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11 de agosto de 2010 | Por Eden | Pessoal

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Os clubes de desconto vem se multiplicando como uma praga na web. E isso é bom. Sério, vocês, internautas só tem a ganhar com isso. O formato é bem simples (e a maioria usa isso mesmo): uma marca deseja utilizar a base de cadastro do clube para se divulgar, cadastra uma oferta especial no clube (que geralmente são descontos que vão de 50 a 90%). O clube publica essa oferta e divulga para seus usuários. Se a oferta vender um número mínimo de vouchers ela torna-se válida, caso contrário ela é cancelada e o dinheiro dos usuários devolvido.

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O Peixe Urbano é um dos melhores. Ele cobre várias cidades no país e suas ofertas vem atingindo descontos impressionantes. A compra é simples, rápida e o voucher chega por e-mail. Gostou, comprou, recebeu – e você ainda pode comprar para presente, enviando o voucher direto para outra pessoa. Eu efetuei a compra de um crédito em uma pizzaria em Recife, a La Bonna. Com R$ 9,00 comprei R$ 30,00 de crédito. Gastei nove, comi trinta. Simples e sem burocracia. Na hora da conta entreguei o voucher, o valor bateu, resolvido. Excelente negócio para mim… e poderia ter sido para a La Bonna. Explico a seguir.

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O desconto apresentado para a La Bonna foi de 70%. Detalhe… para QUALQUER produto da pizzaria e em qualquer horário. Ele venderam, segundo o site, cerca de 1173 vouchers. Isso significa que venderam mais de R$ 10.000,00 em dois dias e tem 3 meses, o tempo de validade do voucher, para entregar. O dinheiro entra na hora, liquidez imediata. Bom. Mas e o prejuízo? Ele perdeu 70%!!!! Não, não perdeu. Normalmente os custos de um prato giram em torno de 45% do valor de cardápio (média geral). Lógico que existem outras variáveis mas estou fazendo conta de padaria mesmo. Levando em conta essa margem ele teve um “prejuízo” de 15% sobre o valor da venda. Isso significaria cerca de R$ 1.500,00 negativos. Mas será que foi negativo?

Cada voucher desse atinge 2 pessoas, no mínimo, a não ser que o animal queira comer a pizza sozinho. Ele teria então gasto R$ 1.500,00 para atingir 2346 pessoas. Um ROI de R$ 0,63 por pessoa. Nada mal. Mas há um agravante… ele não apenas fez as pessoas entrarem em contato com a marca… a promoção fez com que as pessoas experimentassem o produto, que fossem até lá ou pedissem por telefone, conhecendo a qualidade do serviço e do produto.

O pulo do gato, no caso, seria garantir que a experiência fosse  EXCELENTE. Seria maximizar o resultado garantindo a cada um dos compradores do voucher um serviço perfeito e uma pizza (ou outros produtos) de qualidade. O Peixe Urbano levou o cliente até lá, disposto a experimentar o produto – disposição fruto de um ganho real, o desconto. Cabe a La Bonna fazer o que DEVE fazer sempre com ainda maior cuidado. Tornar o cliente, afinal o cara já cliente, ele já pagou, em brand advocate. O pulo do gato seria saber que se gastou R$ 1.500,00 para se conquistar 2346 clientes. Nisso a La Bonna falhou. Ontem esperei 45 minutos por uma pizza e fui atendido por uma garçonete completamente despreparada. Para pedir um refrigerante tive que me levantar e ir até o balcão. Para pedir gelo, mais uma vez. A pizza não é ruim, não é maravilhosa mas dá uma surra homérica nas pizzas da Pizzaria Atlântico, a maior pizzaria de Recife. Mas ficou o ranço do mal atendimento e despreparo. No fim das contas a La Bonna jogou R$ 0,63 fora comigo.

Mas, fica a dica. Participar desses clubes de descontos pode ser uma excelente pedida para compras fantásticas e serviços de qualidade por preços que você nunca imaginou pagar. Não perca tempo, inscreva-se AQUI, você não tem NADA a perder. Você vai receber as ofertas de sua cidade pelo e-mail e, vai ver, se da bem de verdade dando aquela gatinha um puta tratamento em um salão de beleza caríssimo pagando apenas 90% do preço. (Mulheres, receber um presente desse é ofensivo? Vão achar que estão feias ou algo do tipo?)

Ah, isso não foi um publi. É uma dica sincera para vocês. E se vocês se inscrevem e compram algo eu ganho R$ 10,00 para gastar lá. Mas fique feliz, você também irá receber um link para fazer a mesma coisa e não é nada difícil convencer os amigos de trabalho, por exemplo.

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10 de agosto de 2010 | Por Eden | Cinema, Geek, Vídeos

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Vejam só que fantástico esse “trailer” de um filme dos vingadores “criado” nos anos 50! São coisas como essa que me faz achar essa tal dessa internet tão foda.

Simplesmente arrombástico!!!

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9 de agosto de 2010 | Por Eden | Pessoal

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Eu não sou muito ligado em publicar hypes, não faz muito sentido falar sobre o que todo mundo está falando – ainda mais quando tem gente que fala muito melhor que eu sobre o assunto, mas hoje vou me render.

Centenas de blogs, independente de tamanho, estão fazendo o que chamam de uma “trollagem do bem”. Estão utilizando toda fanfarronice do brasileiro na web para fazer algo de bem a uma pessoa. Se nos EUA utilizaram um aritfício parecido para tornar um mendigo milionário, aqui o objetivo é bem mais modesto: divulgar Lucas Celebridade – e, quem sabe assim, fazê-lo mudar de vida. Se você não sabe quem é Lucas Celebridade você pode ler o post do Bobagento, do Treta ou até o do Querido Leitor. Eu não vou perder tempo explicando quem é a figura, vou perder tempo explicando porque eu acho a iniciativa válida.

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Sempre que posso eu defendo uma opinião com qual muita gente não concorda, ou concorda com ressalvas, sobre um assunto pertinente: até onde as pessoas na web são de fato avatares de si mesmo? Muita gente não consegue separar a PESSOA real da pessoa digital. Não percebem que alguns avatares são tão completos que não só a imagem é irreal mas como boa parte do que cerca aquela presença na web. É preciso saber separar isso. Saber entender o que é gente do que é “gente”. Muitos simplesmente não conseguem.

Quem vê o Cardoso levantando polêmicas no Twitter não sabe que é um dos caras mais educados e gentis que você pode conhecer na vida real. Os internautas não imaginam que Raphael, do bobagento, seja um cara tímido, que o Anderssauro também. Pouca gente entende que Rafa Gnomo, que para muitos parece saído de um filme de terror, é um cara simpático, gentil e atencioso. Ricardo Cobra, geralmente ácido no Twitter, é um bonachão, e que o próprio Izzy Nobre, que se esforça tremendamente para ser um pau-no-cu master algumas vezes, pode render debates inteligentes e conversas amenas. Que Marcel, o BQEG, pessoalmente não faz aquelas piada horríveis e infames e, apesar de ruim no tênis, é um cara inteligente. Alguns são personagens, outros são reinterpretações de si mesmo. Não importa, o que importa é que sempre que tivermos como devemos tentar ver além do avatar, tentar enxergar a pessoa.

Isso eu acho legal nessa ação para “ajudar” o Lucas. Acho interessante usar toda essa fanfarronice para fazer algo mais interessante – e inteligente – que manda o Galvão calar a boca ou afins. Lembro ainda quando cogitamos usar o Lucas como mestre de cerimônias para uma ação em planejamento e a ideia foi mal recebida por considerarem ele tosco demais. Ele? Ou o personagem? Será que ele é aquela pessoa completamente sem noção? Será que tudo é uma caçada pela FAMA? Isso eu não posso responder. Não tenho certeza, não tive contato com ele. Talvez outras pessoas possam responder. Mas, como disse antes, parto do princípio de que ele, como pessoa, seja diferente do personagem.

A “brincadeira” tem seus méritos. Se ela fizer com que a pessoa Lucas possa dar uma vida mais confortável aqueles que ama já terá valido. Se fizer o Lucas Celebridade alcançar a fama, bem, pior que ter a Luciana Gimenez apresentando programa na TV não fica. Fora que prefiro rir com o Lucas Celebridade que com o Pânico.

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8 de agosto de 2010 | Por Eden | Pessoal

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E para o dia dos pais eu resolvi republicar um pequenos texto que acho que dá o tom de se ter uma criaturinha a quem amamos acima de tudo e por quem somos amados acima de tudo. Espero que gostem.

As vezes você pode me ver reclamando que Filipe dá trabalho pra estudar, que come tudo que conseguir mastigar – e o que não conseguir ele engole inteiro, que é bagunceiro, respondão, alma-sebosa, porquinho e afins. Eu reclamo sim. Acho que amar não é ver apenas qualidade… isso é estar apaixonado. Minha paixão por meu filho se foi no dia que tive que limpar o primeiro coco verde dele, ainda bebê. Como algo tão bonito e pequeno pode expelir uma mistura de lixo tóxico com refugos de restos de animais em decomposição? É, a paixão se foi mas ficou o amor. O amor, por principio, baseia-se em sentimento intenso que não esmorece mesmo diante de defeitos do objeto do sentimento. É gostar loucamente de alguém mesmo apesar de seus defeitos.

Entende-se que o amor de um pai ou mãe por um filho é eterno e incondicional. Deveria ser. Nem sempre é. Algumas relações se deturpam diante de desvios impossíveis de serem aceitos… mas isso NUNCA pode acontecer com uma criança. NUNCA.

Quando alguém me vê estressado com Filipe e solta um “por isso que não quero ter filhos” eu sinto pena. Pena daquela pessoa que acha que a relação entre pai e filho é diferente de qualquer outra relação: repleta de altos e baixos. A diferença é que ela tem um laço tão forte que é quase inquebrável. A diferença é que antes de ser pai você nunca vai entender o valor do sorriso de um filho. NUNCA. Você NUNCA vai entender o quanto um olhar de agradecimento ou de carinho vindo dele pode mudar seu dia.

Ontem eu estava deprimido. As vezes a vida pesa sob nossos ombros e somos atingidos por um sentimento ruim. Eu cheguei em casa me sentindo mal, um tanto que desgostoso de mim mesmo. Eu sou uma pessoa que tem tremenda dificuldade de dividir meus problemas. Muita. Por mais que esteja na merda é comum me encontrar sorrindo, de bem com a vida – ao menos aparentemente. Ontem nem isso. Ao chegar em casa arriei no sofá, cansado, triste. Coloquei a mochila do note de lado, suspirei e coloquei a mão na cabeça. Estava tão absorto em meus pensamentos que nem percebi alguém se aproximando.

De repente um beijo em minha cabeça e uma voz diz “Fica assim não, pai. Eu te amo”. Com a mesma velocidade que veio ele se foi, jogando um io-io, esbarrando de forma desastrada nos móveis por dentro de casa.

Eu duvido MUITO que ele tenha noção do que aquelas palavras significaram pra mim. Duvido muito que ele tenha pesado o ato dele antes de chegar ali e me consolar. Ele apenas me sentiu e fez algo que nós, adultos, muitas vezes temos dificuldade em fazer. E meu filhote salvou meu dia.

E, para terminar, entro no Corto Cabelo e Pinto e leio as breves historinhas abaixo.

Um garoto de 4 anos tinha um vizinho idoso ao lado, cuja esposa havia falecido recentemente. Ao vê-lo chorar, o menino foi para o quintal dele, e simplesmente sentou-se em seu colo. Quando a mãe perguntou a ele o que havia dito ao velhinho, ele respondeu:

- Nada. Só o ajudei a chorar.

Os alunos da professora de primeira série Debbie Moon estavam examinando uma foto de família. Uma das crianças da foto tinha os cabelos de cor bem diferente dos demais. Alguém logo sugeriu que essa criança tivesse sido adotada. Logo uma menina falou:

- Sei tudo sobre adoção, porque eu fui adotada. – Logo outro aluno perguntou-lhe:

- O que significa “ser adotado”?

- Significa – disse a menina – que você cresceu no coração de sua mãe, e não na barriga!

Sempre que estou decepcionado com meu lugar na vida, eu paro e penso no pequeno Jamie Scott. Jamie estava disputando um papel na peça da escola. Sua mãe me disse que tinha procurado preparar seu coração, mas ela temia que ele não fosse escolhido. No dia em que os papéis foram escolhidos, eu fui com ela para buscá-lo na escola. Jamie correu para a mãe, com os olhos brilhando de orgulho e emoção:

- Adivinha o quê, mãe!

E disse aquelas palavras que continuariam a ser uma lição para mim:

- Eu fui escolhido para bater palmas e espalhar a alegria!

Conta uma testemunha ocular de Nova York :
Num frio dia de dezembro, alguns anos atrás, um rapazinho de cerca de 10 anos, descalço, estava em pé em frente a uma loja de sapatos, olhando a vitrina e tremendo de frio. Uma senhora se aproximou do rapaz e disse:

- Você está com pensamento tão profundo, olhando essa vitrina!

- Eu estava pedindo a Deus para me dar um par de sapatos – respondeu o garoto…

A senhora tomou-o pela mão, entrou na loja e pediu ao atendente para dar meia dúzia de pares de meias para o menino. Ela também perguntou se poderia conseguir-lhe uma bacia com água e uma toalha. O balconista rapidamente atendeu-a e ela levou o garoto para a parte detrás da loja e, tirando as luvas, se ajoelhou e lavou seus pés pequenos e secou-os com a toalha. Nesse meio tempo, o empregado havia trazido as meias. Calçando-as nos pés do garoto, ela também comprou-lhe um par de sapatos. Ela amarrou os outros pares de meias e entregou-lhe. Deu um tapinha carinhoso em sua cabeça e disse:

- Sem dúvida, vai ser mais confortável agora.

Como ela logo se virou para ir, o garoto segurou-lhe a mão, olhou seu rosto diretamente, com lágrimas nos olhos e perguntou:

- Você é a mulher de Deus?

Malditos… me fizeram chorar. Odeio expressar meus sentimentos. ;)

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6 de agosto de 2010 | Por Eden | Cinema

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Eu tenho que começar esse post agradecendo ao Plaza Casa Forte pelo convite para a pré-estréia. Além da oportunidade de assistir um dos lançamentos mais esperados do ano ainda pude conhecer os cinemas do Plaza, sem dúvida NENHUMA as melhores salas do Recife. Assentos com números marcados, de couro e reclináveis – além da tecnologia de som e projeção – fazem delas a MELHOR opção MESMO para quem quer curtir a telona. Agora, adiante.

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Cebolas

Sim, cebolas. Coloque isso na cabeça, depois vamos a ela. Tecnicamente Inception é um filme memorável. Falar sobre a capacidade de Nolan como diretor é chover no molhado. A fotografia, efeitos especiais, o elenco estelar (DiCaprio, Marion Cotillard, Tom Berenger, Ellen Page, Michael Cane, Ken Watanabe, Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt e Cillian Murphy) a própria direção… mas o maior astro é o roteiro. Faz muito tempo que não vejo um roteiro tão bom apesar de complexo. Suspense, drama e ação, filmes dentro de filmes, atores muito bem em seus papeis (até mesmo DiCaprio, por quem tenho reconhecido preconceito, está bem. Nada mais de uma carinha bonita – tem quem ache, pelo contrário, ele está bem envelhecido no filme).

Nada de Spoilers

Leiam despreocupados. O assunto abordado aqui não é nada diferente de qualquer sinopse que lerá em outros lugares.A ela então.

O filme conta a história de Dom Cobb (DiCaprio), um extrator, pessoa capaz de penetrar em sonhos alheios e manipular as pessoas, assim como parte da realidade dentro deles, e, dessa forma, roubar seus segredos enquanto dormem. Viagem? Na verdade a Marvel já havia utilizado esse conceito com o Máscara Noturna, no Novo Universo, contudo utilizando o conceito de poderes e cia, coisa que Nolan, sabidamente, fugiu de forma magistral. Nolan simplesmente se furta de dar qualquer explicação sobre como funciona o processo, sobre como tanta gente tem domínio sobre ele, sobre porque precisar de equipamentos para induzir ao sono dentro do sono e afins. Nenhuma explicação iria parecer verossímil mesmo… para quer perder tempo com COMOS se os PORQUES são tão mais fodas? E assim ele nos priva de qualquer blábláblá cientifico/filosófico/místico desnecessário. Você saberá o necessário para entender o filme. Isso é o suficiente, creia.

Cobb, impedido de utilizar seus dons de forma legal, vive de realizar espionagem industrial roubando segredos de sonhos de executivos com a ajuda de seu time. Afastado de seus filhos por não poder voltar aos EUA ele recebe uma proposta que não consegue negar: realizar um último trabalho que parece impossível e assim receber como prêmio a realização de seu maior sonho. Logo ele reúne uma equipe improvável que, junta, vai enfrentar o maior desafio de suas vidas. Hahahaha. Devem estar rindo. Porra, Eden, que coisa lugar comum. Verdade… o plot básico seria mais que batido, eu diria que até é Esquadrão Classe A demais, se não fosse a maldita cebola.

Possíveis Spoilers

Daqui em diante teremos pequenos spoilers que não vão afetar sua experiência no cinema mas se você for alérgico a spoilers – e conseguir resistir a curiosidade sobre a cebola, não siga adiante.

Pois bem (tm @buchecha), vamos lá. A parte genial do roteiro, e cerne do filme todo, são os layers. Assim como uma cebola o subconsciente das pessoas são composto por camadas e o extrator pode mergulhar cada vez mais fundo, indo de camada em camada, descascando a tal cebola, simplesmente gerando um sonho dentro do outro. Isso, colocando você pra sonhar dentro de seu sonho ele não só enganaria uma mente preparada para ser invadida (com defesas construídas), como facilitaria o acesso a segredos ainda mais profundos. Complexo? Não ainda. A questão temporal é fundamental para o filme. Em cada layer desse o tempo passa mais rápido. Algo como 5 minutos na realidade significam 1h hora dentro de um sonho. E assim por diante. Logo 5 minutos dentro de um sonho de quem já sonha significaria mais um hora. Esse efeito é cascata e significa que 5 minutos na realidade pode significar 10 dias dentro de um layer mais profundo. Para ampliar esse sentimento o uso de slow motion caiu como uma luva. Complicou ainda mais? Não ainda.

O realidade dentro da realidade já foi explorada em filmes como Matrix e Vanilla Sky, é verdade, mas nunca dessa forma. Mergulhar no subconsciente de um sonhador exige uma série de preparativos. O domínio da arquitetura (alguém precisa construir as coisas no sonho – e não precisa se ater as leis da física e afins), o mapa de mergulhos, você pode sonhar no sonho de alguém mas precisa haver um âncora, alguém para lhe trazer de volta, e esse alguém deve ser o sonhador. Eu disse, complica cada vez mais.

Mas aí está o grande mérito do roteiro e de Nolan. O que parece ser tão complexo quando explicamos a teoria torna-se bem mais simples quando devidamente amarrado e apresentado nas telas. Um roteiro que consegue tornar simples algo assim sem dúvida deve ser considerado, no mínimo MUITO FODA.

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Explicando Inception: spoilers FODA adiante, corra.

Se até então você não se convenceu que o filme é muito bom e não está ansioso para assití-lo, bem, então continue lendo. Já que não quer ver não custa nada estragar a história explicando o final.

Eu me considero um cara acima da média para entender filmes. Eu fui dos chatos que no começo de Sexto Sentido disse em voz alta “Ah, já sei, esse porra morreu!”… contudo só compreendi de verdade um detalhe MUITO importante – e que o filme não tenta esconder já que várias dicas estão lá – quando vi esse gráfico postado por Hélio, no Arrobazona.

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Ele deixa claro o mapa de sonhos. A cada mergulho em um sonho conjunto é preciso que haja um SONHADOR – aquele que não vai mergulhar no próximo layer e cujo subconsciente vai preencher lacunas. Com o mapa ficaram bem óbvias as dicas.

No primeiro mergulho, ao chegarem ao carro, questionam Yusuf o porque dele não ter feito xixi antes de sonhar, o que justificaria o sonho “molhado”, a chuva torrencial. Yusuf não mergulha para o layer inferior. Ele continua na van, responsável pelos demais.

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No próximo mergulho o sonhador é Arthur e ele deixa isso claro segundos antes de roubar o beijo de Ariadne quando diz a ela que o perigo de Cobb alertar Fisher sobre o fato dele estar sonhando é alertar o “subconsciente” de que havia alguém manipulando o sonho e que viriam atrás DELE. Como não podia deixar de ser ele também não mergulha para o próximo layer, ficando responsável pelo maior desafio do filme na minha opinião. Grande sorte de Gordon-Levitt que atuou em algumas das cenas que certamente se tornarão clássicas do cinema, tanto quanto Keanu desviando balas ou Tom andando pelas ruas de uma Nova Iorque completamente vazia.

No “último layer” Eames é o sonhador. Ele não pode mergulhar no limbo para buscar Fisher e Saito. O filme fica bem mais simples quando entendemos esse mapa acima.

Para fechar… Cobb. Cobb é o mocinho e o vilão do filme. Ele é quem busca a redenção, não só na realidade, ao se juntar com seus filhos, mas em seu subconsciente ao se livrar de sua culpa, presentada pela Mal, que o caça. Olhando bem entendemos que a culpa dele não o permite sonhar… e sim ter pesadelos onde a pessoa que mais ama busca alguma forma de ferí-lo para que pague pelo seu grande erro: ter, no passado, feito uma inserção. Durante todo o filme Cobb é seu maior inimigo. Ele é o perigo para si mesmo e para seu time. Ele é o ponto de desequilíbrio da equação.

E o fim, Eden? O fim… no fim Cobb tem a vida que sempre quis, que sempre desejou. A vida de sonho dele. Percebe? Nolan deu dicas claras de que ele ainda estava sonhado. Os filhos com a mesma idade, roupas e no mesmo lugar que sempre surgiram nos sonhos dele? O totem que quase cai, mas que não cai? O próprio Cobb estranha por alguns segundos… só para perceber que não se IMPORTA. Nisso o filme se encaixa perfeitamente no conceito de Vannila Sky ou mesmo de Life on Mars (excelente série inglesa): as vezes o sonho pode ser melhor que a própria realidade.

Como uma vez disse Cypher em Matrix: as vezes é melhor um suculento filé de mentira que um prato de bosta na realidade.

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3 de agosto de 2010 | Por Eden | Brinquedo, Novas Mídias, Wishlist

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Acho que toda semana lançam um modelo diferente de banco imobiliário. Basta um mote diferente e você terá o dos Beatles, do Harry Potter, da Terra Média, enfim, a criatividade é o limite. Mas, aqui pra nós, eu mesmo não esperava NUNCA ver esse abaixo.

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Trata-se de um banco imobiliário criado pela canadense Bites que tem como tema a mídia social!!!!! Legal, hein?

Vi no Arrobazona.

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3 de agosto de 2010 | Por Eden | Novas Mídias, Propaganda, Vídeos

0001 
Ok… eu sou dos que acham o Internet Explorer uma bela bosta mas ainda assim tenho que assumir que gostei MUITO dessa campanha deles. Basicamente os caras resolveram testar se aqueles “golpes” onde os vagabundos roubam senhas e dados pessoais na WEB funcionaria na “vida real”. Assistam.

Depois do Fantástico ter pintado a web como o terreno mais arriscado que alguém possa cruzar é até interessante ver que ela apenas facilita o acesso do pilantra a milhões de otários com baixo custo e rapidamente. O povo não se liga que NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS, ou, em linguagem ainda mais popular, QUANDO A ESMOLA É MUITA O SANTO DESCONFIA.

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3 de agosto de 2010 | Por Eden | Música, Vídeos

0008 
Eu assumo que ODEIO dar buscar na web. Cada dia está mais complicado de se achar o que se quer com o Google empurrando goela abaixo os resultados que ELE acha que eu quero ver. E no Youtube é pior. Pode ser que eu não seja um heavy user e não tenha as manhas – se houverem por favor dividam nos comentários – mas eu me irrito MUITO a procurar as coisas lá.

Eu curto muito bandas famosas tocando músicas que não são delas. É, fodeu. “cover” é um termo que apresenta milhões de resultados… a maior parte deles são adolescentes remelentos tocando músicas de seus ídolos também remelentos. Logo eu não podia deixar de dividir com vocês alguns achados…

E aí, o que acharam? Conhecem alguns covers legais para indicar?

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3 de agosto de 2010 | Por Eden | Humor, Vídeos

0002 
Eu não curto muito colocar um vídeo e pimba… mas, sério, não tenho nada a falar sobre esse além de Bwahahahahahahaha!!!

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3 de agosto de 2010 | Por Eden | Novas Mídias

0001 
Ontem, dia 02/08/10, o Twitter de repente pipocou com acusações da posição “partidária” do Estadão ao apoiar abertamente Dilma Roussef.

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Logicamente quem tinha a menor noção do ocorrido entendia o que havia acontecido. Alguém no Estadão estava “brincando” com o Twibbon – ferramenta que insere automaticamente faixas de apoio em seu avatar – com a conta do Estadão logada. Deu merda.

Então na verdade haviam duas correntes de “reclamões”, os que acreditavam que o Estadão realmente havia assumido apoio – nesses podem incluir os amantes das teorias da conspiração – e do outro pessoas que tinham certeza de que o estagiário ia perder o emprego. E ambos, por revolta ou puro sarro, replicavam o assunto sem parar. Que bela cagada, hein? Foi, foi sim. Mas quem é que pode jogar a primeira pedra?

É fato que MUITA gente não pode. É mais comum do que se imagina alguém que administra mais de um perfil vez ou outra pisar na bola e soltar um tweet por um perfil errado. Ao perceber as pessoas correm para apagar o tweet errado que, pode ter certeza, foi imortalizado por alguém que, mesmo percebendo se tratar de um erro, deu um RT só pra ver o circo pegar fogo. Eu já estive dos dois lados, sei o desespero que dá. Os erros são muitos e vão desde o uso de ferramentas de geolocalização no perfil da marca – como se ela realmente estivesse usando o Foursquare e comendo naquela lanchonete na Bela Cintra – a o upload de uma foto “divertida” no Twitpic do perfil corporativo. Os erros, apesar de pouco profissionais e muito sérios, acontecem.

Mas lembram que eu disse que não ia mais escrever sobre as cagadas de ninguém? Acharam mesmo que eu havia esquecido, né? Não esqueci. Resolvi escrever sobre o assunto porque logo em seguida o “estagiário” por trás do erro, na verdade o editor de mídias sociais Rodrigo Martins se posicionou. Depois da cagada, o papel higiênico (desculpe, não resisti a metáfora).

Inteligentemente – e de acordo com o que muitos profissionais entendem por atitude correta a se tomar – Rodrigo se manifestou em um post dentro do próprio Estadão onde explica o ocorrido. Transcrevo abaixo na integra:

“Pessoal,

Sou o responsável por atualizar o Twitter do @estadao. E, nas segundas-feiras, neste blog, temos uma série sobre “eleições e mídias sociais”. Estava preparando um post sobre como colocar avatares de candidatos na foto do Twitter. E estava testando se funcionavam ou não. Acontece que acabei esquecendo de dar logout no Twitter do Estadão para testar. Como resultado, pareceu por alguns segundos que o jornal anunciava apoio a um dos candidatos.

Quero deixar bem claro que não foi isso. Foi um erro técnico. Além disso, estava testando os aplicativos em ordem de pesquisa eleitoral e, por isso, o primeiro foi o da candidata do PT. Isso, entretanto, não quer dizer preferência eleitoral. Apenas prática jornalística de ordenar as coisas para não privilegiar nenhum candidato.

Peço desculpas pelo erro, que, como muitos de vocês, também considero grave. E que isso não atrapalhe nossa conversa, que tem sido muito interessante.

Obrigado,

Rodrigo Martins

Editor de mídias sociais do Estadão”

Transparência, lembram? Eu bato tanto nessa tecla que vocês já devem ter compreendido. Rodrigo fez a coisa certa e por mais que ainda tenham idiotas que acreditem que ele apenas tenta esconder o apoio à Dilma muita gente agora entende o ocorrido.

Para Rodrigo ficam os parabéns pela atitude – estou certo de que agora o cuidado será redobrado. Para o mercado fica a experiência. Para os fãs da teoria da conspiração fica a dica: vão arrumar uma trouxa de roupa pra lavar.

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