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1 de março de 2010 | Por Eden | Humor, Música, Vídeos

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Eu gosto da música. Sério. Uma das poucas do Legião que eu realmente curto. Primeiro um clipe animado para a música e depois um dos melhores textos que já vi sobre a música.

Eu adoro Eduardo e Mônica. É uma das músicas que descobri na famigerada fita pirata que minha vó me presenteou e deu início a meu universo músical. Hoje de manhã eu ouvi a música na rádio e automáticamente me lembrei de um e-mail que havia recebido muito tempo trás. Caixa de e-mail cavucada e revirada aí está o danado para que vocês possam rir como eu ri.

"Na música Eduardo e Mônica, do álbum "Dois" da Legião Urbana, de 1986, a figura masculina (Eduardo) é tratada sempre como alienada e inconsciente, enquanto a feminina (Mônica) é a portadora de uma sabedoria e um estilo de vida evoluidíssimos. analisemos o que diz a letra.

Logo na segunda estrofe, o autor insinua que Eduardo seja preguiçoso e indolente (Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar; Ficou deitado e viu que horas eram) ao mesmo tempo que tenta dar uma imagem forte e charmosa à Mônica (enquanto Mônica tomava um conhaque noutro canto da cidade como eles disseram).

Ora, se esta cena tiver se passado de manhã como é provável, Eduardo só estaria fazendo sua obrigação: acordar. Já Mônica revelaria-se uma cachaceira profissional, pois virar um conhaque antes do almoço é só para quem conhece muito bem o ofício.

Mais à frente, vemos Russo desenhar injustamente a personalidade de Eduardo de maneira frágil e imatura (Festa estranha, com gente esquisita). Bom, "Festa estranha" significa uma reunião de porra-loucas atrás de qualquer bagulho para poderem fugir da realidade com a desculpa esfarrapada de que são contra o sistema. "Gente esquisita" é, basicamente, um bando de sujeitos que têm o hábito gozado de dar a bunda após cinco minutos de conversa. Também são as garotas mais horrorosas da via-láctea. Enfim, esta era a tal "festa legal" em que Eduardo estava. O que mais ele podia fazer?
Teve que encher a cara pra agüentar aquele pesadelo, como veremos a seguir.

Assim temos (- Eu não estou legal. Não agüento mais birita). Percebe-se que o jovem Eduardo não está familiarizado com a rotina traiçoeira do álcool. É um garoto puro e inocente, com a mente e o corpo sadios. Bem ao contrário de Mônica, uma notória bêbada sem-vergonha do underground.

Adiante, ficamos conhecendo o momento em que os dois protagonistas se encontraram (E a Mônica riu e quis saber um pouco mais Sobre o boyzinho que tentava impressionar). Vamos por partes: em "E a Mônica riu" nota-se uma atitude de pseudo-superioridade desumana de Mônica para com Eduardo. Ela ri de um bêbado inexperiente! Mais à frente, é bom esclarecer o que o autor preferiu maquiar. Onde lê-se "quis saber um pouco mais" leia-se" quis dar para"! É muita hipocrisia tentar passar uma imagem sofisticada da tal Mônica.

A verdade é que ela se sentiu bastante atraída pelo "boyzinho" que tentava impressionar"! É o máximo do preconceito leviano se referir ao singelo Eduardo como "boyzinho". Não é verdade. Caso fosse realmente um playboy, ele não teria ido se encontrar com Mônica de bicicleta, como consta na quarta estrofe (Se encontraram então no parque da cidade A Mônica de moto e o Eduardo de camelo). Se alguém aí age como boy, esta seria Mônica, que vai ao encontro pilotando uma ameaçadora motocicleta. Como é sabido, aos 16 (Ela era de Leão e ele tinha dezesseis) todo boyzinho já costuma roubar o carro do pai, principalmente para impressionar uma maria-gasolina como Mônica.

E tem mais: se Eduardo fosse mesmo um playboy, teria penetrado com sua galera na tal festa, quebraria tudo e ia encher de porrada o esquisitão mais fraquinho de todos na frente de todo mundo, valeu?
Na ocasião do seu primeiro encontro, vemos Mônica impor suas preferências, uma constante durante toda a letra, em oposição a uma humilde proposta do afável Eduardo (O Eduardo sugeriu uma lanchonete Mas a Mônica queria ver filme do Godard). Atitude esta, nada democrática para quem se julga uma liberal.

Na verdade, Mônica é o que se convencionou chamar de P.I.M.B.A (Pseudo Intelectual Metido à Besta e Associados, ou seja, intelectuerdas, alternativos, cabeças e viadinhos vestidos de preto em geral), que acham que todo filme americano é ruim e o que é bom mesmo é filme europeu, de preferência francês, preto e branco, arrastado para caralho e com bastante cenas de baitolagem.
Em seguida Russo utiliza o eufemismo "menina" para se referir suavemente à Mônica (O Eduardo achou estranho e melhor não comentar. Mas a menina tinha tinta no cabelo). Menina? Pudim de cachaça seria mais adequado. Ainda há pouco vimos Mônica virar um Dreher na goela logo no café da manhã e ele ainda a chama de menina? Além disto, se Mônica pinta o cabelo é porque é uma balzaca querendo fisgar um garotão viril. Ou então porque é uma baranga escrota.

O autor insiste em retratar Mônica como uma gênia sem par. (Ela fazia Medicina e falava alemão) e Eduardo como um idiota retardado (E ele ainda nas aulinhas de inglês). Note a comparação de intelecto entre o casal: ela domina o idioma germânico, sabidamente de difícil aprendizado, já tendo superado o vestibular altamente concorrido para Medicina. Ele, miseravelmente, tem que tomar aulas para poder balbuciar "iéis", "nou" e "mai neime is Eduardo"! Incomoda como são usadas as palavras "ainda" e "aulinhas", para refletir idéias de atraso intelectual e coisa sem valor, respectivamente.

Na seqüência, ficamos a par das opções culturais dos dois (Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, De Van Gogh e dos Mutantes, De Caetano e de Rimbaud). Temos nesta lista um desfile de ícones dos P.I.M.B.A., muito usados por quem acha que pertence a uma falsa elite cultural. Por exemplo, é tamanha uma pretensa intimidade com o poeta Manuel de Souza Carneiro Bandeira Filho, que usou-se a expressão "do Bandeira". Francamente, "Bandeira" é aquele juiz que fica apitando impedimento na lateral do campo. O sujeito mais normal dessa moçada aí cortou a orelha por causa de uma sirigaita qualquer. Já viu o nível, né? Só porra-louca de primeira. Tem um outro peroba aí que tem coragem de rimar "Êta" com "Tiêta" e neguinho ainda diz que ele é gênio!

Mais uma vez insinua-se que Eduardo seja um imbecil acéfalo (E o Eduardo gostava de novela) e crianção (E jogava futebol de botão com seu avô). A bem da verdade, Eduardo é um exemplo. Que adolescente de hoje costuma dar atenção a um idoso? Ele poderia estar jogando videogame com garotos de sua idade ou tentando espiar a empregada tomar banho pelo buraco da fechadura, mas não. Preferia a companhia do avô em um prosaico jogo de botões! É de tocar o coração. E como esse gesto magnânimo foi usado na letra? Foi só para passar a imagem de Eduardo como um paspalho energúmeno. É óbvio, para o autor, o homem não sabe de nada.

Mulher sim, é maturidade pura.

Continuando, temos (Ela falava coisas sobre o Planalto Central, Também magia e meditação). Falava merda, isso sim! Nesses assuntos esotéricos é onde se escondem os maiores picaretas do mundo. Qualquer chimpanzé lobotomizado pode grunhir qualquer absurdo que ninguém vai contestar. Por que? Porque não se pode provar absolutamente nada. Vale tudo! É o samba do crioulo doido. E quem foi cair nessa conversa mole jogada por Mônica? Eduardo é claro, o bem intencionado de plantão. E ainda temos mais um achincalhe ao garoto (E o Eduardo ainda estava no esquema escola -- cinema -- clube -- televisão). O que o Sr. Russo queria? Que o esquema fosse "bar da esquina -- terreiro de macumba -- sauna gay -- delegacia"?? E qual é o problema de se ir a escola?!?

Em seguida, já se nota que Eduardo está dominado pela cultura imposta por Mônica (Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia, teatro, artesanato e foram viajar). Por ordem:

1) Teatro e artesanato não costumam pagar muito imposto.
2) Teatro e artesanato não são lá as coisas mais úteis do mundo.
3) Quer saber? Teatro e artesanato é coisa de viado!!!

Agora temos os versos mais cretinos de toda a letra (A Mônica explicava pro Eduardo Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar). Mais uma vez, aquela lengalenga esotérica que não leva a lugar algum. Vejamos: Mônica trabalha na previsão do tempo? Não. Mônica é geóloga? Não. Mônica é professora de química? Não. A porra da Mônica é alguma aviadora? Também não. Então que diabos uma motoqueira transviada pode ensinar sobre céu, terra, água e ar que uma muriçoca não saiba?

Novamente, Eduardo é retratado como um debilóide pueril capaz de comprar alegremente a Torre Eiffel após ser convencido deste grande negócio pelo caô mais furado do mundo. Santa inocência… Ainda em (Ele aprendeu a beber), não precisa ser muito esperto pra sacar com quem… é claro, com a campeã do alambique! Eduardo poderia ter aprendido coisas mais úteis, como o código morse ou as capitais da Europa, mas não. Acharam melhor ensinar para o rapaz como encher a cara de pinga. Muito bem, Mônica! Grande contribuição!

Depois, temos (deixou o cabelo crescer). Pobre Eduardo. Àquela altura, estava crente que deixar crescer o cabelo o diferenciaria dos outros na sociedade. Isso sim é que é ativismo pessoal. Já dá pra ver aí o estrago causado por Mônica na cabeça do iludido Eduardo.
Sempre à frente em tudo, Mônica se forma quando Eduardo, o eterno micróbio, consegue entrar na universidade (E ela se formou no mesmo mês em que ele passou no vestibular). Por esse ritmo, quando Eduardo conseguir o diploma, Mônica deverá estar ganhando o seu oitavo prêmio Nobel.

Outra prova da parcialidade do autor está em (porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação). É interessante notar que é o filho do Eduardo e não de Mônica, que ficou de segunda época. Em suma, puxou ao pai e é burro que nem uma porta. Em suma, Mônica uma total escrota e Eduardo um otário. Sem dúvida Renato Russo defendia o seu time, ele era realmente uma feminista.

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1 de março de 2010 | Por Eden | Humor

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Todo mundo tem um amigo sequelado, um escroto e um idiota, que não é exatamente amigo, mas que vez ou outra insiste, contra a vontade de todos, de sair com vocês. Neste dia em especial eu estava acompanhado dos três.

Antes de tudo vou falar um pouco sobre o grupo que, naquele dia, se deslocava para João Pessoa, indo para um Rave que iria acontecer lá. Rave? Eden? Como assim? Calma, não vai ser hoje que vão me ver curtindo este tipo de som, eu estava indo porque tínhamos cuidado da divulgação da festa e eu precisava fazer uma frentezinha com o cliente. Os outros iam porque era boca livre mesmo.

Eu dirigia enquanto ao meu lado estava Carlos Cajueiro, excelente fotografo e grande amigo, escroto de marca maior, e com grande aptidão em pregar peças nos outros. Atrás iam Paulo Petitinga, ogro baiano, boa praça e um sacana sequelado. Do lado dele vinha o alvo. Vou chamá-lo de Zé, Zé Ruela, para proteger a identidade do coitado e privá-lo da vergonha de ver esta história se tornar pública.
Se o pai dele fica sabendo dessa história corta a mesada do coitado (sim, o inútil, do alto de seus vinte e poucos anos, recebe mesada do papai).

Zé Ruela é o tipo de cara que você definitivamente não quer no seu grupo. Espaçoso, mentiroso e boçal, come mortadela e arrota caviar. Paga de rico mas tem cadastro em todas as lojas da 25 de março. O relógio é Rollex (com dois eles mesmo), o tênis é Naike (com ai mesmo) e carteira é Vitor Ugo (sem o h). Segundo ele já pegou todas as grandes modelos da cidade mesmo parecendo um lutador de sumô e não conseguindo manter uma conversa inteligente nem que isso lhe custasse a vida. Ou seja, o Zé Ruela era uma companhia indesejada e o alvo perfeito.

Estou eu concentrado no volante, curtindo o Amado batista que rolava no som (sempre me disseram que em Rave rolavam drogas e eu já estava no clima), quando peguei parte da conversa.

- Oxe, tu trouxe lança, foi Zé? – Cajueiro perguntou rindo.
- To aqui com o tubo entocado. – respondeu o gordo.
- Ei, porra, tu trás esta merda e se a policia nos pegar vai todo mundo pro tapa – me meti na conversa.
- Deixa de frescura, Eden, tu não quer é dizer ao gordo o que tu trouxe aí. – pelo olhar e pelo tom de voz percebi que lá vinha tiração de sarro.
- Cajueiro, porra, a gente tinha combinado que era segredo. – entrei na dele.
- Que nada, porra, dá pra dividir com os caras.
- O que é? Frescura, diz aí… o que é? – o gordo, como todo idiota, ficou curioso e caiu na conversa.
- Acho melhor não contar. – disse Paulo, que já tinha entendido o que estava acontecendo.
- Porra, Caju, contasse pra Paulo também?
- Aí é foda, só eu que não sei? Sacanagem.
- Patrão, posso contar?
- Conta, agora já foi mesmo. – falei sem saber o que viria da mente doentia de Caju.
- Gordo, é o seguinte – Caju falou baixando o tom, como se contasse um segredo – o Patrão me encomendou uma parada das brabas e eu trouxe o negócio aqui comigo.
- É? O que é? Diz aí!

Silêncio, só som rolava. Caju fazia uma cara suspeita, como se tivesse cometendo um grande crime.

- Vai cacete, diz aí!
- Eu trouxe a Brizola, velho.
- O quê?
- Brizola, velho. O pó, ta ligado?
- Pó?
- É, porra, cocaína.
- Oxe, mentira da porra, Eden pediu a tu cocaína? Eden é careta que chega a ser chato.
- Careta na frente dos outros, porra. Mas no meio dos amigos o cara arregaça. O cara é publicitário, né, gordo? Todo publicitário arregaça.

Juro que nessa hora eu achei que Caju tinha estragado a estória. Eu e drogas? Nem o Zé seria tão idiota pra cair nessa, não era possível.

- Caralho, velho, sempre quis experimentar essa porra. Mermão, você vão deixar eu dar uma fungadinha, né? – nunca superestime um idiota.
- E aí, Eden, rola?
- Rapaz, sei não, se o pai dele souber…
- Rapazzzzzzz… – Paulo resolveu fazer a parte dele na pegadinha – esse gordo nunca experimentou, vai ficar vidradão, viajando…
- Frescura, porra, sacanagem, deixa, vai.
- Tá bom, gordo, chegando lá tu dá uma cafungada por conta da casa – Caju emendou enquanto eu parava no posto para abastecer.
- Patrão, quando chegar em Jampa dá uma parada em uma farmácia. Vamos comprar adoçante em pó.
- Farmácia a essa hora? Sei não…
- Bom, se não tiver farmácia vai ser no açúcar refinado mesmo.
- Caralho, ao invés de overdose o gordo vai ter é diabetes.

O esquema estava montado.

Como não havia farmácia aberta no caminho o jeito seria apelar para o açúcar. Chegamos à festa e demos um jeito de despistar o gordo por alguns instantes, deixando ele com Paulo. Montada a cena era hora de chamar o otário, digo, o gordo.

Deixamos que o gordo tomasse alguma coisa e desse umas bicadas na lança dele, quanto mais anestesiado melhor afinal na festa não tinha açúcar refinado e o negócio ia ser na base do açúcar cristal mesmo.

- E aí, gordo, bora?
- Demorou. Cadê a parada?
- Ta ali, Caju ta ajeitando. Paulo, pega aí a lança do gordo, se ele travar não cai com essa merda na mão – falei o alto de meu total desconhecimento sobre os efeitos da cocaína.
- Pega aqui, baiano. Cuidado com essa merda, hein?
Caju, escroto, fazia todo o leriado. Cara de desconfiado, protegendo a mesa com o corpo. Fez então três carreiras de “coca”. O gordo deu um pulo para frente, animado, tropeçando.
- Oxe, pode parar. A primeira é minha. – Cacete, pensei, não acredito que Caju vai dar uma cafungada no açúcar. É entrar demais no personagem. Mas Caju é safo. Ele pegou uma nota de dez reais, enrolou, assumiu a posição e… soprou o açúcar pra longe, protegendo a cena com o corpo para que o gordo não pudesse ver direito.
- Ahhhhhhh – disse com o ar travado – boa demais essa, é da colombiana, macho. Profissional.

Caju ficou todo retesado, olhando pra cima e balançando a cabeça para os lados, de olhos fechados. O gordo, estático, observava com um misto de desejo e apreensão. De repente Caju olha pra ele com os olhos injetados, o viado parecia estar possuído pelo tinhoso – não imaginava que ele fosse tão bom ator, e grita jogando perdigotos na cara do Zé Ruela.

- Vai logo, porraaaaaaaaaaaaaaaaaa. Mermãoooooooooooooooooo.

O gordo puxou um canudo do bolso e deu um passo a frente. Poft. Um tapão de Caju derrubou o canudo no chão.

- Qual foi, Caju? Endoidou?
- Oxe, gordo, ta de onda? Quer cheirar com canudinho? Porra nenhuma. Tem que cheirar com a onça ou não cheira.
- Tá massa – e o gordo enrolou uma nota de cinqüenta mangos para usar de canudo.

Silêncio. Todo mundo segurando o riso. O gordo preparado. Paulo roxo, sem ar. E vem a primeira puxada. Snifffffffffffffffffffffffffff.

- Caralho, velho, essa porra é doce!?
- Doce?! – Caju irrompeu em risadas – O cara tá viajando. Mermão, a parada é o seguinte, a coca parece diferente pra cada pessoa. Pra mim é azeda, pra Eden é ácida e tu deu sorte, pra tu ela é doce!
- E é?
- Mermão, vá fundo, arregace a outra carreira.
Sniffffffffffffffffffffffffffffff.
- Uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuu. Velho, to travadão! – o gordo falou entre os dentes enquanto jogava a cabeça pra trás e começava a pular.

Eu fiquei com o “canudo” dele, ganhei cinquenta mangos, Caju quase teve um troço de tanto rir e Paulo vendeu o lança para um dos seguranças. E o gordo? Dançou travado a noite toda. Empurrou a turma na pista, pegou no cabelo das garotas e se sentiu o playboyzinho drogado durante toda noite. Só descobriu que tinha cheirado açúcar uns oito meses depois.

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1 de março de 2010 | Por Eden | Bizarro

0001 
Nem precisa dizer nada, precisa?

escada

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1 de março de 2010 | Por Eden | Novas Mídias, Propaganda

0005 
Ah, o melhor da mídia social é que ela é MUITO barata, só você vendo. É, vá pensando assim, Zé Ruela, vá mesmo. Esse é seu primeiro erro. E o que começa errado…

Qualquer um que entende de propaganda pode vir a discutir comigo que é um fato que mídia social é mais barata que a mídia convencional. Qualquer um que já pagou R$ 120.000 por UMA página de revista ou R$ 420.000,00 por um anúncio de 30s na TV faz essa conta sem muito problemas. Mas estamos falando de mais barato e não DE GRAÇA como acham alguns!

A Darpa, ela mesma, a agência fodona de tecnologia militar americana, já tirou a prova dos nove e concluiu que as coisas não são exatamente de graça nas mídias sociais como pensam muita gente. Você ler esse post, se quiser mais detalhes, ou se ligar num resumo abaixo:

Algumas coisas devem ser observadas para que um internauta possa aderir a uma ação: ele não pode ter custo com isso, ele deve ter um objetivo claro, esse resultado deve poder ser mensurado e no fim das contas ele deve ganhar algo com isso. Opa, Eden, se fosse assim ninguém iria aderir a campanha como “salvem as foquinhas” no Twitter e afins, afinal o que elas ganham com isso? Status? Pagam de antenadas, ecológicas e melhoram a imagem perante os seguidores? Ajudam a balancear o Karma?

Por favor, não sejamos inocentes nem hipócritas. A adesão é SEMPRE maior do ponto de vista comercial quando se GANHA alguma coisa de verdade. E quanto maior a COISA a ser ganhar maior a adesão, maior a divulgação espontânea, maior chance de viralizar. Vide o caso do “melhor emprego do mundo” que gerou 100 milhões de dólares em mídia em todo mundo. Ganhou muito e… gastou muito. Gastou cerca de 1,6 milhão de dólares. Menos do que gastaria se fosse comprar toda mídias conquistada, bem menos, mas ainda assim muito.

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É comum sermos chamados para conversar com um cliente que nos apresenta verba de R$ 1.500,00 para uma ação em mídias sociais. Sério. Na primeira vez que isso aconteceu eu respondi com um “vamos comprar R$ 1.500,00 de velas, acendê-las e rezar para que dê resultado”. Eu sei, eu sei. Mas percebi que achavam que era barato assim porque era o que ouviam falar. Telefone sem fio. Hoje eu explico, como estou explicando para vocês, que o buraco é mais embaixo. Bem mais lá embaixo. Não adianta você gastar R$ 150.000,00 em mídia tradicional e vir com 1% para mídia social. Assim como não adianta você criar sua campanha toda e depois de tudo pronto resolver gastar a rebarba com mídia social, sem planejamento, sem tempo e sem nada mais. Alguém vai dizer que faz, alguém vai pegar seu dinheiro, alguém vai “criar” resultados. Mas esse alguém não serei eu nem nenhum outro profissional sério. Quer resultado? Invista. Usar Twitter, Orkut, Facebook e afins não tem custo mas criar, planejar e executar sim.

A convergência custa dinheiro. Usar a mídia tradicional e a social juntas. Bem planejada ela é matadora. O acabamento de uma boa ação custa dinheiro. Um bom site, perfis com backgrounds legais, avatares bem produzidos fazem parte do jogo. A execução custa dinheiro. Uma ação que tem 500 citações por hora no Twitter exige um trabalho cavalar. Seus relatórios custam dinheiro. Ou você acha que aqueles relatórios imensos que você gosta de apresentar a diretoria para provar que estar a frente de seu tempo e investir em mídia social foi uma ideia genial se preparam sozinhos?

IDEIAS CUSTAM DINHEIRO. Lembre disso. Fazer o que todo mundo faz é relativamente simples, fazer sua ação se destacar é uma pouco mais complicado. Ah, deixemos a modéstia de lado. É complicado PRA CACETE. O conhecimento necessário para se criar uma boa ação deve ser BEM REMUNERADO. Quando será que clientes aprenderão isso? Quando será que nós aprenderemos a defender isso junto aos clientes?

Todo esse texto nasceu da nova ação da Pantene que usa tudo isso. Convergência, mexe com sonhos, dá um prêmio e tanto e usa mídias sociais. Não vou analisar se estão fazendo certo o que estão fazendo mas posso dizer uma coisa: estão bem conscientes das necessidades da mídia e dos desejos dos clientes. Eles podem até não conseguir o prato mais gostoso do mundo mas seguiram direitinho a receita, juntaram os ingredientes certos. Vamos ver agora se eles tem boa mão pra cozinha.

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1 de março de 2010 | Por Eden | Crônica, Curioso

0003 
Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos
rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde,
acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV
demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos
freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos
à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a
rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas
não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo,
mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos
menos; planejamos mais, mas realizamos menos..

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais
informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos
comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do ‘fast-food’ e da digestão lenta;
do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e
relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas
chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral
descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das
pílulas ‘mágicas’.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na
dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te
permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar
‘delete’.

Lembre-se de ficar mais tempo com as pessoas que ama, pois elas
não estarão aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo,
pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer ‘eu te amo’ à sua companheira(o)
e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame…
se ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor,
quando vêm de lá de dentro.

Por isso, valorize sua familia e as pessoas que estão ao seu lado, sempre.

Texto de George Carlin que vi no Corto Cabelo e Pinto.

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