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4 de outubro de 2010 | Por Eden | Humor

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O cara estava bebendo umas cervejas, comendo amendoim e vendo TV na sala, "vigiando" a filhinha de 15 anos que namorava na varanda. Sono pegando…, cerveja fazendo efeito…, ouvido começa a coçar e o babaca começa a cutucar o ouvido com uma casca de  amendoim, até que a casca do amendoim quebra e o caroço de amendoim entala no ouvido.

O cara fica desesperado, tenta tirar o amendoim com o dedo e empurra mais pra dentro!

Pega uma tampinha de caneta Bic e, …merda! entrou mais ainda.
Nisso o sujeito já estava louco, gritando, chamando a mulher, que veio correndo, apavorada já queria levar o maridão bêbado para o hospital, mas o cara não queria pagar mico:

- Sou um cara de posição, não posso me expor ao ridículo…

A filha e o namorado (de 17 anos…) entram na sala pra ver o que estava acontecendo.

- Pai, que é isso! Que vergonha!!
- Calma, que eu dou um jeito! Quando era escoteiro, eu que socorria os amigos! – "Disse com orgulho o namorado escoteiro."

O entalado, que tava sem graça, apavorado, e agora mais puto ainda com aquele sujeitinho dando palpite, acabou aceitando a ajuda. O Sujeitinho Mete Dois Dedos no Nariz do Marmanjo.

- Fecha a boca e sopra pelo nariz com bastante força!!

E não é que o maldito amendoim saiu do ouvido!! O namoradinho sai todo convencido, a filha toda apaixonada, e a mulher, encantada com o eficientíssimo rapaz e diz pro maridão:

-Viu que gracinha? Tão calmo, tão controlado nas emergências.
O que será que ele vai ser?!?!?

E o maridão, bufando de raiva, responde:

- Pelo Cheiro dos Dedos desse FILHO DA PUTA, Ginecologista!!!

(piada enviada por @thiagomadureira)

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1 de outubro de 2010 | Por Eden | Pessoal

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Taí, me jogaram em um meme, coisa que não costumo participar, mas dessa vez topei. Afinal o convite veio da Bia, do Mulher de Marte. São NOVE coisas que vocês não sabem sobre mim. Vamos a elas?

1. Pratiquei piano por 4 anos e não toco porra nenhuma.

Pois é. O Brogui já contou isso em um vídeo mas como ninguém presta atenção no que aquela bichinha gorda tem pra dizer, vale contar novamente. Eu sempre quis tocar violão. Fato. Minha vó, que até hoje tem um lindo piano Barratt & Robinson (se alguém quiser comprar, por favor, estou vendendo), queria que alguém tirasse algum som dali. Pronto, inventaram que eu teria os braços curtos demais pra tocar o violão – eu seria o Horácio – e devia aprender piano. Quatro anos de aulas pra tentar fazer com que eu aprendesse a tocar um instrumento que não iria me ajudar a pegar mulher.

Merda, quem levaria um piano para a praia, pra tocar na rodinha de amigos? Iam me mandar enfiar aquela merda na minha rodinha. Quem eu pensava que era? Prince? Pois é… sem dons musicais aparentes e sem nenhum incentivo – mulher – para aprender… eu hoje só sei tocar a trilha sonora de Tubarão naquele piano. E mal, muito mal. É, amigos, assim eu me realizo tocando Guitar Hero como todo e qualquer Zé Ruela que não tem a menor aptidão musical.

2. Sou um socó.

Não sei se isso é exatamente uma novidade. Sabe quando eu tuito “Maravilhas da Portabilidade”? Pois é, estou sentado no colo de bocão, com o note, conversando com você enquanto “trabalho”. É, isso mesmo, são 4x por dia. TRANQUILAMENTE. E nem venha com essa cara de nojo porque um monte de gente faz a mesma coisa, apenas não avisam. O socó vem de um pássaro conhecido por fazer cocô enquanto come. Ok, não sou assim. Mas depois de comer eu tenho exatos 20 minutos pra achar um banheiro. É uma questão de física: Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo. Se algo entra, algo tem que sair.

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Isso é tão sério que quando fazia trilhas meu apelido era calça frouxa. Era clássico. No meio da trilha eu dava um gás, passava todo mundo, ganhava uma dianteira danada. Era tiro é queda, quando a turma chegava lá na frente via a bike largada no canto da trilha e, por trás dos matos, meu capacete. Eu, lá, estressado por ter que fazer os troços no meio do mato – você nunca sabe o que pode lhe atingir por trás – e a turma passando e gritando “Cagãoooooooooooooooo” com aquela voz que ia se distanciando a medida que se afastavam. E, pra terminar, depois de todo esforço, eu tinha que pedalar pesado pra alcançar o pessoal novamente. Até me conscientizar que tinha que levar papel higiênico pra trilha eu a terminei sem cueca algumas vezes e tive que limpar o rabo com Gatorade abacaxi numa delas. Ao menos era daquele com Squeeze.

Enfim, esse meu hábito me tornou conhecido… e me fez nunca comer em motel.

3. Estou ficando cego.

É verdade. Eu tenho ceratocone, minha córnea é mole, e isso está me causando uma espécie de cegueira progressiva. Não vou dar detalhes técnicos mas até agora tentei de tudo pra tentar amenizar e nada funcionou. Em breve vou ter que tentar o transplante de córnea. Muitas vezes ao passar pelas pessoas não as cumprimento… agora vocês sabem o porquê. Eu não as vejo.

O interessante é que uma das intervenções médicas trata-se do implante de um Anel de Ferrara nos meus olhos. Um anel que ajudaria a manter a rigidez da córnea. Acontece que o Bradesco Saúde não queria bancar o procedimento. Um belo dia, puto, liguei pra ouvidoria e, aos brados, soltei os cachorros pra cima deles. O diálogo que se seguiu foi esse:

-… e eu acho um absurdo isso! Gasto uma fortuna com essa merda e quando preciso usar você ficam com essas viadagem!
- Calma, senhor. O senhor pode me resumir o problema?
- O problema é que vocês do Bradesco não querem liberar o ANEL!
- … [risadas abafadas]…[silêncio]…[gargalhadas convulsivas]
- …
- …[respira]… desculpa, senhor, mas o senhor há de entender que não pode liberar o anel de todo jeito.

E assim fui trolado pelo atendimento do Bradesco. Mas bem que o puto terminou liberando o anel.

4. Perdi um dente… da frente.

É verdade. Perdi. Minha irmã, amada maninha Camila, achou de me empurrar na piscina vazia. Pimba. De caraaaaaaaaaaaaaaaa. E com isso meu dente da frente partiu no meio. Cara, sabe o que é, pra um guri de 12 anos, ficar durante semanas com um anel de platina ao redor do dente da frente? O trauma foi tão grande que até hoje eu só tenho um meio sorriso. Mas não termina por aí. Foi pior. Muito pior.

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Não faz muito tempo, do nada, meu dente da frente, o mesmo que havia sido “recuperado” quebrou. Na base. Caiu. É, eu fique BANGUELINHA. Toda minha homérica odisséia para deixar de ser um sósia de seu Creyson pode ler lida AQUI. Recomendo que leiam. Vocês vão achar suas vidas menos ruins depois disso.

5. Toquei o terror com uma espingarda de ar comprimido.

Meu pai inocentemente me deu uma espingarda de chumbinhos. Pior, me deu uma de repetição, camuflada, com grip retrátil, uma arma que, aos olhos de qualquer leigo, se passaria por uma metralhadora. Eu tinha 14 anos. Eu toquei o terror.

Não, eu nunca atirei em animais. Pelo menos não os que não falam. Com essa espingarda eu quebrei todas as lâmpadas dos prédios vizinhos. Era acender e esperar ela pipocar. Com ela descontei todos os tiros de sal que o vigia da escola próxima de casa havia me dado – passava horas fazendo balas perfeitas de sal grosso. Com ela atingi vários maloqueiros que tentavam pegar passarinhos. Com ela eu dei um tiro na orelha de minha irmã.

É, e nem foi na que me empurrou na piscina, foi na outra, Cynthya – sim, minha mãe teve a fase pobretona, como podem observar pelos Ys. Mas calma, não se espantem, foi sem munição. Ela não sabia que a arma estava descarregada quando encostei na cabeça dela. Perderia a graça. Ela levou uns 5 minutos pra perceber que não havia sido atingida. Eu levei cinco minutos pra parar de rir. Levei uns 50 minutos pra parar de sentir o ardor das cintadas. Cerca de 30 dias pra sair do castigo. Valeu a pena, acreditem.

6. Fui uma criança ligeiramente traquina.

Como vocês já devem ter percebido eu fui ligeiramente traquino. Acho que isso é legal. Toda criança deveria ser. Brinquei de polícia e ladrão, fugi pro outro quarteirão, roubei fruta do vizinho. Fiz muita coisa que não me orgulho, apesar de lembrar com certo saudosismo. Toquei campainha e corri. Juntei os fios da campainha, fechei a dita cuja e corri. Coloquei saco de papel cheio de merda na frente da casa do vizinho, toquei fogo, toquei a campainha e fugi – sempre para um ponto onde conseguia ver ele tentando apagar pisando em cima e espalhando a merda toda. Já enfiei batata no escape dos carros dos vizinhos. Enchi latas com pedras de deixei na calçada pra ver alguém chutar. Já enchi de merda o buraco de devolver ficha dos antigos orelhões. Já joguei ovo enterrado na varanda dos vizinhos. Já esvaziei os pneus de TODOS os carros do prédio. Já simulei briga pra fazer a turma meter a mão na merda de gato – detalhes de como aprontar essa AQUI.

E isso me fez ter uma infância feliz. Pena que meu filho não vai fazer metade dessas merdas. Pena pra ele. Bom pra mim.

7. Sou um amigo ausente.

Meu maior defeito. Eu sou um grande amigo. Sempre vou estar presente para você quando precisar. Sempre vou fazer o que puder por você. Sempre. Mas sou ausente. Normalmente eu me recolho ao meu cantinho, ficando lá, perdido em meus pensamentos. Basta uma ligação com um “bora sair” e pronto, eu vou. Basta ligar com um “preciso conversar” e estarei pronto pra lhe ouvir. Basta um “Eden, matei um cara” e vou encontrar você com um vidro de ácido para darmos sumiço no corpo. Mas sou ausente.

É muito raro eu ligar para algum amigo para conversar bobagem. É raro dize oi no MSN. É mais raro ainda ligar pra chamar pra sair. Eu vivo em uma inércia que me sufoca. Preciso mudar, eu sei. Contudo sei que meus bons amigos sabem que não sou assim por mal, sou assim, simplesmente. Acho que, pelo quanto falo, alguns me preferem assim mesmo.

8. EU ODEIO TELEFONE.

ODEIO. Sério. Telefone é uma invenção do capeta. Eu não ligo. Eu não gosto que liguem. Se ligar que seja pra falar algo importante. Seja rápido. Seja sintético. Seja direto. Eu prefiro bater com o mindinho na quina do móvel que aguentar um prolixo ao telefone. Alguém me MATE. Meu lado mulher é surda. Sério. Essa minha agonia é tão grande, mas tão grande que eu desligo quando acho que você terminou a ligação e não quando terminou de fato. Isso pode fazer você achar que desliguei o telefone na sua cara. Na verdade eu desliguei. Nada contra vocês, claro. Tudo contra essa mania de ficar estendendo as coisas ao telefone.

Eu gosto de falar olhando nos OLHOS. SIMPLES.

9. Já sobrevivi a uma queda de avião.

Meu apelido é carteirinha de estudante. 50% de desconto para as histórias que eu conto – alguns já me chamam de Peixe Urbano, até 90% de desconto. Oras, contar causos é uma arte e se quer a mais pura verdade vá ler jornal – rá. Eu aumento, lógico, de forma quase que literária, com único objetivo de entreter a platéia. Mas, acredite, torceu sai verdade. SEMPRE. Dito isso o que relato é a pura verdade, dessa vez sem merecer descontos.

Estava eu indo para Gaibú, pilotando um Ultraleve. Para quem não sabe Gaibú é uma praia que apresenta uma longa faixa de areia limitada por um pequeno monte. Acredito que de uns 30m de altura. Ao meu lado estava o comandante Fura Fronha, notório corno do Aeroclube de Recife.

Eu, feliz da vida, vinha alegre no comando da aeronave quando vi os outros ultraleves pousados. Nós éramos os últimos de uma revoada que tinha ido passar o dia na praia. Fui preparando a aproximação, compensando o vento, diminuindo a velocidade quando…

- Tira motor e embarriga.
- Ah? Tirar motor? Todo?
- É, todo! Tira e embarriga!
- Embarrigar?
- É, porra, embarrigar. Vai logo.
- Mas Fura…
- O quê?
- Ops, João, eu vou descer sustentando no vento de contra?
- É, lógico. Vai.
- Mas e a mont…
- Vai logo, porra, confia no cara que tem anos de vôo.

Nunca confie em um corno. Cortei motor, embarriguei… e descemos macio até chegar a altura do morro… quando o vento acabou. Sem vento o ultraleve flutuou como um tijolo e eu sofri meu primeiro acidentes aeronáutico. Pois é, o danado praticamente enterrou-se na areia – como naquele funk tosco. Eu não me machuquei muito, apenas sofri um corte no braço. Foi mais o susto.

E, acreditem fiquei com pena do coitado do Fura Fronha cujo ultraleve ficou enfiado na terra e ele, sozinho, tentava retirá-lo dali, tentando evitar que o mar, que subia, o atingisse, enquanto os outros pilotos riam do infeliz, dizendo que, devido a burrice, ele não merecia ajuda.

Pois é, agora vocês sabem mais um pouco sobre mim. E, para dar seguimento ao meme convido Claudia Giane, Fábio Buchecha, Ely, Anna Terra, Brisa e Marcel.

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