Archive for the ‘Crônica’ Category

Assim caminha a humanidade

segunda-feira, março 1st, 2010

0003 
Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos
rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde,
acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV
demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos
freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos
à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a
rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas
não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo,
mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos
menos; planejamos mais, mas realizamos menos..

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais
informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos
comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do ‘fast-food’ e da digestão lenta;
do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e
relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas
chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral
descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das
pílulas ‘mágicas’.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na
dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te
permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar
‘delete’.

Lembre-se de ficar mais tempo com as pessoas que ama, pois elas
não estarão aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo,
pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer ‘eu te amo’ à sua companheira(o)
e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame…
se ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor,
quando vêm de lá de dentro.

Por isso, valorize sua familia e as pessoas que estão ao seu lado, sempre.

Texto de George Carlin que vi no Corto Cabelo e Pinto.

Cueca branca? Só se for presente.

segunda-feira, julho 20th, 2009

Meninas, entendam uma coisa, homem só usa cueca branca em duas situações:

a) Ele quer impressionar você, pagar de limpinho e tal.
b) Ele ganhou e usa, afinal foi de graça mesmo.

Por escolha própria o homem não compra cueca branca. Não um homem normal. Nunca ouviu falar disso? Não?! Talvez você já tenha ouvido falar no ditado que diz “pode torcer, poder balançar, o último pingo é sempre de cueca”. É um fato.

Não adianta. O homem, depois do xixi, pode até pular polichinelo, pode torcer o bicho como quem seca uma toalha, pode dar tapinhas – eu não recomendo – mas a derradeira gota ira molhar a cueca. A solução? Não use cueca. Fora de cogitação, né?

Criar o bicho solto é bom, é ecológico, é fresquinho, é “dilicia”. Até você prender o dito cujo no fecho. Ah, meu amigo, aí você vai amaldiçoar cada balangada que o outrora liberto bilau deu. A cueca é necessária não só para proteger seu bigulim do fecho como para disfarçar uma ereção fora de hora – já tentou cruzar o escritório com o circo armado estando sem cueca? Terror. Você tenta disfarçar segurando aquela planilha ali na frente, mas existe sempre o um risco de ser notado e pagar o mico master.

E a cueca branca termina o dia invariavelmente com uma pequena mancha amarelada – ou alaranjada, depende de sua saúde – na frente. Não há como impedir isso de acontecer… a não ser que fique sem mijar!

E tem o outro lado, literalmente (desculpa Bottan, acho que aqui cabia o trocadilho), que também apresenta alguns problemas logísticos quanto a cor branca. Se você tem pudores escatológicos recomendo que pare por aqui, o assunto vai ficar uma merda, literalmente (ops, foi mal de novo, Bottan).

Primeiro deixe que explique uma coisa. Tente visualizar comigo, por mais terrível que isso pareça.

Homens são naturalmente cabeludos. Nem todos parecem um urso, como Steve Carrel ou Tony Ramos, mas é natural que tenhamos mais cabelos pelo corpo que uma mulher – ao menos, claro, que ela seja atração de circo. Bem, seguindo essa premissa – que todos devem aceitar como verdadeira – fica fácil entender que o toba masculino seja circundado com uma certa quantidade de cabelos, também chamados cuelhos. Nojinho? Oras, o que você queria? Um oritimbó depilado? É a natureza das coisas. Você, mulher estranharia um fiofó masculino lisinho tanto quando estranharíamos o seu cabeludo. FATO.

O problema é que não é tão simples limpar o toba que mais parece um pé de coentro. Não mesmo. Acredite que aquele papel higiênico que usam no escritório, aquele cinza, que parece com papel de embalar pão, não resolve MESMO o problema. Aquilo ali mais espalha do que limpa. É mais fácil limpar com uma nota de 10 Reais… das de plástico. É, amigos e amigas, a nossa rede natural retrofuricular contra acesso não autorizado complica a nossa vida. É praticamente impossível fazer um asseio sem deixar passar um ou outro paraquedista. Paraquedista esse que vai virar uma bela de uma freada de bicicleta. SCREEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE…

E vocês, mulheres, achando que ser mulher que é ruim, por causa de uma colicazinha de merda e um sangramento que estanca com alguns dias. Isso porque vocês nunca precisaram disfarçar uma cueca batalhadora no fim do dia. Branco? NUNCA.

Mas, e aí, e se você não gosta de cueca preta – a mais recomendada – para isso o Capinaremos lançou essa maravilhosa ideia abaixo, essa que pode ser a solução de todos os problemas:

cueca

Eu levanto agora a bandeira, defendo esse projeto, solicito a todos que mandem e-mails para a Zorba pedindo que comprem essa ideia e facilitem a vida do homem. E tenho dito.

Você pegaria?

quinta-feira, julho 16th, 2009

Pode ser que a nova geração não entenda mas eu ainda peguei uma fase onde o acesso a pornografia não era tão simples quanto acessar a web. Lembro de tempos onde para conseguir uma revistinha de sacanagem o guri tinha que ter um irmão mais velho avido por dinheiro, uma tremenda cara de pau aliado a um dono de banca de revista escroto ou um porteiro que fizesse mandados sem lhe entregar aos pais.

O jeito, quando não se dispunha de nenhuma das possibilidades, o jeito era homenagear catálogos de roupas intimas, sempre procurando com maior atenção pelas modelos com mamilos escuros e sutiens claros.

Por isso não é estranho imaginar que a tempos atrás os discípulos de Onan teriam utilizando fotos dessa moça abaixo para satisfazer suas necessidades.

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Lisa Du Preez é modelo de lingeries a 10 anos. Ela tem 35 anos e vai se casar dentro de poucos meses. Você pegaria, não pegaria? Ah, sei que está com medo de responder achando que é pegadinha. É sério? Pegaria?

Só que ela é ele. Ou é ela. Ou foi ele e hoje é ela. Enfim, ela foi mas não é mais. Onde havia um pênis hoje existe um xoxoto (é aquela coisa feia, Denorex, que parece mas não é. Até parece um priquito mas…).

O interessante é que ela só resolveu admitir sua transexualidade depois que seu noivo descobriu o embuste… e aceitou de boa. Pois é, a moçoila, ou o moço, ou sei lá o quê, vai se casar. Muita gente ao saber disso diria “pegaria mesmo assim”, outros vão mentir dizendo “ah, eu bem desconfiei” e outros dirão “que inveja, quanto será que custou a operação?”. O fato é que muita gente comeu, ops, homenageou gato por lebre!

Em Recife aconteceu uma coisa interessante, dentro desses moldes. Uma campanha da Pitú, a maior cachaçaria local, linkava a bebida com “mania de brasileiro”. Em uma das peças essa mania era ligada a bunda – o que é uma verdade absoluta aqui no país do futebol. O problema é que a bunda MARAVILHOSA que ilustrava as peças – inclusive em toplights causadores de acidentes de carro – não pertencia a uma modelo. Pertencia sim a UM modelo.

Ao saber disso milhares de adolescentes ficaram perdidos. Quantas bronhas não havia mandando em homenagem a… um cara! Sim, um cara com uma bunda assustadoramente perfeita mais ainda assim um cara! Do outro lado havia sim um pengolim, balançando, rindo para todos os punheteiros que achavam estar mandando ver para uma tremenda GATA.

Por isso, amigos, nunca homenageie um livro pela capa, você pode achar que está levando um Bernard Cornwell quando de fato está levando um Paulo Coelho.

Moto Taxi em Campinas

quinta-feira, junho 25th, 2009

Os taxistas convencionais de Campinas estão se organizando para um buzinaço em frente a prefeitura. O objetivo é o combate ao novo acessório utilizado pelos moto taxistas da cidade.

O item, descrito pelos motoqueiros como item de segurança, vem fazendo com que os taxis convencionais percam grande parte de seus clientes, atendendo quase que unicamente os turistas e visitantes do nordeste que, em sua maioria, não gostaram da novidade.

“Agora o passageiro pode se sentir bem mais seguro, mais bem encaixado!” afirmou Leandro Souza, moto taxista que atua nas proximidades do mercado municipal. Segundo ele a procura cresceu tanto que ele já encomendou acessórios de outros modelos para agradar o cliente. “Percebi que agora eles escolhem a moto pelo tamanho do acessório. Aí pensei em comprar alguns diferentes para dar maiores (sic) opções”.

Segundo os moto taxistas depois dessa adaptação os passageiros tem solicitado que o trajeto para o destino cruze ruas esburacadas, redutores de velocidade e quebra-molas, assim como não reclamam mais de freadas bruscas.

A população de Campinas se manifestou a favor dos moto taxistas. “é um absurdo os taxistas irem contra um item de segurança. Ao invés de desejar que o povo fique inseguro na garupa das motos eles deviam instalar o mesmo mecanismo nos taxis, não é mesmo?” disse o segurança de banco Marcelo Andrade. Segundo o comerciante Alessandro Silva a ideia já está sendo exportada para Pelotas com excelente aceitação. “Estamos criando uma opção removível para que possa trocar a bitola de acordo com o gosto do freguês. Isso é necessário porque quanto mais você circula na garupa maior a necessidade de troca. Eu comecei usando um de 16×8 mas já não está encaixando bem, terei de partir para um maior”, afirmou Filipe Santana, fabricante de uma das marcas do novo acessório. “É uma pena que Clodovil tenha falecido, estávamos discutindo criar uma lei para tornar o uso obrigatório em todo país” concluiu.

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É mentira, Terta?

domingo, maio 10th, 2009

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Todos sabemos que a mentira é importante para que possamos viver em sociedade. Não tem esse que diga que sempre diz a verdade. Está mentindo. E sem essa de meia-verdade. É mentira também. Mas, epa, longe de mim julgar ninguém, ao contrário. Defendo, como publicitário que sou (mentirosos por profissão) o direito de TODOS a contar suas mentirinhas.

A mentira pode ser branca – como defino uma mentira do bem. Como quando sua namorada/esposa/periguete lhe pergunta se engordou e você jura de pé junto que não, temendo uma bela de uma greve de sexo. A mentira pode até mesmo ser singela, como quando você diz a sua mãe que ela não envelheceu um ano se quer e continua a mãe mais linda do mundo. É normal mentirmos até para nós mesmos quando, coruja que somos, achamos nosso filho o mais bonito e inteligente da sala – mesmo que nela estude o filho da Monica Belluci.

Acreditem ou não a mentira pode até ser bem vinda. Isso aí. As vezes é MUITO bom ser “enganado”. Como quando ouvimos que “somos o melhor amante que já tive” ou “Ai, como ele é grande….”. Oras, sabemos que as chances de isso ser mentira são grandes mas ainda assim…

Quando compramos uma Playboy por causa da matéria com o entrevistado do mês e aproveitamos para dar uma folheada duas coisas nos ocorrem: a primeira é que a Sexy é bem melhor e a segunda que TODAS aquelas mulheres ali foram, de uma forma ou de outra, Photoshopadas. Vejam bem, caros leitores, este tipo de ajustes não tiveram início com o surgimento do Photoshop. Eles sempre existiram. A diferença é que antes para conseguir estes ajustes precisávamos de um maquiador muito bom, uma iluminação porreta e um fotógrafo que mandasse MUITO bem. Ah, e fita crepe, muita fita crepe. Estica dali, estica daqui, cola uma crepe acolá, uma sombra pra esconder aquela marca, uma posição diferente para os seios não ficarem tão diferentes… click. Ali estava sua musa. Era arte. Hoje é mágica. Sim, porque só mágica para deixar Hortência bonita.

Mais feia que embrulho de velocípede

Mais feia que embrulho de velocípede

Mesmo sabendo que AQUELA pessoa ali não AQUELA pessoa de verdade – é uma aprimoramento da mesma, fantasiamos, deliramos e desejamos uma imagem retocada por computador. O motivo, como disse antes, é que algumas mentiras caem bem, algumas delas aceitamos de bom grado, seja porque gostaríamos que fossem verdade ou seja porque são inofensivas, inócuas.

Agora, caros colegas, as pessoas perdem completamente o senso de ridículo, exageram, abusam de nossa boa vontade. PELO AMOR DE MEU FILHINHO, QUE DIABOS É ISSO?

Photoshop ou transplante de cabeça?

Photoshop ou transplante de cabeça?

Perderam a noção? Sério, se os caras perderam tempo “ajustando” é porque foram burros. Era mais rápido – e simples – cortar a cabeça dela e botar no corpo de uma modelo de 20 aninhos. Quando eu vejo um negócio desse me vem a mente a famosa propaganda “La garantia soy yo”. Lembram? Isso é uma lambança. É como nos chamar de idiotas, em nossas cara, e esperarem um sorriso abobalhado – ou uma bronha. Isso sim é vender gato por lebre, ou melhor, pelanca por filé.

Que Suzana Vieira não tem noção nenhuma eu sabia, mas pelo jeito esse negócio é contagioso.

E, para aqueles que ainda acreditam que se trata dela – sem a mágica digital – fica a clássica pergunta de Pantaleão: é mentira, Terta?

Eu seguirei Ronaldo

sábado, maio 9th, 2009

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Tá, eu assumo, eu sacaneei muito Ronaldo. Oras, me deem um desconto! Afinal não é todo dia que podemos sacanear uma celebridade (e não, Preta Gil não é celebridade). O cara virou uma piada pronta, quase tão boa quanto nossos putos politicos. Amarelou por causa de um belo chifre, virou a segunda bola em campo, cortou o cabelo mais feio que o do cascão, jogou com 4 bolas em campo -- ou seis, e, pra terminar de lascar tudo, vestiu a camisa do coringão. Por favor, né? É quase um ex-BBB em matéria de vergonha alheia.

Mas, sacanagens à parte, não se pode negar que o cara JOGA MUITO. Assim como o baixinho Romário -- que mesmo terminando a carreira como o maior banheirista da história e pior aluno de matemática -- o a cabra vem mostrando que seu fim pode estar mais longe do que julgam seus desafetos. Pois é, Ronaldo, alguns dizem que seu nome do meio é Jéssica mas eu acho que é pura maldade, eu acho que seu nome do meio é SUPERAÇÃO.

E nada mais divertido que esse vídeo abaixo (indicado por Marcel) para lhe homenagear.

Porque pra um cara que joga bem com 6 bolas jogar com uma é bobagem.

O grande dragão Telemau

terça-feira, maio 5th, 2009

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Painho, porque você é tão grosso com o pessoal da Telemar?

Filho, senta aqui ao lado que eu vou te contar uma história.

Era uma vez um reino distante, mas muito distante mesmo. Neste reino quase todos podiam fazer mágica. Pra tanto bastava ter um caldeirão, que ate pouco tempo custava muito caro, e o fornecimento de substrato de pó de peido de barata manca albina. Comprar o caldeirão até que não era complicado mas o tal do substrato de pó de peido de barata manca albina era fogo.

Existia no reino um fornecedor de substrato, que era o grande Dragão Telemau. O rei, por temê-lo ou por ter recebido algumas peças de ouro, deu ao grande dragão o direito de explorar o substrato. As outras alternativas não funcionavam bem. Substrato de pó do cocô do cavalo do bandido mesmo não permitia que a mágica acontecesse na velocidade certa. O problema é que todos, pra poderem realizar suas mágicas, precisavam recorrer ao dragão.

Infelizmente o povo havia ficado tão dependente de magia que já não conseguia mais fazer as coisas como antes. Isso fortaleceu o dragão. Ele, pra não criar problemas para o rei, ainda se passava por bonzinho, fingindo que se importava com a população, mas apenas fingia. Ficava rico, poderoso e cada vez mais faminto e cruel.

Quando começaram a vender caldeirões mais em conta e divididos em 48 parcelas o caos se instalou. O dragão já mal conseguia fingir qualquer tipo de atenção com os súditos do rei. O substrato chegava em má qualidade, quando chegava. O rei, claro, não queria se meter no problema mas pediu delicadamente ao Dragão que desse um jeito de amenizar os problemas. O Dragão então criou uma linha de atendimento telepática para receber as reclamações, anotá-las e depois limpar a bunda com elas.

Um dos aldeões, chamado Filipe, como você, tinha se tornado muito dependente da mágica para trabalhar e, por conseguinte, do Dragão. Ele gostava do que fazia e mágica já fazia parte de sua vida. Ele já nem reclamava mais do valor absurdo que pagava ao Dragão (em outras aldeias se pagava 5x menos por uma mágica 5x mais poderosa). Mas estava ficando impossível fazer mágica daquele jeito. Um dia, durante a transmutação de uma mula em um coelho o substrato acabou e Filipe terminou com um coelho da piroca imensa. Aquilo não podia continuar. Filipe resolveu então reclamar com o Telemau.

Pera, como faço pra me comunicar com eles. Aqui. Pronto. Concentração.

- Você pensou no Centro de Reclamação do Dragão Telemau. Seu pensamento é muito importante para nós. Para melhor lhe atender todos seus pensamentos estão sendo gravados. Se vocês está tendo problemas com seu fornecimento de substrato pense seis, se…
- Seis….. – Filipe fez força pra não pensar em meia dúzia, podia ser que não funcionasse.
- Você não pensou com força o suficiente. Se vocês está tendo problemas com seu fornecimento de substrato pense seis, se quer….
- Seissssssssssssssssssssssssssssss – Filipe pensou com mais força.
- Seu pensamento ainda não está alinhado, favor pensar com mais força. Se vocês está tendo problemas com seu fornecimento…
- Seiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiisssssssssssssssssssssssssssssss – A veia do pescoço de Filipe saltou e um sonoro peido escapou-lhe.
- Seis. Problemas com o substrato. Se você deseja reclamar sobre a qualidade e freqüência do fornecimento pense dois…
- Doissssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss – Outro peido e uma gota de suor.
- Estaremos transmitindo seus pensamentos para uma de nossas atendentes.

Filipe ficou ouvindo pensamentos chatos e repetitivos, um cantarolar insuportável por uns 15 minutos.

- Bom dia, Jezebel pensando, em que posso lhe ajudar Sr…?
- Filipe.
- Sr. Filipe o Sr. pode me confirmar de onde está pensando.
- Rua dos Tamarindos, 22, Vitela Fresca.
- Muito bem, obrigado. Qual o problema Sr.?
- Olha, o fornecimento está péssimo. Ruim demais. Parando o tempo todo, quando está funcionando é fraco e ruim . Assim não dá. Eu trabalho com isso, minha filha.
- Um segundo que vou checar o fornecimento aqui no sistema… – mais musiquinha chata – Sr. aqui consta que está tudo ok.
- Mas não está, minha filha, está ruim demais. Quando está!
- Sr. o problema deve ser na sua tubulação ou no caldeirão.
- Mas a tubulação é a mesma de sempre. Tem hora que funciona e tem hora que não funciona. Se tivesse furo não funcionaria nunca, não é? A não ser que fosse um furico, abrindo e fechando. E o caldeirão é o mesmo, novinho.
- Sr. por favor, feche a válvula do substrato, regule a pressão para zero, lave o caldeirão e dê um polimento completo. Aproveite e mude a lenha, por favor.
- Minha filha, você é surda? Sabe o trabalho que dá lavar e polir este caldeirão? E que caceta tem a lenha com o fornecimento de substrato?
- Sr. infelizmente temos de seguir um padrão de atendimento. Podemos também enviar um técnico até aí mas se o problema não for no sistema o Sr. vai ter que pagar uma taxa…
- Mande, mande este porra aqui logo!
- Aguarde apenas um segundo que vou passar para o Sr. uma… – silêncio.
- Oi, alô, olá? Caiu essa bosta? – Furioso Filipe deu um murro na mesa.

Enquanto tentava um novo contato telepático mudou o conteúdo do caldeirão e renovou a lenha. Concentração…

- Devido ao enorme sucesso deste serviço todos nossos atendentes estão ocupados. Pense novamente outra hora.

Silêncio mais uma vez. Roxo de raiva Filipe tentou de novo.

- Você pensou no Centro de Reclamação do Dragão Telemau. Seu pensamento é muito importante para nós. Para melhor lhe atender todos seus pensamentos estão sendo gravados. Se vocês está tendo problemas com seu…
- Seissssssssssssssssssssssssssssssssssss – Filipe percebeu que ia precisar de uma cueca nova.
- Seis. Problemas com o substrato. Se você deseja reclamar sobre a qualidade e freqüência do fornecimento pense dois…
- Doissssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss – A veia do pescoço pulou.
- Bom dia, Meméia pensando, em que posso lhe ajudar Sr…?
- Filipe.
- Sr. Filipe o Sr. pode me confirmar de onde está pensando.
- Rua dos Tamarindos, 22, Vitela Fresca.
- Muito bem, obrigado. Qual o problema Sr.?
- Conforme eu já havia falado com sua amiguinha, o fornecimento aqui está péssimo.
- Sr. o sistema indica um problema na manutenção do fornecimento.
- ah, finalmente. Sua amiga disse que o problema era aqui. Tem previsão pra normalizar?
- Próximo eclipse lunar, Sr.
- O que?! Mas isso é daqui a 2 anos?!
- O Dragão Telemau agradece. – Silêncio.

Enquanto Filipe chorava de raiva as gargalhadas do Dragão ecoavam por todo reino. E assim, viveram tristes para sempre. Fim.

- E aí, meu filho, o que achou do Dragão?
- Um grande filho da puta, painho.
- Muito bem meu filho. Muito bem.

Nada como educar usando parábolas.

Brutalidade ou necessidade

quinta-feira, abril 30th, 2009

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Ao assistir este vídeo eu pensei em fazer vários comentários ácidos, sarcásticos e pouco criativos sobre o tamanho do instrumento do infeliz, sobre o fato dele parecer um hermafrodita, sobre o frio, enfim, não perder a piada. Mas acho que apesar de um prato cheio pra esse tipo de piadinhas o que merece destaque mesmo é a ação dos “homí”.

Geralmente eu peço para que assistam o vídeo antes de fazer qualquer comentário, permitindo assim que minha opinião não os influencie logo de saída mas dessa vez vamos fazer diferente.

O infeliz em questão, não só pelo pinto minúsculo mas também pela prisão, resolveu tirar a roupa em o que me parece ser um show de rock, e dar uma de ecologicamente responsável, criando o bicho solto. Naturista ou não o cara obviamente passou dos limites e atraiu a atenção dos meganhas que, ao que o vídeo mostra, pediram de forma educada que ele se vestisse e escondesse aquela coisinha que ele deve chamar de loloca – sim, porque aquilo ali não é um cacete nem no Japão.

Como de praxe no zé povinho que acha que PODE tudo e que se lasquem as autoridades, leis e convenções – e ainda incentivado pela galera que queria mesmo ver o circo pegar fogo – o cabra resolveu peitar os “homí”. Parece que ele passou dos limites ao jogar a roupa fora e tirar uma com a cara dos policias que, no meu entender, agiram de acordo com a sua obrigação ao tentar algemá-lo e retira-lo do local. Mas a confusão só aumentou pois ao resistir a prisão o peladão foi quase que cozinhado por vários disparos de taser. Agora o vídeo:


Naked Wizard Tased By Reality from Tracy Anderson on Vimeo.

Eu pergunto: passaram dos limites e foram brutais ou o cara mereceu?

O que eu acho? Foi bem feito. Certo ou errado o policial é autoridade e deve ser respeitado. Respeitar não significa concordar mais sim seguir o que a lei ordena e, nesse caso, vestir uma roupa. Qualquer pessoa com um mínimo de inteligência saberia onde aquilo iria parar e se insistiu na pataquada é porque estava pronto para encarar a rebordosa.

As pessoas confundem liberdade com anarquia. Certa vez disse a um casal de lésbicas amigas minhas que se elas estivessem se beijando daquele jeito em meu restaurante eu pediria que se retirassem. Na mesma hora elas me olharam surpresas, dizendo que não esperavam uma atitude homofóbica de um cara esclarecido, que isso, inclusive, era crime. Eu disse que não, que crime seria discriminá-las e eu pediria pra se retirar um casal hétero que estivesse agindo daquela forma. O problema não era quem praticava o ato mas o ato em si. Elas estavam, por se agarrar de forma acintosa em um lugar público, confundindo o direito de não ser recriminada com a liberdade anárquica de quase se comer em público “protegidas” pela lei.

E se o dono do bar solicitasse que saíssem, estaria sendo preconceituoso e homofóbico ou apenas seguindo a convenção de que em um lugar família ninguém, mesmo sendo gay, deveria roer a cara de outrem em público?

Como disse, precisamos respeitar os limites para vivermos bem em sociedade. Se buscamos mudança ou protesto temos que estar ciente do que pode ou não nos aguardar seja como retaliação ou como aplicação das leis.

Hoje você pode achar uma atitude como a do peladão uma forma válida e engraçada de protesto (contra o que? contra não existir camisinha tamanho mini?) mas, acredite, um dia isso vai mudar. Talvez porque você “amaciou”, talvez porque se ajustou ao mundo. Não sei. Mas é fato que as pessoas que fecharam ruas protestando à 20 anos atrás hoje reclamam quando uma passeata provoca um engarrafamento e as fazem se atrasar. “Esses vagabundos não arrumam o que fazer e ainda atrapalham nossa vida” dizem.

Pois é, como disse o homem, “Daí a César o que é de César”.

Mudanças

quarta-feira, abril 1st, 2009

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O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss

O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma

O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone

A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
‘Problemas de moça’ viraram TPM
Confete virou MM

A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse

Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
E ninguém mais vê…

Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão

O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão

O que era praça virou shopping
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email

O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do ‘não’ não se tem medo

O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween

O Fortificante não é mais Biotônico
Folhetins são novelas de TV
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato

Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita ?

Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira…

A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!

A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz…
….. De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.

Luís Fernando Verissimo (em tempos de web, ninguém sabe ao certo – se alguém souber me avise!)

Cabaço, esse supervalorizado.

segunda-feira, março 9th, 2009

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Estava ainda dando boas risadas com um post do Criativo de Galochas quando resolvi escrever este texto. Bom, no texto a seguinte tese era defendida:

Os cientistas determinaram que uma transa dura em média 7 minutos. O cálculo médio de uma transa é de 60 penetrações por minutos, o que indica que o ato consiste em: 7 min. x 60pen. = 420 PENETRAÇÕES.

Supondo que o pênis tem, em média, 15 centímetros, significa que a mulher recebe, em média: 420pen. X 15 cm. = 6.300 CENTÍMETROS DE MANGIROBA. Ou seja, são 63 metros de peia a cada relação.

Calculando uma média de 3 vezes por semana e como o ano tem 54 semanas: 3f. x 54sem. = 156 METIDAS POR ANO! (eu sei que mulher aguentar ficar muito tempo sem sexo quando solteira mas a conta é hipotética, estamos visualizando um mundo perfeito para elas, onde nenhum cipó tem menos de 15cm, e para nós, onde toda mulher PRECISA transar ao menos 3 vezes por semana)

Continuando: isto quer dizer que a mulher recebe: 63m x 156met. = 9.828 METROS DE PEIA POR ANO! São quase 10km!

Uma mulher sexualmente ativa mete "uma maratona de Curitiba" por ano!

Uma mulher sexualmente ativa mete "uma maratona de Curitiba" por ano!

Exercícios Resolvidos: Qual a quilometragem de uma garota de 25 anos, que teve sua vida sexual iniciada aos 17 anos?

Resolução: Ora, primeiro achamos o tempo em que a mina tem rodado… É só subtrair sua idade de hoje pela idade em que foi descabaçada, no caso: 25 – 17 = 8; E como são 10 km por ano: 8 x 10 = 80 km; R: A moça rodou 80 KM.

Após ler este texto, que explica o porquê podermos dizer uma fulana é “muito rodada”, eu me lembrei de uma velha discussão que merece um bom debate:

Cabaço ou mulher amaciada, o que é melhor?

(mais…)

Religião e bunda de vagalume só brilham no escuro

sexta-feira, março 6th, 2009

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Ao tomar conhecimento do caso da garota de apenas nove anos estuprada pelo padrasto, o que resultou na gravidez de gêmeos, fiquei, como qualquer pessoa com um mínimo de humanidade, estupefato. Tamanha barbárie, tamanha violência nos choca e revolta. Não ou discutir aqui a necessidade de uma execução dolorosa para o animal capaz de tal atrocidade. Merecia uma morte lentavdepois de ser abusado por horas e horas por todos “hóspedes” da carceragem do Aníbal Bruno.

Contudo outro caso de violência me chocou logo em seguida. Não uma violência física ou psicológica como foi desumanamente infligido a pobre criança. Uma violência ao senso comum, a minha e a sua inteligência. Dom José Cardoso, Arcebispo de Recife e Olinda, conhecido por seu posicionamento retrógrado, imbecil e tacanho, declarou a excomunhão de todos os envolvidos no procedimento que levou ao aborto do fruto do estupro de uma criança de nove anos de idade. Dom Dedé, com é chamado por todos aqueles que concordam que o religioso não passa de mais um cancro social, defendendo uma postura que leva a imbecilidade da igreja católica ao extremo, alega que as pessoas envolvidas (médicos, enfermeiros e até assistentes sociais) merecem a excomunhão pois, segundo ele, foram contra as leis de Deus e da Igreja – que na cabeça de camarão dele são exatamente a mesma “pessoa”.

"... e então, você amarra bem os hereges, despeja a gasolina - lembrem de que querosene não queima tão bem, hein? - e aí..."

"... e então, você amarra bem os hereges, despeja a gasolina - lembrem de que querosene não queima tão bem, hein? - e aí..."

Por Dom Dedé até as pessoas que passavam na frente do hospital no momento do procedimento teriam sido excomungadas. Mas, aqui para nós, que terrível, hein? Ser excomungado. Imagino como todos os envolvidos, preenchidos por uma inegável – e merecida – sensação de dever cumprido, devem ter perdido o sono imaginando como seriam suas vidas daqui pra frente. Como, num estado laico como o nosso, sofrerão perseguições e correrão o risco de serem queimados pela igreja. Que drama terrível será não comer a hóstia -- prefiro um churros -- ou não “poder” ouvir os inteligentes e interessantes sermões. Dom Dedé esquece que a igreja já não tem mais poder de polícia e que, graças a Deus – aquele mesmo que segundo Dom Dedé acha que uma menina de nove anos vítima de estupro deveria ser mãe de gêmeos, tiraram da mão dele a tocha. Mesmo acreditando ficar bem no papel de inquisidor Dedé prova tão somente o quão perdida no tempo a igreja católica encontra-se.

Amor e tolerância, Dom Dedé? Claro que não. Poder. Poder burro, vale salientar. Qualquer pessoa que o apoie nesse posicionamento merece realmente acreditar no inferno cheio de foro e enxofre que você gosta de pregar. Merece sua companhia quando “descerem”. Arnaldo Jabor, com sua costumas acidez, verbalizou a opinião de muita gente no vídeo abaixo:

Vejam só este texto retirado dos comentários do Acerto de Contas.

Laura Schlessinger é uma personalidade do rádio americano que distribui conselhos para pessoas que ligam para seu show.
Recentemente ela disse que a homossexualidade é uma abominação de acordo com Levíticos 18:22 e não pode ser perdoada em qualquer circunstância. O texto abaixo é uma carta aberta para Dra. Laura, escrita por um cidadão americano e também disponibilizada na Internet.

“Cara Dra. Laura

Obrigado por ter feito tanto para educar as pessoas no que diz respeito à Lei de Deus. Eu tenho aprendido muito com seu show, e tento compartilhar o conhecimento com tantas pessoas quantas posso. Quando alguém tenta defender o homossexualismo, por exemplo, eu simplesmente o lembro que Levíticos 18:22 afirma que isso é uma abominação. Fim do debate.

Mas eu preciso de sua ajuda, entretanto, no que diz respeito a algumas leis específicas e como seguí-las:

a. Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, eu sei que isso cria um odor agradável para o Senhor (Levíticos 1:9 ). O problema são os meus vizinhos. Eles reclamam que o odor não é agradável para eles. Devo matá-los por heresia?

b. Eu gostaria de vender minha filha como escrava, como é permitido em Êxodo 21:7 . Na época atual, qual você acha que seria um preço justo por ela?

c. Eu sei que não é permitido ter contato com uma mulher enquanto ela está em seu período de impureza menstrual (Levíticos 15:19-24 ). O problema é: como eu digo isso a elas? Eu tenho tentado, mas a maioria das mulheres toma isso como ofensa.

d. Levíticos 25:44 afirma que eu posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, se eles forem comprados de nações vizinhas. Um amigo meu diz que isso se aplica a mexicanos, mas não a canadenses. Você pode esclarecer isso? Por que eu não posso possuir canadenses?

e. Eu tenho um vizinho que insiste em trabalhar aos sábados. Êxodo 35:2 claramente afirma que ele deve ser morto. Eu sou obrigado a matá-lo mesmo?

f. Um amigo meu acha que mesmo que comer moluscos seja uma abominação (Levíticos 11:10 ), é uma abominação menor que a homossexualidade. Eu não concordo. Você pode esclarecer esse ponto?

g. Levíticos 21:20 afirma que eu não posso me aproximar do altar de Deus se eu tiver algum defeito na visão. Eu admito que uso óculos para ler. A minha visão tem mesmo que ser 100%, ou pode-se dar um jeitinho?

h. A maioria dos meus amigos homens apara a barba, inclusive o cabelo das têmporas, mesmo que isso seja expressamente proibido em Levíticos 19:27. Como eles devem morrer?

i. Eu sei que tocar a pele de um porco morto me faz impuro (Levíticos 11:6-8 ), mas eu posso jogar futebol americano sem sar luvas, já que elas são feitas com pele de porco?

j. Meu tio tem uma fazenda. Ele viola Levíticos 19:19 plantando dois tipos diferentes de vegetais no mesmo campo. Sua esposa também viola Levíticos 19:19 porque usa roupas feitas de dois tipos diferentes de tecido (algodão e poliéster). Ele também tende a dizer muitos palavrões. É realmente necessário que eu chame toda a cidade para apedrejá-los (Levíticos 24:10-16)? Nós não poderíamos simplesmente queimá-los em uma cerimônia privada?

Eu sei que você estudou essas coisas a fundo, então estou confiante que possa ajudar. Obrigado novamente por nos lembrar que a palavra de Deus é eterna e imutável. Seu discípulo e fã ardoroso.”

Pois é, caros amigos e leitores, é por esses e outros motivos que digo que sou espiritualizado, afinal acredito em uma força maior, mas que seguir uma religião, para mim, é desejar ser gado. Infelizmente minha inteligência, por parca que seja, não me permite seguir dogmas cegamente.

Para finalizar, deixo com vocês um documentário que os fará pensar duas vezes ao acreditar em tudo que se Arcebispo afimar:

Parte 01

Parte 02

Parte 03

E se vocês ainda assim preferem acreditar na igreja, aconselho visitar esta coletânea de vídeos.

Banheiro do casal, a zona de guerra.

quinta-feira, março 5th, 2009

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Eu costumo dizer que casar é como assinar um contrato onde você abre mão de algumas coisas que gosta para poder ter outras que deseja. Ou seja, olhando por esse lado é quase como vender a alma ao tinhoso. O engraçado é que você abre mão de sua individualidade para ter companhia, para viver a dois, apenas para logo depois ficar desejando sua individualidade de volta.

Uma das maiores provas disso é todo o processo que envolve o chamado banheiro do casal. Tudo que envolve o banheiro do casal é complicado para ambos os sexos. Não há nada de simples em se dividir um banheiro.

A família que "trabalha" unida não permanece unida.

A família que "trabalha" unida não permanece unida.

Nós, homens, nos incomodamos menos, é verdade. Acho que nos adaptamos melhor a essa situação. Pouca coisa nos incomoda em dividir um banheiro. Talvez não termos espaço para colocar nem um perfume já que todo lugar imaginável está ocupado pelos cremes dela. Tem ainda a danada da calcinha eternamente pendurada na torneira do chuveiro. Ou ainda o fato do box estar repleto de xampus, sabonete líquido para pele, sabonete líquido para os pés, sabonete líquido para as mãos e até mesmo sabonete líquido para a perseguida.

Não podemos usar o sabonete dela se o nosso sabão de coco acabar – isso é motivo para uma DR interminável, muito menos nos ensaboar com um daqueles xampus com aloe vera, semente de cupuaçu e extrato de uva verde dos montes Pirineus.

É claro que todo homem casado – ou similares – que divide um banheiro com a Dona Encrenca sabe que os tempos de passar horas lendo na privada acabaram. Como sabe que quando estiver doido para sentar no colo de bocão vai chegar ao banheiro e encontrá-la secando o cabelo, sem a menor pressa ou cerimônia. Mas superamos, somos fortes.

Já as mulheres, ah, essas reclamam de tudo. Enchem o saco por causa da roupa no chão do banheiro, enchem o saco por causa da tampa da privada levantada, enchem o saco por causa de um, apenas UM pentelhinho no sabonete… enchem o saco.

Poxa, é muita hipocrisia reclamar de UM ou DOIS pentelhos no sabonete. O que elas queriam? Que nos depilássemos? Eu me lavo com o sabonete, eu não lavo O sabonete. Nojo de um pentelhinho ali? Alô?! Lembra onde você estava com a boca há um tempo atrás? Reclamam do futum no banheiro. O que queriam? Que bebêssemos alfazema para dar aquele barro perfumado? E a privada mijada, essa é clássica. Reclamar da privada mijada.

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As vezes ele parece que é vesgo!

O que as mulheres não entendem é que nosso amigão lá de baixo muitas vezes tem vida própria. Por mais que nos esforcemos as coisas não saem sempre como queremos – ou você acha que alguém quer armar a barraca usando sunga na praia? Por mais que façamos pontaria, que seguremos o danado pela base, que apoiemos a cabeça na parede as vezes ele simplesmente nos sacaneia. O jato sai torto, dividido ou simplesmente bem mais forte que esperamos. Não fazemos por mal, oras! E nem venham com esse papo besta de mijar sentado. Isso seria quase tão humilhante quanto ter que lavar as próprias cuecas.

Enfim, o ideal mesmo é que cada um tenha seu próprio banheiro, que exercitem sua individualidade ao menos nessa hora. Isso certamente vai ajudar o casamento e impedir que enfrentem várias DRs e greves de sexo desnecessárias. Ah, quanto aos pentelhos no sabonete, assumo, as vezes eu os coloco ali só pra ver o circo pegar fogo. Rá!

Os games e sua influência positiva

quinta-feira, março 5th, 2009

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Enquanto muita gente perde tempo discutindo sobre a influência maléfica do vídeo-game algumas outras pessoas percebem seu potencial e tiram proveito disso. Veja só caso das bibliotecas amercianas que passaram a prover jogos e games. É uma forma genial de trazer o público para dentro da biblioteca.

library_gaming

Por mais que eu defenda que as crianças de hoje estão perdendo uma parte divertida da vida em frente dos vídeo-games compreendo a utilidade do mesmo e seu potencial não só para o ensino mas para o desenvolvimento do raciocínio lógico e, no nosso caso ao menos, aprendizado de novas linguas.

Muitas vezes me pego triste por meu filho não poder correr livremente na rua, não ter brincado de carrinho de rolimã, de garrafão ou de polícia e ladrão valendo 4 quadras. Ele não joga bolinha de gude, bafo ou sequer pula corda. Não sobe em árvore, não toca campainha e corre e não brinca de esconde-esconde valendo a rua inteira. Sinto por isso. Imagino o quanto ele se divertiria. Mas isso não parte apenas dele. Não é algo que se diga “Ah, eu não quero brincar dessas coisas”.

Se você mora numa grande capital é pouco provável que permita a seu filho brincar na rua. Tempos modernos. Tempos perigosos.

Por outro lado vejo o quanto o vídeo-game trás algumas vantagens que não se pode negar. Eu prefiro o vídeo-game que a TV como babá. Já com 4 anos Filipe zerou um jogo de Harry Potter no PC e eu ficava abismado com a capacidade dele de resolver os puzzles. Com 5 anos eles passava de fases de Prince of Persia, no meu save, enquanto eu estava no trabalho. Quando chegava em casa ele dizia “Pai, sabe aquela fase que você não passava? Pois é…”.Agora vejo ele fazendo amizade com crianças e adolescentes de todo lugar pela LIVE, a rede online do Xbox360.

Enfim, sei que é importante dosar – e por isso mesmo ele só pode jogar nas sextas, sábados e domingos – e que o vídeo-game veio para ficar. Acho uma imbecilidade tratar os games como arautos do fim do mundo, como se ele fosse apenas criar crianças obesas e isoladas, como se fosse apenas uma arma. É clichê, eu sei, mas é fato de que a diferença do medicamento e o veneno pode ser apenas a dose. Pais que encaram o vídeo-game como o anticristo correm o sério risco de criar filhos alienados e com problemas de relacionamento na escola onde são excluídos dos grupos e tratados como estranhos – eu estou vendo isso acontecer com um coleguinha de Filipinho.

Os games não são apenas lazer, são uma excelente ferramenta para o aprendizado. Cabe a nós, pais, saber tratá-lo com o devido destaque, ou seja, apenas mais um instrumento capaz de influenciar seu filho mas nem de longe capaz de promover uma lavagem cerebral. A sua educação sempre terá um peso muito maior, acredite.

Universo Nerd – Uma resposta a Anne

quinta-feira, fevereiro 26th, 2009

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Depois de dar boas risadas com o excelente texto “Manual: namorando um nerd” de Anne Becker, que é tão bonita quanto nerd, percebi que o texto além de proporcionar risadas levantou uma questão pertinente: será que é complicado pegar um nerd?

A principio diria que não, afinal os nerds querem ser pegos – por meninas inteligentes, charmosas e nerds, claro. Se já partimos da premissa que o nerd que ser pego isso devia facilitar as coisas, não é mesmo? Hum, é, pequenos gafanhotos, sinto dizer que a Anne tem sim um pouco de razão. Não somos exatamente pessoas muito fáceis de se agradar.

Claro que ela utilizou no seu texto o nerd clássico, rotulado pelo cinema, aquele capaz de programar um site com uma só mão, mas incapaz de abrir um sutiã utilizando apenas ela. Eu prefiro generalizar mais um pouco afinal, como já defendi antes, tem muito nerd pegador solto pela rua. Entretanto não custa nada facilitar o árduo trabalho daquelas meninas que curtem nerds, não é mesmo? Como diria Jack, o estripador, vamos por partes.

[continua]

Do jeito que vai…

quarta-feira, fevereiro 25th, 2009

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Divertido texto sobre como seria uma conversa bem atual entre duas crianças. Kibado na integra do Pilandia.

- E aí, véio?

- Beleza, cara?

- Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas.

- Quer conversar sobre isso?

- É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me botando um terror, sabe?

- Como assim?

- Por exemplo: há alguns dias, antes de dormir, ela veio com um papo doido aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar.
Mas eu nem sei quem é essa Cuca, pô. O que eu fiz pra essa mina querer me pegar? Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer com alguém?

- Nunca.

- Pois é. Mas o pior veio depois. O papo doido continuou. Minha mãe disse que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai tinha ido pra roça e minha mãe passear. Mas tipo, o que meu pai foi fazer na roça? E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela ali na minha frente? Será que eu sou adotado, cara?

- Sabe a sua vizinha ali da casa amarela? Minha mãe diz que ela tem uma hortinha no fundo do quintal. Planta vários legumes. Será que sua mãe não quis dizer que seu pai deu um pulo por lá?

- Hmmmm , pode ser. Mas o que será que ele foi fazer lá? VIXE! Será que meu pai tem um caso com a vizinha?

- Como assim, véio?

- Pô, ela deixou bem claro que a minha mãe tinha ido passear. Então ela não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois tão de caso. Ele passou lá, pegou ela e os dois foram passear. É isso, cara. Eu sou filho da vizinha. Só pode!

- Calma maninho. Você tá nervoso e não pode tirar conclusões precipitadas.

- Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de umas coisas estranhas sobre a minha mãe.

- Tipo o quê?

- Ela me contou um dia desses que pegou um pau e atirou em um gato.
Assim , do nada. Puta maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o bichano!

- Caramba! Mas por que ela fez isso?

- Pra matar o gato. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu.

- Ainda bem. Pô, sua mãe é perturbada, cara.

- E sabe a Francisca ali da esquina?

- A Dona Chica? Sei sim.

- Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá,
paradona, admirada vendo o gato berrar de dor.

- Putz grila. Esses adultos às vezes fazem cada coisa que não dá pra entender.

- Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe, né? Ela me contou isso de boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não gosta muito de mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de careta. Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um boi com cara preta pra me levar embora.

- Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho.

- Mas é ruim saber que o casamento deles é essa zona, né? Que meu pai sai com a vizinha e tal. Apesar que eu acho que ele também leva uns chifres, sabe? Um dia ela me contou que lá no bosque do final da rua mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela chama ele de ‘Anjo’. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração dela. Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar ladrilho em tudo, só pra ele pode passar desfilando e tal.

- Nossa, que casamento bagunçado esse. Era melhor separar logo.

- É. só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? Às vezes ela fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo veio me falar que a vizinha cria perereca em gaiola, cara. Vê se pode? Só tem louco nessa rua.

- Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe?

- Puta que pariu, é mesmo! Tô mais fudido que puta em promoção!

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