Voando? Tio Eden desenha para você. Muitas empresas correram para o Twitter, criaram seus perfis – e assim podem se dizer “mudernas” – os usam de forma passiva. O perfil está lá, tuita uma coisa ou outra, as vezes faz uma gracinha, mas se você observar bem ele não interage de verdade com o “universo tuitosférico”. É exatamente como as antigas UEBIPEIGIS, existe por existir mas resultado que é bom? NECAS.

Ativar uma conta é torná-la participativa. É observar o que se é dito a respeito da empresa/marca, buscar por palavras chaves, interagir de forma inteligente. Ficar criando joguinhos, sorteios e divulgando “novidades” não é exatamente o supra-sumo da ativação, acreditem.

Mas ontem eu vi um exemplo que me fez recuperar a fé.

Mais uma vez o Twitter empestou com aqueles joguinhos orkuticos que as vezes divertem que está de bom humor ou simplesmente jiboiando – o que não era meu caso. Uma tag surgiu e alastrou-se como a notícia de que o Cardoso será (confirmado isso) um dos integrantes surpresas do BBB. A maldita – a tag, não a entrada do Cardoso (essa será divertida) – se tornou assunto quase unanime na maioria das timelines: #twittealgomuitoantigo.

Entre uma tirada boa e centenas de ruins demais um perfil corporativo entrou no jogo.

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Uma sacada que prova que existe vida inteligente por trás do perfil da Saraiva. Pode parecer bobagem mas muita gente retuitou simplesmente por achar divertida a iniciativa de um perfil corporativo que entrou na brincadeira.

O resultado é maior aproximação junto ao target, é maior entrosamento e maior aceitação. Branding, se quiser chamar assim.

Isso é pensar socialmente uma mídia. Não adianta você vir com o papinho de que vai investir em mídia social e ser anti-social, ser introspectivo e burocrático. A atitude do profissional por trás do perfil da Saraiva demonstra raciocínio rápido e velocidade na tomada de decisão (ou liberdade de tomada de decisão), o que resultou em um exemplo muito legal de como se pode utilizar as “novas mídias” de forma inteligente.

Fica então meus parabéns a Saraiva e ao profissional que toca o perfil – vocês imaginam a responsabilidade por trás de tocar um perfil corporativo? E que venham mais exemplos como esse. É… eu ainda acredito.

A propaganda colaborativa

quinta-feira, janeiro 7th, 2010

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Conteúdo ou propaganda? Um pouco dos dois, claro, mas diria que se vende uma marca/conceito/produto merece o rótulo de propaganda. Nesse caso é meio óbvio, como vão notar, mas essa dúvida vem encafifando muita gente.

A T-mobile sem dúvida é uma das empresas que vem utilizando a junção das mídias sociais com a propaganda convencional com maior sucesso. O histórico de cases só faz crescer e alguns como o flashmob Hey Jude vão ficar marcados como uns dos melhores já criados/executados.

A questão é que os caras não param. A última ação vem repercutindo bem e gerando um conteúdo interessante e digno de ser viralizado.

Durante uma sondagem realizada pela Saatchi & Saatch UK para saber o que os ingleses fariam caso tivessem SMS e WEB de graça pela vida toda – um estudo para o lançamento do T-Mobile Pay As You Go – um sujeito chamado Josh Ward respondeu que formaria uma super banda usando a conectividade. E foi pelo pela palavra.

A T-mobile comprou a ideia. Bancou a viagem do sujeito pela Inglaterra, encontrando com diversas pessoas que viam a partitura que foi divulgada na web e compareciam para mostrar suas habilidades musicais e assim participar da gravação do single que será lançado dia 11/01.

Utilizando a mídia tradicional para direcionar o público para as mídias sociais com esse comercial abaixo:

Os caras conseguiram seu intento. A Josh Band gravou seu clipe colaborativo, por sinal muito legal, que pode ser assistido aqui:

Eu tenho minhas dúvidas que uma campanha apenas em social media tivesse gerado o mesmo resultado – o alcance ainda é limitado, por mais que acreditemos no contrario não somos o mainstream. O uso inteligente integrado das duas mídias possibilitou a criação de conteúdo interessante, geração de mídia espontânea e provocada e mais uma vitória para a T-mobile.

E quando a Twittess for pro paredão…

quinta-feira, janeiro 7th, 2010

bizarro1_thumb[1] 
pedro-bial-caricatura
De célula a homem. De homem a dados. Não os dados que desfiam a sorte daqueles que ousam desafiar o destino. Os dados que flutuam no mar digital, num turbilhão constante de informação.

Zero e um. Um e Zero. Emoções e sentimentos binários fluindo pelo universo como o farfalhar da asa de uma borboleta. A teia. Mas não a teia da aranha que delicadamente constrói seu caminho. A teia de informação, de cor, de luz e de dor.

E o que deveria ser um mar de lógica, singrado por pura matemática, foi conquistado por um sorriso delicado de menina. Você, Tessália, menina moça de sorriso fácil e voz doce. Você que domou robôs e conquistou multidões. Você que um dia sentiu em si os desejos de um rei e buscou um milhão de amigos. Princesa digital em um castelo guardado por uma turba feroz de candidatos a um lugar que você conquistou: o de estrela nesse firmamento 2.0.

Do fifty-fifty para um inteiro, nem zero, nem um… um milhão. É isso que está em jogo na mão daqueles que acompanham o dia-a-dia de nossos brothers, de nossos guerreiros. Agora, doce musa dos scripts, cada um de seus seguidores realmente contam. Que eles reciprocitem o desejo de ver você aqui.

Ser ruim como Bial é complicado. Eu tentei. Juro. Ah, é sarcasmo.

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