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7 de abril de 2010 | Por Eden | Novas Mídias, Política, Propaganda

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Conta-se que o Wall Mart, prestes a iniciar a construção de uma das suas maiores lojas, importou um executivo para ficar a frente da empreitada. Este executivo, que agora chamarei de “o gringo” ficou responsável por quase tudo que dizia respeito ao investimento. Selecionou o local, negociou o ponto, escolheu empreiteira, aprovou projeto, acompanhou construção e, voilà, entregou a obra pronta, finalizada, inaugurada. Tudo as mil maravilhas se não fosse o fato da nova loja ter um teto capaz de suportar 40 toneladas de neve. E da loja ser no Brasil.

Digno de ser incluso em qualquer anedotário a história acima é real e está prestes a se repetir em outra área: no marketing político.

O case OBAMA.

Obama, o presidente pop americano, tem cerca de 5 milhões de fãs espalhados nas mais diversas redes sociais. Obama, o presidente negro americano, teve seus vídeos assistidos por 15 milhões de pessoas. Obama, o presidente das minorias, conseguiu emplacar o melhor viral de 2009. Obama, o presidente nerd, arrecadou mais de meio bilhão de dólares em doações pela web.

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Foi um case único de marketing politico digital. E quando digo único não afirmo isso por ter sido o primeiro com tal repercussão. Digo que foi único porque somou uma série de fatores tais quais como a latente expansão das mídias sociais e UM PRESIDENTE POP. Sem querer diminuir o mérito de todos os envolvidos na campanha on-line de Obama, longe de mim, afirmo sem medo que esse resultado não se repetiria no caso de termos outro candidato. Se você ignora isso ao analisar essa campanha você é burro.

O case OBAMIS.

Mas, como é praxe, tudo que dá certo deve ser copiado a exaustão. Se funcionou para Obama porque não funcionaria para Obamis, aqui no Brasil? Ah, jovem gafanhoto, são tantos os motivos…

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1. A duração da campanha – enquanto no Brasil a campanha no Brasil dura cerca de 4 meses (sem o 2º turno) nos EUA ela dura cerca de 2 anos. Não preciso explicar a diferença que isso significa para os resultados, preciso?

2. Polarização – nos EUA a politica, de forma simplista, se resume a dois partidos: democratas x republicanos (os outros não tem representatividade). A ausência de outros partidos gera maior rivalidade entre os partidos e, assim, maior militância.

3. Aspecto jurídico – a legislação brasileira sobre internet engatinha. A legislação eleitoral brasileira sobre internet ainda chora desesperada em seu berço. Precisamos caminhar muito ainda.

4. Cultura – sério que vou ter que dizer que as culturas são completamente diferentes? Que o americano é mais radical em sua militância, é mais engajado e que não é OBRIGADO a votar e se resolve fazer isso ele realmente está INTERESSADO na eleição? A cultura do uso do cartão de crédito, da compra online e das reuniões de captação de verba para campanha são completamente distintas!

5. Economia – apesar da inclusão digital ir em vento e popa aqui no Brasil não é preciso ser gênio para saber que a quantidade de usuários de WEB nos EUA é BEM maior que a nossa. No Brasil cerca de 52% dos acessos a WEB ainda são feitos via Lan House e, aqui pra nós, o poder de conversão de tal pessoa é bem baixo. Ele é target e não veículo o que foge do padrão de dispersão de mensagens nas mídias sociais.

E isso apenas analisando de forma muito rasa.

Mas sem expectativas, o formato funciona?

O formato… hum… veja bem, se analisarmos a campanha do ponto de vista de profissionais de social média ela hoje não seria exatamente inovadora. Todas as ferramentas e canais utilizados hoje são comumente utilizados nas mais diversas campanhas pela web. Isso quer dizer que o formato funciona sim… em parte.

Um dos grandes méritos da campanha de Obama foi ousar. Usar ferramentas novas, buscar a viralização – com material MUITO BEM PRODUZIDOS, e até mesmo anunciar dentro de games. Eles tiveram aquele saco roxo que Collor tanto falava.

Acredito que irão surgir coisas novas aqui no Brasil, aqui e acolá, mas o feijão com farinha vai dominar. Isso é fato. Sites institucionais, o blog da militância jovem, virais meia-boca, perfil e comunidade no Orkut, Facebook, perfil no Twitter, canal no Youtube e no Flickr, algumas coisas usando Tumblr e Formspring, uma ou outra rede no Ning e publieditoriais nos mais diversos blogs. É isso que se vai fazer… e isso de fato nem importa afinal TODOS vão fazer. O mais importante é como vai se fazer… aí que está o pulo do gato.

Anotar uma receita e mudar um pouquinho os ingredientes é a certeza de um sabor diferente do original. A não ser, claro, que você entenda bem do que está fazendo e a mudança resulte em algo ainda mais saboroso.

E por baixo do pano…

E, podem apostar, o que vai fazer barulho e gerar buzz será a contrapropaganda, a contra-contrapropaganda, as redublagens, montagens, blogs apócrifos, ataques hackers e afins.

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O que irá causar na web não serão os sites oficiais e sim os paralelos, não será o conteúdo de campanha e sim o de guerrilha. Essa é a máxima da mídia social, ninguém quer você falando bem de si mesmo, querem ouvir de um terceiro. Como fazer isso é que são outros quinhentos. Mas como fazer alguém não engajado replicar algo de bom é muito complicado é mais fácil fazer ele replicar algo de ruim… e como é.

É por essas e outras que aconselho ao candidato que antes de pensar em pagar milhões a seu marketeiro digital pensem em pagar uma bocado de grana a seus guerrilheiros digitais. E, amigo, tire o olho um pouquinho de Obama e pouse mais perto, ali em Gabeira, o que perdeu. A campanha dele está bem mais próxima de nossa realidade. E se você não vê isso você é burro. E talvez um burro sem mandato.

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6 de abril de 2010 | Por Eden | Humor, Vídeos

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Olhem só que alma esse tigre da esquerda…

Tá, o cara roubou a cena. E perdeu o emprego. Rá.

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6 de abril de 2010 | Por Eden | Pessoal, Vídeos

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Quando menor, ainda na escola, eu encarei uma fase onde claramente perdia o interesse pelo estudo. A escola me parecia chata, as aulas me pareciam cansativas, o mundo escolar estava um SACO. Tudo indicava uma queda de rendimento escolar e todos os problemas que relacionados. Mas não foi exatamente o que aconteceu…

Imagine você chegando na sala de aula, para uma fatídica aula de história, em uma segunda-feira as 7h10. Oras, no auge dos meus 14 anos isso me parecia o mais próximo do purgatório que minha ainda quase pura alma deveria encarar. Cheio de sono, ainda com a cara remelada, naquele banzo pós fim de semana eu entrei na sala. PIMBA. Lá estava aquela figura estranha. Um senhor de idade, sorridente, cuja a cabeça balançante se projetava para a frente lembrando por demais um cágado. BOM DIA, ele gritava a plenos pulmões para todos que adentravam o recinto.

Aquela figura estranha era Rubens Franca, o melhor professor de história que já passou em minha vida.

Aquele coroa amalucado – que decorou Os Lusíadas (você diz uma página e ele a recita sem UM erro), balançava um pedaço de pau na mão – que pousou em muitas cabeças durante o passar dos anos, e e ensinava de um jeito único. Apesar de ser professor de história – entre várias outras “profissões” -- ele se dizia um EDUCADOR. A sua função, segundo o próprio Rubens, seria nos preparar para a vida. Por isso a primeira aula foi “como atender um telefone”. Isso mesmo.

-Trim, trim, trim, o telefone toca, meu amigo. ATENDA! – gritava sorridente.
- Alô…. – um inocente escolhido fingia atender…
- Alô? Alô?!?! É assim que você atende o telefone?
-…
- Alô, aqui quem fala é fulano de tal, com quem deseja falar! – orientava o mestre – Trim, trim, trim, o telefone toca!
- Alô, aqui quem fala é Lúcio, com quem deseja falar?
- Lúcio? Que Lúcio? Lúcio da Silva, de Araújo, Lúcio sem NOME? Diga o sobrenome meu filho, é ele que faz de você alguém!

E assim aprendemos a canta o hino da França (Allons enfants de la Patrie / Le jour de gloire est arrivé), com toda a sala cantando a altos brados e marcando o compasso com os pés, aprendemos a cumprimentar César – o professor enrolado em um lençol e com dois galhos atrás da orelha – como gladiadores que iriam enfrentar a morte, aprendemos a importância de usar “boa tarde, bom dia, boa noite, com licença”, aprendemos que "É nas quedas que o rio mostra sua força e sua energia", a importância da pontualidade, que é importante Nosce te ipsum (conhece-te a si mesmo) e o conceito de Maktub.

Um homem que, mesmo sendo um fantástico cardiologista, ainda se formou em história e geografia, encontrou tempo para escrever, ensinar e, mais importante, ser um verdadeiro mestre e despertar em diversos alunos, como o fez comigo, o desejo real de aprender. Foi seguindo os conselhos deste homem – que as vezes ia dar aula todo de branco dizendo “vim de branco porque hoje pretendo ser BEM claro” – que incorporei o maior de seus bordões: sem muita leitura não há cultura.

E fecho com esse vídeo de um professor que, munido de um projetor e muita imaginação, também deu uma aula única.

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5 de abril de 2010 | Por Eden | Notícia, Pessoal

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Muita gente me pergunta se sou religioso e eu tenho ORGULHO de dizer que não. Não, eu não sou religioso. Como eu já disse antes eu até acredito em Deus – em uma força maior, se assim preferir – mas acha a maioria dos dogmas religiosos de uma imbecilidade sem tamanho.

Já vi todo tipo de palhaçada em nome da religião. De pais que deixaram o filho morrer pois a religião o proibia de receber transfusão de sangue até pais que mataram a filha por ela ter pecado ao beijar na face um colega de escola. Coisas que me assustam não só pela ignorância dos envolvidos mas pela crueldade dos atos. E poucos atos foram tão cruéis quanto o praticado por alguns jogadores evangélicos do Santos.

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Criança chorando? Onde? Eu só escuto se forem da minha igreja!

“Só ficamos sabendo quando chegamos ao local que se tratava de um ambiente espírita. Cada jogador tomou a atitude que achou conveniente, e acho que a religião de cada um precisa ser respeitada. Ninguém orientou a gente para que tomássemos essa atitude. Ela foi movida pela religiosidade de cada um. Isso não tem que virar polêmica.”

Você acabou de ler a explicação de Robinho, um dos imbecis, para o motivo de junto com Fábio Costa, Durval, Léo, Marquinhos, Neymar, Ganso e André não ter entrado em uma creche para distribuir ovos de páscoa no Lar Mensageiros da Luz, que cuida de crianças, adolescentes e adultos, portadores de paralisia cerebral e outras deficiências. Segundo os imbecis jogadores trata-se de um problema religioso, ou seja, por ser uma casa sustentada por um centro espírita – segundo Roberto Brum, um lugar do “Diabo”.

Graças a Deus – eu não estou sendo irônico – alguns jogadores não tinham a mesma postura/educação/crença dos xiitas evangélicos e distribuíram cerca de 600 ovos para as crianças. Eles, os jogadores que realmente tem Deus no coração apesar de não desmaiar em culto, pedir música evangélica no Fantástico e demonizar as crenças alheias, fizeram valer a ÚNICA regra que faz sentido: ame ao próximo.

É interessante como tem gente que usa a Bíblia como escudo para seus atos mais cretinos dando justificativas idiotas. São esses mesmo idiotas que ao chifrar a esposa ou encher a cara alegam ter sido possuído pelo mal e não tem coragem de assumir a merda que fazem. São esse idiotas que usam muletas religiosas para não ter que encarar de frente suas próprias fraquezas. São eles que se acham no direito de julgar crianças amparadas por uma entidade espírita – que duvido muito tenha selecionado as crianças e demais doentes por suas religiosidade – e negar-lhes uma breve alegria… em nome de Deus?

Será que esses bundões conhecem essa passagem da Bíblia? “Quando Jesus viu isso, ficou indignado e lhes disse: “Deixem vir a mim as crianças, não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas” (Mc 10:14 NVI).

Esse bosta desse Robinho não entra em creche mas não dispensa uma noitada numa boate com direito a escândalo sexual, né não, firmeza? Fazer uma caridade não pode mas pegar uma cadeiazinha de leve está tranquilo. Será que ele estava possuído?

Já que se trata de um “antro espírita” deviam fazer baixar o velho Al do Boga dar um recado pra Robinho, Ganso, Brum e sua turma.

Mereciam todos pegar um cranco no toba ou quebrar o joelho. E se querem perdão ou a outra face vão ao um centro espírita. Eles pregam isso lá.

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5 de abril de 2010 | Por Eden | Novas Mídias, Propaganda

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Vez ou outra me pego em intermináveis discussões sobre o fim do Twitter, sobre mesmice e sobre como as ações de marketing usando a ferramenta podem contribuir para o seu fim. Profetas do apocalipse, dirão vocês. Eu concordo. Em parte.

Já vemos um desgaste excessivo mesmo. Quer um exemplo, dê uma olhada nos mais retuitados do Migre.me. O que antes era uma referência de conteúdo interessante/relevante hoje é um apinhando de “dê RT para concorrer”. A timeline de qualquer usuário do Twitter é inundada por diversas vezes por dia de RTs promocionais.

A culpa disso ainda é a ideia idiota que alguns clientes – e certos profissionais – tem de quem número é tudo. Foda-se o relacionamento, a produção de conteúdo, um trabalho de crescimento continuo. O que vale é a estratégia Luciano Huck de crescimento no twitter, premie e eles virão. Virão sim, virão atrás de prêmios e estarão pouco se lixando para o que você tem a dizer. Você não vai criar amigos, vai criar interesseiros.

Essa “técnica” está realmente enchendo os pacovás dos Twitters que já não agüentam mais os RTs. Logo a turma justará seus ancinhos e tochas e sairá a caça… e não trará resultado algum porque infelizmente serão minoria. A raça sem conteúdo que acha que RT é cupom será sempre maioria.

Contudo nem tudo está perdido.

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A UT, grife internacional, achou uma forma mais que criativa de fazer com que os usuários do twitter assistam um comercial sem ao menos perceber – e ainda viralizem. Experimentem:

http://www.uniqlo.com/utweet/#/user/e_d_e_n

Colem o endereço acima no navegador e troquem meu nick do Twitter pelo seu. Pronto. Assistam.

Você viu um “show” usando seus tweets e de alguns amigos e, aproveitando, viu algumas das roupas da grife e provavelmene vai repassar o link. Usaram o twitter sem usar o twitter… e viralizaram no twitter sem pedir RT a seu ninguém.

Ainda há esperança.

Ah, a ação foi uma dica da @rosana.

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5 de abril de 2010 | Por Eden | Humor

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Esse aí deve ser irmão de Thomas Turbano e Paula Tejano. O família escrota, hein?

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1 de abril de 2010 | Por Eden | Novas Mídias, Propaganda, Vídeos

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Umas das coisas mais difíceis de emplacar uma campanha de Novas Mídias é o medo. Sim, caros amigos, o medo do cliente de enfrentar uma mídia nova onde ele não tem garantia de nada além de muita adrenalina. Diferente de anunciar na Globo, onde o cara vai lá, escolhe o horário, paga, vê anunciado e pronto, nas mídias sociais as variáveis são tantas que a e mera menção a tentar prever alguma coisa já gera desconfiança.

E, como se já não fosse difícil o suficiente vender uma campanha \ para o cliente uma agência tradicional ainda conta com toda a dificuldade que é entrar chutando a porta das mídias sociais. É preciso coragem, disposição e, mais que tudo, humildade para assumir que está aprendendo e que não é mais dona da verdade. Na verdade não é bem dona de coisa alguma.

O case que narro agora tem todos os ingredientes para uma bela novela mexicana… com final feliz.

Quando a Hágua, a agência pernambucana capitaneada por Hamilton Mattos, entrou na briga para tocar uma campanha em mídias sociais para a Club Social, eles tinham uma certa ideia de onde estavam se metendo. Uma certa ideia. As duvidas certamente incomodavam mas a confiança no trabalho da equipe – e de Dimas Roth, criativo a frente da campanha – os fizeram acreditar. Flashmobs, esses seriam o mote da campanha. E vamsimbora.

Quando Ely chegou aqui na Dani dizendo que havíamos sido contratados para a ação e me explicou que eram flashmobs eu soltei um “você não caiu na besteira de pegar a organização dos mobs, né?”. O meu receio é facilmente explicado. Ao contrário de quem assiste um flashmob no youtube imagina, criar, organizar e registrar essas “coisas” é BEM mais complicado do aparenta. “Não, vamos cuidar de divulgar e gerir os canais de mídias sociais”, respondeu Ely me tranqüilizando. Iámos cuidar só de divulgar na web e mensurar o sentimento das pessoas em relação a ação.

Bem, o interessante foi que tanto a Hágua como a Club Social entenderam de cara a lição mais importante das mídias sociais: escute! O primeiro flashmob foi mais “amador”, dentro do que podemos chamar de “comum”. Pessoas disparando uma coreografia em um lugar lotado. Pode parecer simples mas há toda uma lista de traquitanas, detalhes legais e exigências a ser considerada. É trabalhoso. Muito. O resultado foi o vídeo abaixo que, ao meu ver, ficou bem legal – ainda mais em se tratando de uma primeira experiência.

As opiniões ficaram divididas. Parte dos internautas elogiavam, parte criticavam. A grande maioria reclamava de haver uma marca por trás da ação, como se isso diminuísse seu valor, outra por ser um formato “batido”.… pfff.

A Hágua e Club Social ouviram as reclamações. E tentaram novamente. “Opa, tem gente reclamando de se tratar de algo comercial, como se tivéssemos tentado esconder isso” – quando o canal do Youtube onde o vídeo está é claramente da Club Social. “Estão reclamando do formato” – e pensaram em algo diferente. Convidaram os internautas de Fortaleza para participar e o resultado foi o vídeo abaixo.

É, eu tive um sentimento parecido com esse seu agora. “Não vai viralizar MESMO” lembro de ter pensado. Comercial demais, Flashmob de menos. E mais uma vez a Hágua e a Club Social prestaram atenção as reclamações e dessa vez aprenderam outra regra das mídias sociais: não dá para agradar a todos.

E era a vez do terceiro flashmob, agora em Recife. A Club Social sabia que estava em boas mãos. A Hágua sabia ter uma equipe competente. A Dani sabia ter uma boa oportunidade, jogando em casa. 400 pessoas foram convidadas para um flashmob diferente via canais de mídia social (Orkut e Twitter). A maior parte não sabia exatamente do que se tratava. Mais da metade achava que ia apenas ao cinema ver um filme por conta da Club Social. O resultado? O vídeo abaixo.

Eu não sei quanto a vocês, já que eu sou suspeito para dizer, mas eu achei FODA de bom.

O que algumas pessoas não entendem é que o principal objetivo de um flashmob, ou de uma ação do tipo, não é viralizar na web. Isso é uma conseqüência. O objetivo é tocar de forma singular aqueles que tiveram oportunidade de presenciar/participar, gerando um sentimento positivo a respeito de uma marca/produto. E isso vocês sem dúvida já conseguiram. O êxito é claro quando todos aqueles que participaram saem comentando a ação. Imaginem meu prazer a ler um comentário dizendo “o Flashmob inconfundível foi ótimo, pena que durou pouco. Quando haverá outro?”.

Eu só tenho que dar os parabéns a todos os envolvidos. :)

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