De todas as artes marciais duas sempre se destacaram aos meus olhos: o Aikido e o Kung Fu. A quase coreografia por trás dessas duas artes marciais é impressionante. O Aikido, com a leveza de seus movimentos utilizando a velocidade e peso do adversário – nisso é similar ao judô – contra ele mesmo. A apresentação chega a parecer um balé, vejam só essa exibição do mestre Andre Noquet.
Bem, mas isso foi apenas uma breve introdução para falar do Kung Fu, na verdade de um estilo Wushu, conhecido por punhos bêbados ou, em inglês, drunk kung fu. A técnica, chamada de Zui Quan, se espelhou nos movimentos de um pau de cana para criar um dos mais difíceis e graciosos estilos do Kung Fu. Estranho? Não. Vários estilos do Kung Fu nasceram desse tipo de observação. Temos a águia, a serpente, o louva-deus e tantos outros.
O drunk kung fu utiliza o continum de movimentos, o impulso e o peso, para aplicar uma série de golpes que, apesar de até divertidos, são bonitos e eficientes. As técnicas são originárias nas lendas dois oito bêbados imortais. Para saber mais que tal ver uma luta de Jack Chan no filme The Drunk Master? Acredite ou não é uma excelente representação do estilo. Vejam só.
Estranho, belo e impressionante, não é mesmo? Uma busca no Youtube vai revelar centenas de vídeos com as mais diversas apresentações e lutas utilizando a técnica.
Eu sou um bundão chorão mesmo. Pois é, confesso que sou e pronto. Eu me emociono fácil e, mesmo sob risco de aguentar Ely dizendo que eu patino, assumo isso sem grandes problemas. Mas, acredite caro amigo, por mais duro na queda que você seja algumas coisas vão deixar seus olhos marejados. Talvez não seja o vídeo abaixo – vídeo que gostei tanto que resolvi postar a essa hora da madrugada, mas ainda assim não se prive de vê-lo.
Serão 20 minutos bem gastos de sua vida, afinal trata-se, se não me engano, de um média metragem. O roteiro, apesar de não possuir surpresas, é tocante. A fotografia, direção, sonorização e as interpretações estão fantásticas. Bem, assistam.
E aí, gostaram? O que me fez ficar com os olhos apertados foi perceber uma coisa que por muito tempo me passou despercebida – sim, pode dizer que tive uma epifania – e que o filme retrata tão bem: nossas vitórias servem não só de exemplo mas de estimulo a outras pessoas. Quando vencemos, quando conquistamos algo com muita luta, quando superamos AQUELE desafio que a vida nos impôs, estamos também apresentando uma prova de que é possível.
Já dizia o sábio Chico Science: um passo adiante é você não está mais no mesmo lugar.
Hoje Symone soltou um Tweet que dizia “Por maior que seja o buraco em que você se encontra, pense que, por enquanto, ainda não há terra em cima”. Sei que não foi pra mim mas certamente cabia um “NA CARAAAAAAAAAAAA”, porque foi em cheio.
Eu tenho andado meio deprimido – e não, nada a ver com Legião. Estou em uma fase de “freio de arrumação”, geralmente uma fase complicada, onde sabemos que as coisas estão correndo bem, na direção certa, mas que precisamos de paciência, persistência e coragem para manter o rumo e a cabeça no lugar. Mas saber disso não torna mais fácil segurar a onda…
Aí vem Helmiton, do Ocioso, e, do nada, me envia o vídeo que vou dividir com vocês. Superação, essa é a palavra.
Depois disso os problemas parecem tão pequenos, não é mesmo? Cabeça erguida e bola pra frente.
Deixando a piadinha geek de lado vejam só que legal que ficou esse curta envolvendo os dois personagens principais da franquia Street Fighter.
Muito bom, hein? Tirando a última voadora (que pareceu um “give me five” com os pés) a coreografia, casting, fotografia e direção são realmente digno de notas.
Acho engraçadinho quando alguém vem pra mim dizendo que é bode vaca lagarta vegetariana por que não acredita ter direito de matar os animais fofinhos. Ah, tá, então só come verdura, não é mesmo?
O que esses defensores do lagartismo não compreendem é que comer outros animais é NATURAL!!!! Fomos feitos para comer outros seres vivos e, tirando os casos de zoofilia, isso é perfeitamente compreensível. “Ah, mas é covardia matar uma vaca indefesa para comer”… é, a Natureza zela muito pelo conceito de embate justo. Que o diga o polvo abaixo tentando fugir de um cardume de belos e inofensivos peixinhos.
Pois é, caro octópode, não deu pra você…
Eh, caros folhistas, plantas também são seres vivos, e não vejo ninguém chorando de remorso por ter comido uma fruta… “Ah, meu Deus, acabei de devorar o feto dessa linda plantinha”.
Mas é melhor assim… continuem comendo soja… sobra mais picanha pra mim. E de preferência mal passada, quase mugindo.
Dizem que de médico, louco e treinador de futebol todo mundo tem um pouco. Na verdade acrescentaria aí PUBLICITÁRIO. Todo mundo tem seu lado Nizan ou Olivetto. Todo mundo um dia usou seu talento e sua criatividade para convencer alguém de alguma coisa. E muita gente faz isso muito bem. O que as pessoas não sabem é que seu lado publicitário pode lhes render DINHEIRO. De verdade.
A ideia é mesmo bem legal. No ZOOPPA você pode participar de competições criativas e ser remunerado por isso. É simples e bem eficiente. É uma grande alternativa a quem fica o dia todo reclamando que não tem grandes peças porque não tem grandes briefings ou clientes, é uma excelente alternativa a construção de fantasmas pro seu portfólio – afinal você ser remunerado pelas suas criações, e ainda pode fazer vários contatos profissionais.
Você escolhe uma “competição”, lê o briefing e cria sua campanha. É uma mistura de Rede Social para criativos e marcas com um banco de briefings.
As marcas cadastram as seus briefings que podem ser acessados pelos participantes. Marcas como a Sky, Microsoft, Mini, Nestlé, Havaianas, Google e muitas outras já tem jobs cadastrados lá, esperando por vocês, grande revelação da propaganda.
Bem, como publicitário eu acho a ideia MUITO interessante. É uma oportunidade para criativos exercitarem e ganhar dinheiro, uma forma de fazer freelas para grandes marcas. Para as marcas é uma alternativa para sair do lugar comum, deixar que outros pensem fora da caixa, entrar em contato com visões diferentes sobre seus produtos/serviços.
Uma das características na comunicação em mídias sociais é a chamada “taxa de conversão”. Ela representa o poder um blogueiro, digamos, de converter um leitor, de fazê-lo aceitar uma opinião/conceito/ideia. Aliada a uma alta credibilidade essa pode ser uma ferramenta perfeita pra se fazer chegar determinada informação a um número x de leitores buscando eficiência máxima na conversão/conquista dos mesmos. Mas nem tudo são flores.
O que é preciso entender é que nem tudo são números quando falamos dessa taxa de conversão – que em alguns casos pode chegar até 48%. Nem sempre o maior blog tem maior taxa de conversão. Na verdade quanto maior o blog menor sua taxa de conversão… eu diria que ela decresce a medida que o número de visitas aumenta. Quando maior o número de impactos menor a taxa de conversão. Bobagem?
Não, é até fácil de entender o porquê. A medida que o número de acessos vai crescendo o conjunto de leitores de um blog vai ampliando – ele vai deixando de ser um blog de nicho, com um target bem definido e focado (isso não é uma REGRA, hein?) – incluindo leitores curiosos, paraquedistas e provenientes de links externos (como indicações de posts em outros blogs e roteadores de conteúdo). Parte desses novos leitores não conhecem/admiram o blogueiro, por exemplo, e não tem porque cair no universo de 80% de credibilidade, influenciando a taxa de conversão. Isso leva a conclusão de que os blogs menores, de nicho, com leitores fieis, tem maior poder de conversão e não podem ser ignorados em campanhas que tenham seus leitores como target.
Mas os números ainda atrapalham. Isso é um fato. A maior parte dos clientes pensa exclusivamente em número de impactos (resquícios do vício em IBOPE da velha mídia). Ao olhar um blog com 2000 visitas dia ele pensa no número de pageviews e esquece o potencial de conversão. São 2000 visitas e a possibilidade de converter 960 leitores, por exemplo, que podem, cada um deles, atingir 163 pessoas cada. Faça as contas. Isso sem falar que se o assunto abordado no blog tem relação com seu produto isso gera simpatia entre os leitores, ajudando no branding. Veja bem, não estou aqui dizendo que devemos ignorar os grandes. Um blog que com 100.000 visitas dias pode ter uma taxa de convergência menor, mas se a taxa chegar apenas 2% ainda será mais que o dobro do blog pequeno. O que estou defendendo é que não vale a pena ignorar o “pequeno” – que é um termo idiota afinal o que define o tamanho de um blog é o referencial de visitas dos grandes? Independente de alguns deles usarem técnicas como posts paraquedistas para inflar seus números?
A análise desse tipo de coisas é tão superficial que muita gente simplesmente ignora alguns detalhes ao fazer o casting de um blog para uma campanha. Que tal checar a quantidade de visitantes diretos e o tempo que passou no blog? São coisas fáceis de se detectar e podem fazer diferença. Não adianta, por exemplo, pensar em uma ação com formato de publieditorial em um blog que tem 100.000 visitas mas que apenas 5% delas passam pela home e o restante é proveniente de links externos e pesquisas no Google. As chances são de que sua campanha/ação seja vista apenas por 5.000 leitores – e você ignorando o blog “pequeno”. Claro que estou falando do formato de ação que preza unicamente pelo post, sem maior envolvimento. Cheque os comentários do blog – veja a quantidade e o grau de envolvimento (e de inteligência) dos leitores. Quanto mais engajados os comentaristas, quanto mais frequentes e participativos mais influenciados são pelo blogueiro. Cheque os leitores de FEED. Assinar um feed não é garantia de leitura mas deixa clara o desejo do internauta de acompanhar o conteúdo daquele blog além de você ter certeza de que os posts chegam até ele. É preciso entender o leitor E o blogueiro. É preciso entender o MEIO.
O ruim é que estimulando essa coisa de número as agências fazem com que os blogs usem de todo artifício para se tornar “grande” e nesse caminho muitas vezes eles perdem a ligação com os leitores. Eles, os blogueiros, passam a enxergar seus blogs como revistas eletrônicas e, para a maioria, o objetivo máximo é apenas colar textos prontos que recebem das agências, fazendo verdadeiros anúncios de velha mídia dentro da nova mídia. Não os julgo, é lei da oferta e procura. As agências querem isso e os blogueiros dão o que eles procuram, monetizando o blog e viabilizando a sua existência.
Uma pena que a maioria das agências e clientes não procurem formas diferentes de se trabalhar com os blogs, valorizando não apenas impactos mas conversão. O poder de um blogueiro não deve NUNCA estar na velocidade com que consegue dar CONTROL C + CONTROL V e sim na sua capacidade de criar. Mas, bem, se até mesmo os blogueiros não acreditam em seu potencial de conversão (e eu explicarei isso em outro texto) porque as agências deveriam?
Se você começou agora nas mídias sociais pense em conversão tanto quanto pensa em número. Se você começou a blogar agora pense na ligação com seus leitores e não apenas em inchar. É bem mais fácil cativar 5 mil leitores dias que atingir 220.000 “visitantes” e, espero, em pouco tempo será tão valioso quanto.
Um fato movimentou a websfera semana passada – eu sei, o assunto pode parecer velho, mas me dê um voto de confiança e vamos adiante – e tomou conta do Twitter por um dia inteiro. Trata-se do Ursogate, a pisada de bola. E não, eu não vou explicar a referência.
Marcelo Vitorino, publicitário e sócio da Insight, empreendedor a frente do InBlogs e blogueiro do Pergunte ao Urso, enviou, segundo própria declaração, cerca de 124 mil e-mails. Grande parte deles não solicitados/autorizados, o que o configuraria como SPAM. Para saber mais do ocorrido leiam esse post AQUI.
Primeiro vamos deixar claro que esse post não visa discutir o que define um SPAM, o caráter de Vitorino como pessoa, sua capacidade como blogueiro, sua crença no envio de propaganda via força bruta ou mesmo o conflito gerado com o Ursogate. O objetivo desse post é aproveitar um fato – como de costume – para explicar uma teoria.
A web perdoa falhas… se você as assumir.
Marcelo é um profissional de mídias sociais, tem algum tempo de estrada e alguns empreendimentos caminhando no setor. Ele deve respirar mídias sociais, se realmente é apaixonado pelo assunto, mas ainda assim ignorou o fato de que a web admira o pedido sincero de desculpa. Que ela admira a transparência por trás de uma retratação sincera.
Quando o Ursogate estourou Vitorino ignorou completamente essa pequena regra e soltou pérolas como essas:
A reação dele, como podem perceber, variou entre partir pro braço e justificativas completamente idiotas para o fato. Vitorino utilizou inclusive a técnica mais velha da web: são meus inimigos se aproveitando do momento para me atacar. Usou também a clássica do mundo offline: o que vem de baixo não me atinge. Usou ainda a clássica de ex-BBBs: falem mal mas falem de mim.
E as leis da física se mostravam eficientes na web. Ação e reação. Quanto mais empurrava mais era empurrado de volta. nem o vídeo publicado ajudou a amenizar – até porque no vídeo as desculpas esfarrapadas e o teor ácido se manteve. Ele segurou a postura destrutiva até perceber o erro… e começou a corrigir. A mudança de postura pode ser observada na diferença absurda entre os dois comentários que ele postou no post sobre o assunto publicado no Dossiê Alex Primo. Talvez o profissional tenha falado mais alto que o pessoal e ele percebeu que seria inteligente admitir o exagero mas, infelizmente, manteve a postura defensiva – até natural – e as teorias conspiratórias.
Tudo que ele precisava era dizer: “Gente, desculpa, foi SPAM mesmo e foi errado. Não vai acontecer mais. Me perdoem”. Teria repercutido BEM menos e o assunto teria findado sem tanto alarde. SPAM é uma merda, todos sabemos disso, fingir que é algo natural é desafiar a inteligência de todos.
Seja transparente ou lide com as consequências
Quando falamos de mídias sociais com um cliente ele costuma questionar “Mas ficamos muito expostos, estamos dando a cara a tapa o tempo todo, e se algo dá errado?”. A resposta, caros amigos, é sempre a mesma: ASSUMA seu erro, peça desculpas e demonstre real interesse em aprender com ele. Estar nas mídias sociais significa estar de frente com o seu público alvo, não sobre um palanque, mas em uma mesa de bar. É um bate-papo com um “amigo”. O mínimo que ele espera, como amigo, é que você o ouça, que interaja e que, claro, seja sincero. Ninguém espera lidar com uma marca/empresa a prova de falhas… esperam justamente o contrário, lidar com uma marca/empresa mais humana. E ser humano é errar. Ser bom nas mídias sociais é aprender com o erro.
Quando a sede da Nokia na Finlândia notificou o Blog da Nokia – um blog que fazia clara apologia ao uso dos produtos da marca e que era parceiro da Nokia Brasil – forçando-o a sair do ar (o que gerou um buzz negativo na web contra a Nokia no Brasil) estava feita uma tremenda burrada. A Nokia podia lá ter seus motivos para uma peleja judicial, afinal, amigável ou não, o blog usava sua marca no endereço, nome e afins. Ela podia ter todo o direito do mundo mas lhe faltou malemolência. Mas o que faltou para os Finlandeses sobrou para a Nokia Brasil que, identificado rapidamente a burrada, veio a público e não só a admitiu – alegando se tratar de falha no processo de comunicação da Nokia e em momento nenhum defendendo as razões para o que foi feito – mas se desculpou, informando o que faria para tentar resolver.
O que parecia o fim do mundo foi recebido como uma postura decente por parte de uma multinacional. O buzz diminuiu e chegou até a se tornar positivo quando pipocaram na web comentários e posts elogiando a postura da Nokia Brasil.
E assumir que errou não é ser formal
Quando a EA lançou o Tiger Woods PGA Tour 2009 o jogo saiu com um pequeno bug (falha) que logo se tornou celebridade na web. tratava-se do Jesus Shot. Nessa falha Tiger era capaz de andar sobre as águas e bater na bola que havia ficado sobre a superfície do lago. Lógico que a turma começou a tirar sarro e publicar vídeos e posts sacaneando a falha.
Inteligentemente a EA não ficou de mimimi tentando apagar os vídeos no Youtube, enviando notificações ou discutindo em comentários. Ela simplesmente publicou o vídeo abaixo:
Ela não precisou “reconhecer” o erro porque ele existia e era claro, eles apenas mostraram que são bem humorados, que sabem que a falha existe e que falam a mesma língua na qual a turma os sacaneavam. A piada da piada era melhor e viralizou. Uma falha terminou gerando buzz positivo.
Então fica o aprendizado: no cabo de guerra das mídias sociais quem sempre perde é quem de fato errou. O melhor é assumir o erro, contar com a compreensão e simpatia dos internautas e tentar reverter o fato para um buzz positivo. Medir forças resulta simplesmente em perda de tempo e desgaste da imagem. Como dizem no Twitter… fica a dica.