Archive for dezembro, 2009

Retrospectiva 2009 do Passinho

quinta-feira, dezembro 31st, 2009

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O ano de 2009 está chegando ao fim… e que chegue logo. Não é um ano que me trará muitas boas lembranças. Muitas coisas boas aconteceram, é verdade, e tanta outras ruins o que deixou a coisa meio que… err… equilibrada?

Conseguimos realizar o Porto Cai na Rede – considerado por muitos a maior ação de Social Media do Brasil – e terminamos por levar um calote fenomenal do secretário de turismo de Ipojuca Diego Jatobá. Ficou a experiência, as amizades, o resultado e a briga na justiça.

Em 2009 a Social Media começou a se tornar atraente em Recife, o que é bom, mas por outro lado todo mundo que fazer mas ninguém quer gastar com isso. Agências catam estagiários que tenham Twitter e leiam blogs e os elegem “núcleos de Social Media”. Recife termina o ano sem NENHUMA ação com um mínimo de relevância além do Porto Cai na Rede. Mas em 2010 as coisas podem mudar e aparentemente meus planos de procurar emprego em São Paulo podem vir a ser frustrados.

Em 2009 uma empresa minha fechou as portas – incompatibilidade com o sócio – e as propostas de trabalho que surgiram, sejam elas de novas sociedades ou de emprego – foram em sua maioria risíveis. Mas entro em 2010 com boas possibilidades.

Conheci pessoas especiais, fiz novos amigos, vi a luz numa conversa com Pedro Porto, recebi o apoio da galera da Fishy, me diverti com os erros e acertos que aconteceram na web. Em 2009 descobri que sou empreendedor, não posso mudar isso, mas que a peste da Social Mídia se tornou um caso de amor, por mais que não me renda dinheiro de fato. Em 2010 quero continuar empreendendo e trabalhando com mídias sociais.

Em 2009 comecei com o Passinho aqui, neste endereço. Aqui ele ganhou identidade. Daquele blog que recebia 120 visitas dia – e que me deixava eufórico como 120 pessoas podiam querer ler as bobagens que eu escrevia – hoje tenho um blog onde cerca de 3000 pessoas por dia lêem as baboseiras que eu escrevo. Pessoas a quem só posso agradecer afinal é para vocês que escrevo.

Que 2010 chegue, que a briga para receber a grana do Porto Cai na Rede siga em frente – essa briga verá várias viradas de ano, que eu me mude para SAMPA – ou não – que Recife comece de verdade a investir em Social Media, que meus pequenos empreendimentos sejam um sucesso, que meu filho passe de ano direto, que eu não passe o ano tão apertado e, que tão importante quanto todo o resto, vocês continuem a vir aqui ler minhas bobagens.

Ah, paz mundial não vou desejar. Deixo isso para as BBBs. E, para fechar uma retrospectiva do Passinho. Divirtam-se.

FEVEREIRO:

Seria a nova mídia ouro de tolo?
Propaganda, novas mídias e o perigo da temida “bolha”
Separados no nascimento
Um dos comerciais mais divertidos que já vi
O carnaval multiputarial do Recife
Verdades que não podem ser contestadas
A primeira depilação do toba – o desafio de uma mulher
Coisas que aprendi com Jack Bauer
Judeu depravado, árabe feliz
Humor come quieto
E depois dizem que FPS é que incitam a violência…
Criança filma fantasma com celular
Mulher é como cozinha de restaurante…
Música para os momentos certos
Queria essa cara no meu time no meio de um tiroteio
“Carrim” é falta. Falta de porrada.
A fauna encontrada nos ônibus
Porta caneta que dá ré no quibe
A boneca de Cláudia Ohana
De quem foi a ideia de Calypso no Nobel?
O que aprendi com Paulo Coelho
O final e o “final” de Caverna do Dragão
Todo mundo tem um amigo alma sebosa

MARÇO:

Ui, fudeu!
Localizado o mascote do Sport
A polêmica sobre propaganda no twitter
Patrocínio perfeito…
Sim, cartão de visita faz parte
Putz, você é um gato!
Fazer diferente é fazer diferença
Precisa responder?
Bruce Lee x Homem de Ferro
Comendo sushi como se deve… ou não.
Algumas ações interessante em ônibus
Monagorda, arte com hamburguers
Alguns anúncios muito legais
Como emputecer um diretor de arte
Tá, tá bom, vou falar de Doritos
Bocarra
A melhor fantasia EVER
Essa babaquice chamada publieditorial
É, definitivamente a Mearim tem concorrência…
As principais séries que marcaram minha infância
Cabaço, esse supervalorizado.
Viral da Kibon?
Religião e bunda de vagalume só brilham no escuro
Banheiro do casal, a zona de guerra.
Why so… ai!
Será que um dia chegaremos a isso?
Quem foi rei nunca perde a majestade. Viva Chico.

E amanhã tem mais dois meses. Espero que dêem uma olhada, deu um trabalho danado pra selecionar.

A boa e velha pegadinha

quarta-feira, dezembro 30th, 2009

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A maior prova de que a desgraça alheia nos diverte é a famosa pegadinha. A pegadinha é a evolução natural do trote – que fez a alegria de milhares de adolescentes – e que hoje virou estrela de programas de rádio e TV.

Veja o caso de Mução, responsável por algumas das mais engraçadas de todos os tempos como essa aqui embaixo, uma de minhas preferidas. Com vocês… Chico Butico:

Eu acho que esse tipo de pegadinha funciona melhor com nordestino. Só nossa raça pra pegar ar de verdade com essas besteiras. Se bem que não imagine que ele liga com essa voz – ele liga com a voz norma e depois dubla – nem liga apenas um dia. Tem gente que ele pentelha por semanas até o cara perder de verdade a paciência.

Mas nem só de profissionais vivem as pegadinhas. Vejam só esse TROTE que a polícia de Pernambuco passou em um novato. Eu morri de rir, confesso.

Pegadinha da PM

Para mais pegadinhas do Mução cliquem AQUI.

Ah, tem ouro lá dentro (ou como quebrar um negócio que vai bem)

terça-feira, dezembro 29th, 2009

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50% das empresas abertas no Brasil não atingem o primeiro ano de vida. Outros 30% não atingem o segundo. Assustador, não é mesmo? Muita gente ao quebrar uma empresa coloca a culpa na carga tributária, na falta de acesso a empréstimos junto aos bancos federais, a economia mundial e muita outras. Geralmente tem relação, isso é um fato, mas, acredite, raramente é o principal culpado.

Na maioria das vezes o culpado da morte prematura da empresa é o despreparo dos sócios, a falta de planejamento, de um plano de negócio ou mesmo culpa de ser ir com muita sede ao pote.

Se você abre um negócio e, mesmo não estando funcionando redondinho, ele está bem que tal esperar ele atingir alguma maturidade administrativa e econômica antes de tentar expandir ou ampliar seus horizontes empresariais? Que tal ter um pouquinho de cuidado com o novo negócio e esperar a casa estar devidamente arrumada antes de sair enfiando os pés pelas mãos?

Ah, Eden, as vezes a oportunidade é simplesmente impossível de se deixar passar! É verdade, as vezes é. Quer arriscar? Arrisque, oras, mas ciente de que está colocando não um novo negócio em risco mas os dois – principalmente se você mistura as contas deles.

Exagero seu, Eden, as vezes funciona! É, funciona. As vezes. Deixa eu desenhar para você.

catarro

Você casa, espera se estabilizar, resolve ter um filho. A criança nasce, existe todo um processo envolvendo o pimpolho e, pimba, 2 anos depois você resolve ter outro. Foi trabalhoso, lógico, mas você conseguiu resolver bem a situação afinal na fase onde seu filho inspirou mais cuidados você tinha apenas um e pode dar atenção integral a ele. Quando ele já andava sozinho você resolveu ter outro e a experiência anterior o ajudou a ser um pai melhor.

Já outro casal casou, engravidou, e teve uma criança. Com um mês de nascido o filho a mãe engravidou novamente. Quando o segundo filho nasceu os custos eram dobrados, os cuidados dobrados, o trabalho dobrado afinal eram duas crianças precisando muito de atenção. Mas eles conseguiram. As duas crianças sobreviveram. Apesar de tudo em ambos os casos as duas famílias sobreviveram apesar da segunda ter tido um tempo mais difícil. Aparentemente.

A segunda família tem dois remelentos problemáticos, afinal eles dividiram a atenção dos pais e não tiveram os cuidados ideais. A mãe abandonou carreira emendando um filho no outro e parou de trabalhar virando dona de casa. Hoje tem o corpo de uma jaca afinal não teve tempo de se cuidar nem de se recuperar da primeira gravidez. O marido, frustrado porque teve que fazer escolhas ruins para poder bancar a aventura ainda vive com a piranha que arrumou de amante por conta do recesso estendido de sua amada esposa. E eu não chamo isso de ser feliz para sempre.

Não é apenas sobreviver que importa. É cresce bem, com saúde.

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Meter os pés pelas mãos é abrir o ganso dos ovos de ouro achando que por por ovos de ouro ele está bem recheado e, lá dentro, só achar merda. É um risco muito grande que se corre. Você termina por matar um negócio que vinha bem, vinha crescendo e tinha futuro, sufocando-o com os problemas de outro – inclusive os financeiros se você for burro como uma porta.

E, amigo, um negócio é realmente como uma criança… qualquer trauma causado em sua formação pode ser muito, muito complicado de se resolver. Não coloque todos os ovos numa única cesta, é arriscado, mas mais arriscado ainda é por fogo no galinheiro.

A barbie retorna…

segunda-feira, dezembro 28th, 2009

Eu já falei dela, a barbie siliconada de academia que diz ser a maior pegadora de mulher de Curitiba. Eu acredito que ela pegue.

- Venha cá, racha, agora!
- Aí, larga meu cabelo!
- Largo não, não e não. Eu vou A-C-A-B-A-R com você!
- Saí daqui, o que eu fiz?
- Você também tem silicone, sua vadia. E já dizia o delicioso Christopher Lambert: só pode haver um! E sou eu!

Ele deve pegar todas sim.

Vejam a nova empreitada do sujeito que, não satisfeito com a vergonha alheia bsurda gerada pelo vídeo anterior, resolveu agora mostrar seus dotes músicais.

Além de parecer com o Ariete, de He-man, o idiota ainda está usa uma camisa da Argentina? É ser muito pau no cu MESMO. Agora eu sei porque as curitibanas debandam pro nordeste atrás de homem.

Seu viral nas alturas ou sob as águas

segunda-feira, dezembro 28th, 2009

Eu já discuti sobre o “lado ruim” de um viral em outro post. Nem sempre gerar comoção, mídia espontânea e provocada e milhares de visualizações pode significar exatamente sucesso.

Um dos grandes virais do ano foi o case do Balloon Boy, um garoto que supostamente teria decolado com um balão caseiro e estaria perdido nos céus dos EUA, para desespero dos pais e comoção de milhares de pessoas que transformaram isso no assunto mais discutido em qualquer lugar que estivesse ao alcance da web. Jornais por todo mundo noticiaram o caso, se tornou rapidamente um dos assuntos mais falados no Twitter, mereceu postagem em milhares de blogs. Do ponto de vista da viralização foi genial.

Mas era fake. O menino estava escondido na garagem por orientação do pais, que buscavam “aparecer” para se tornarem mais atraentes do ponto para a mídia – queriam participar de Reality Shows. Como resultado os pais foram condenados a prisão, a uma multa de U$ 42.000,00 – que deve ser facilmente paga com a venda dos direitos sobre um possível livro e que não representa 1% da mídia que terminaram por provocar.

*Oct 15 - 00:05* 

“Muito bem, filhão, agora segura a onda e não dá com a língua nos dentes, hein?”

Viralizar viralizou mas o resultado foi longe de ser positivo.

Por outro lado temos o caso da Troller. A cerca de 10 dias atrás eu estava numa reunião sobre Social Media quando citei esse caso. Antes de dar seguimento vamos mostrar sobre o que falo.

Durante a terrível chuva que castigou São Paulo dia 08 de dezembro a Record transmitia o caos ao vivo de seu helicóptero quando um motorista pra lá de corajoso resolveu enfrentar as águas revoltas. Mas não era qualquer carro, lógico, era um Troller, figurinha fácil em rallys e trilhas. Ninguém deu crédito ao cara, achando que ia tomar no parreco mas, pasmem, eles conseguiu realizar uma façanha que logo viralizou aproveitando não só a incrível façanha como o interesse do público pelo caos enfrentado pelos paulistas.

Um viral espontâneo, como centenas de outros, mas que divulgava uma marca em especial.

Mas voltando a minha reunião eu discutia como aquilo podia ter de fato sido planejado de forma muito oportunista e cara. Um motorista em um lugar certo, um Troller e uma boa grana para a Record e… alakazam, um viral. Claro que estou desconsiderando o risco do carro não ter passado e a coisa meio que funcionar ao contrário mas que podia ter sido planejado, isso podia.

Só que parte da graça de um viral é o povo achar que não foi planejado, óbvio. Bem, planejado ou não o fato é que a própria Troller agora quer achar o autor da façanha tendo criado até um hotsite para isso, o http://www.troller.com.br/motorista/. Ou seja: ou foi um golpe de sorte ou um viral absurdamente caro.

No fim das contas prova duas coisas: que um bom viral precisa de planejamento ou dinheiro e que um bom viral pode surgir de lugar nenhum por isso é sempre bom “manter os olhos abertos” afinal mesmo que a Trole não tenha nada a ver de verdade com o acontecido a agência poderia ter ajudado muito na viralização assim que a coisa caiu na web. Se é que não ajudou.

Sim, eu tenho minhas teorias conspiratórias!

Comercial de combate ao uso do álcool no transito.

segunda-feira, dezembro 28th, 2009

Educação nunca funcionou. Nunca. Não adianta vir com anúncios “comuns”. A pessoa que bebe e dirige sabe bem a merda que está fazendo mas, no estado bebum, acredita que “não há mal algum”. Há e isso precisa ser mostrado, coisa que esse IMENSO anúncio criado para uma ONG australiana faz com maestria.

FODA.

Nessa virada de ano lembre do que viu antes de encher a lata de cana e pegar a direção.

Catei lá no MARAVILHOSO Saber é bom demais.

Farinha do mesmo saco?

domingo, dezembro 27th, 2009

O que exatamente um Presidente faz? E um governador? E um prefeito? A resposta mais idiota é: governa, oras! É verdade, engraçadinho, mas o que exatamente isso significa?

Desconhecer isso faz de nós péssimos eleitores. Sei que muita gente vai discordar de vários argumentos que vou apresentar no decorrer deste texto mas duvido que alguém discorde desse: “o brasileiro não sabe votar”. O voto no Brasil não é só vendido por um sorriso bonito, uma promessa, um par de sandália, um bolsa família ou um beijo em uma criancinha… ele é entregue no escuro baseado, na maioria das vezes, em achismos por parte do eleitor.

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“Uma andorinha só não faz verão”

Esse ditado popular se encaixar perfeitamente no que vem a ser a política. A primeira coisa a se entender é que na politica não bastam boas intenções, boa fé ou honestidade. Sozinho um político não resolve NADA. Um presidente, governador ou prefeito sozinho, a grosso modo, é um fantoche sem capacidade de emplacar decisões importantes. O presidente sem o senado, o governador sem a assembléia e a o prefeito sem a câmara passam por mal bocados para administrar em qualquer nível que seja.

Uma vez no poder – é a isso que a politica se resume – um politico tem que lidar com uma série de pressões por parte de aliados e até mesmo de adversários que querem ministérios, secretárias e o comando de estatais. Querem PODER. Esse poder é utilizado como moeda, claro, seja de troca ou motivo de enriquecimento. Sem esse tipo de coisa não há apoio e sem apoio não há governo. Simples assim. Uma mão lava a outra. Você me dá o controle da Petrobrás e nós lhe damos maioria no senado. Você me dá a secretaria de Habitação e nós aprovamos qualquer coisa que chegar na assembléia e ainda fazemos vista grossa ao que estiver errado. Juntos somos um.

Ah, Eden, isso que dizer que não há governo sem arrumadinho, troca de favores e corrupção? Isso. Exatamente isso. Bem, pode vir a existir algum dia mas hoje certamente não existe. Podemos bancar de éticos e bradar que não pode ser assim, que devemos mudar, que precisa ser diferente… e continuar com a bundinha sentada no sofá. Ou podemos entender que as vezes decisões que parecem não tão acertadas visam o bem maior e que precisamos observas os políticos que se esforçam para tomar as melhores e dar a eles dos devidos créditos por mais que alguém em seu partido – ou até o partido todo – não valha absolutamente nada.

O que faz um grande presidente, governador ou prefeito é saber lidar com essas pressões fazendo, dentro do possível, as melhores escolhas para que a população seja menos prejudicada na distribuição de cargos, secretarias e afins. É a diplomacia, o jogo de cintura e o pulso firme. É, como um bom jogador de xadrez, conseguir observar o tabuleiro e enxergar três lances na frente. É entender que decisões difíceis precisam ser tomadas e que toda aquela ideologia que foi defendida na teoria pode não caber na prática. É separar o que é bom pro país, estado ou município do que é bom pro partido… ou pro seu bolso.

Diplomacia. Sempre. Saber lidar com pessoas, saber assumir o comando, saber guiar os seus e se fazer respeitado E temido mas sem deixar de ser amado. Médico, administrador, economista, sociólogo, torneiro… não importa. Ele não vai decidir nada sozinho. A equipe que eles escolheu que vai. Não se trata de ser o melhor mas sim estar arrodeado dos melhores. Saber escolher, resistindo, sempre que pode, as pressões.

Dilma ou Serra?

Serra. Eu tenho minhas reservas contra Lula e seus asseclas. Coisas como o enriquecimento de Lulinha (de zelador de Zoológico à milionário em alguns anos), Zé Dirceu e afins. Também sei que muita gente tem reservas quanto a Serra – apesar de até agora ninguém ter me apresentado nenhum escândalo envolvendo o nome dele.

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Mr Burns vem provando pelo uso das Mídias Sociais que é um cara legal.

Opa Eden, estamos falando de Dilma e Serra, porque meter Lula no meio? Se você é ingênuo o suficiente para tentar separar as coisas eu dou andamento ao texto. Vejam só…

Serra já se provou capaz de lidar com as pressões de uma chefia de executivo. Como ministro da Saúde se mostrou um homem sério, capaz, tendo seu trabalho reconhecido mundialmente. Ele está a frente do maior PIB do país, enfrentando problemas históricos, lidando de forma eficiente até o momento com todos os obstáculos que vem encontrando. Seu bom relacionamento com o governo federal prova que é sábio o suficiente para entender que a defesa de bandeiras políticas não vão lhe proporcionar nada de positivo a médio ou longo prazo.

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Dilma vem por meio de photoshop que pode sair bem na foto. 

Dilma é a continuação de Lula. Ao menos é isso que o PT deseja que o eleitor entenda. Mas quem é exatamente Dilma? Além de combatente da ditadura e militante ferrenha do PT que outras “qualidades” importantes para ser a chefe maior do executivo ela apresenta?

Isso me lembra o caso João Paulo e João da Costa aqui em Recife. João Paulo, disputando a prefeitura como cavalo perdedor, venceu Roberto Magalhães, figura tarimbada do politica pernambucana, quebrando um ciclo direitista que durava anos. Durante os oito anos de seu governo João Paulo se mostrou uma figura pacífica, bem articulada e diplomata com um pulso forte e vontade de ferro. Governou controlando tudo e a todos mas sempre transmitindo a população a imagem de boa praça, de prefeito do povo. Acabou seu mandato com 80% de aprovação e conseguiu reeleger seu “sucessor”.

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Certo… e o que isso tem a ver com Dilma? Ah, caro leitor, mais do que você imagina. João da Costa, prefeito eleito por João Paulo, assumiu com a “obrigação” de dar seguimento a politica de seu antecessor. Quando digo politica, amigos, digo alianças, indicações de cargos e afins. Exatamente o que o PT espera de Dilma. Que ela seja a cara do PT mas que a administração seja executada por outros.

Funcionou no Recife? Não. Não funcionou. João da Costa não tem o carisma, o jogo de cintura ou a diplomacia de João Paulo. Talvez até seja mais competente que ele como gestor e tenha pulso tão forte quanto. Mas a verdade é que João da Costa não se viu satisfeito com o papel de fantoche e resolveu impor a sua gestão a cidade – no direito DELE. O resultado é que, diante do braço de ferro entre a nova gestão e antiga gestão João da Costa chegou a apenas 30% de aprovação sendo considerado a pior avaliação de um prefeito no Recife já realizada pelo Datafolha. Isso significa uma coisa apenas: o Recife saiu perdendo.

Não basta ser eficiente, honesto, reto, transparente. Não basta ser um grande economista, médico, contador, sociólogo ou torneiro mecânico. Não basta ter boas intenções. Tem que ser político no sentindo positivo da palavra – é, existe um sentido positivo. Eu não vejo isso em Dilma mas consigo enxergar em Serra.

Quer dar sua opinião? Use os comentários mas evite a verborragia xiita e sem agressões, ok?

E agora José?

sábado, dezembro 26th, 2009

Engraçado… quando eu me assumo mercenário – e justifico dizendo que isso algo intrínseco a minha profissão – uns caem de pau, outros elogiam. Os que elogiam são justamente aqueles que:

A) Acham legal minha sinceridade;
B) Me vêem como blogueiro e não como publicitário e como acham os blogueiros uns vendidos mesmo gostam que eu dê mais munição a trolls.

E eu, o que eu acho? Eu acho que é sexo dos anjos. Eu me assumo assim, pronto. Muita gente não.

A bobagem é pagar de ético, de isento de maldade, de bastião do que é certo e puro… e ser pego no flagra como as vezes acontece. Muita gente acha que a WEB não tem memória além da binária, do que fica registrado e esquecido nos arquivos de post passados. Só que nem só de fantasmas do presente vive nosso Natal. Apostar que todo assunto que surge na WEB se desfaz como névoa depois de alguns dias é de uma imbecilidade tremenda. Alguns blogueiros tem consciência disso e tentam se manter distante de qualquer discussão que alimente esse lado “negativo”.

Mas vejam que uma oportunidade ímpar de julgar blogueiros pode estar surgindo e os trolls já afiam suas garras e se preparam para baixar o sarrafo de todo jeito e por todo lado. E, o que é interessante, é que dessa vezes ele, os trolls, que sempre se viram como defensores da verdade – eles se vêem assim, eu não, hein? – podem finalmente ter o apoio da opinião publica.

No desenrolar do incrível calote que levamos da Secretaria de Turismo de Ipojuca, capitaneada pelo sr. Diego Jatobá, o secretário fez uma revelação “bombástica”. Não pra nós, que conhecíamos os planos dele, mas para alguns de vocês talvez seja. Ele declarou que vai kibar a ação a qual ele não pagou e realizar uma segunda ação chamando-a de… aguardem… Porto Na Rede 2!

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Pararam de rir? É, eu ri um bocado com a cara de pau do sujeito também. Contando com a ajuda de um blogueiro “famoso” – sim, isso existe – e comedor – pelo menos ele diz que é – o secretário quer tentar repetir o sucesso da primeira ação.

O buzz negativo envolvendo o calote, o fato de muitos dos convidados terem se revoltado não só com a carta mentirosa da secretaria  – que os chamou de idiotas quando alegou que nós não trabalhamos na ação – o cara quer mesmo colocar o negócio pra frente (cof).

Certo, Eden, e o que isso tem a ver com ser mercenário, ética, trolls e companhia? Ah, caro amigo, o terreno perfeito se forma adiante para a maior batalhar trolistica de todos os tempos.

De um lado temos o secretário e seu blogueiro que compram o risco de repetir a ação diante do buzz negativo – e de não ver a mesma ser o sucesso que a primeira foi e virar piada por conta disso ou não ter os R$ 10.000.000,00 em patrocínio que planejam (você colocaria sua marca no meio desse fogo cerrado?) – acreditando que a maioria dos blogueiros vai ignorar completamente toda a trairagem do passado, ignorar o que passou e curtir porto numa boa – ou que vai só a turminha do parceiro da secretaria…

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Do outro temos os trolls esperando que aconteça exatamente isso e que eles possam se divertir meter o pau desenfreadamente. o que deve gerar o maior buzz jamais visto na web.

Ali no meio temos os blogueiros que podem assumir seu lado mercenário em cima do muro e ir, curtir e pouco se lascar para o que houve no passado ou que podem levantar a bandeira da ética e blábláblá e boicotar a ação. Máscaras vão cair ou não, essa é a aposta da turma da trolagem.

Eu sei, eu sei, eu não sou imparcial para julgar isso e por isso mesmo nem tento. Como disse a maioria deles eu entendo que profissionalmente eles não possam sair em nossa defesa – apesar de alguns terem feito como o Duquian, Raphael, Julia Gil, Alê Ferreira, Lucia Freitas, Lu Monte, Luide, Max, Loch e Luquinhas e tantos outros. Alguns se venderam de cara e, mesmo sabendo quem são, nunca os “delatamos” – ei, deixe eu me divertir um pouco, oras!

Mas, vejam bem, se isso realmente acontecer será por demais interessante ver quem irá, quem não, quem irá defender, quem irá atacar e o quanto um telhado de vidro desses vai aguentar as pedradas que certamente virão. Será uma batalha histórica e uma ação que começa com essa carga já nasce sob forte risco.

Uma coisa é certa… não vai dar pra ninguém ficar em cima do muro. E que venha 2010 porque eu tô com a macaca. Aí eu me pergunto… e agora José?

Me espera aí Gravz!!!

Boas festas

quinta-feira, dezembro 24th, 2009

Todo ano eu escrevo um textinho meio bonitinho, meio ácido, bem ao estilo Eden de ser para desejar boas festas… mas dessa vez Phillipe, do Mundo Gump, me poupou o trabalho com esse fantástico Cartão de Natal que reproduzo abaixo:

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Verdadeiro, muito verdadeiro. Sábias e valiosas palavras de uma pessoa a quem admiro bastante.

Eu não sou uma pessoa de ligar para desejar boas festas ou enviar cartões. Entendo quem gosta mas acho que quando isso se tornou parte de uma convenção social ou de puro network se torna imbecil e sem sentido. Acredito que as pessoas de quem gosto e a quem amo sabem que desejo a elas um ano maravilhoso… isso é inerente ao gostar.

Ah, Eden, poxa, mas a lembrança é tão legal! Sim, é, assumo. Mas apenas não está em mim e espero que as pessoas que gostam de mim entendam isso. Não condeno ninguém que o faça.

Espero algum dia recuperar a magia do Natal, aquela infantil mesmo, que existiu em mim. Hoje o Natal é apenas um jantar caro temido por perus e chesters – esses seres mitológicos. Não vejo nas pessoas o desejo de mudar, de fazer o bem, de serem melhores. É comer queijo do reino, se ver livre do amigo secreto e se preparar para filar o R.O. na casa de alguém. Convenção social e gastronômica.

Talvez esteja sendo um pouco mais amargo que o normal – visto que esse fim de ano esteve longe de ter sido bom. Me envolvi profissionalmente com algumas das pessoas mais canalhas e sem caráter com quem já cruzei na vida e o resultado foi financeiramente desastroso. E, amigos, acredite, isso detona o Natal e o ano novo de qualquer um.

Mas a esperança é a última que morre – não vou fazer piadas com sogras – e espero que 2010 seja um ano melhor (até porque ele não vai precisar de muito esforço para tanto). Eu realmente espero que apenas coisas boas aconteçam com todos vocês, que tem algo de bom no coração – isso não inclui você, Diego, espero que tenha várias crises de oxiúros durante o ano – e que mereçam realmente um ano melhor. Se acha que não merece que tal começar a fazer por onde merecer?

Boa ceia para todos, que escapem dos CDs nos amigos secretos, que não ouçam Simone e que suas tias velhas durmam bêbadas de cidra antes de conseguir apertar suas bochechas. Que seu tio idiota tenha uma crise de garganta e você fique livre das piadas envolvendo pavê. Espero que faças as pazes com aqueles que amam e que por algum tipo de orgulho imbecil se mantém distante. Espero que possam beija e abraçar seus filhos, dormir abraçadinhos com suas namoradas e esposas e esperar que o bom velhinho, não o de roupa vermelha, mas esse que alguns chamam de Deus e outros de força maior, mande boas energias para vocês. Saúde e paz.

Meu presente de Natal, ok?

terça-feira, dezembro 22nd, 2009

Quer me dar um presente de Natal? Os números da megasena. Não rola? Tá, serve essa camisa aqui:

electronic_rock_guitar_shirt

A camiseta Electronic Rock Guitar do ThinkGeek possibilita ao usuário tocar acordes e incorpora um mini-amplificador que pode ser acoplado, por exemplo no cinto. Custa apenas USD$29,99, é uma mixaria perto do que eu mereço, né não?

Eu posso falar, ok?

terça-feira, dezembro 22nd, 2009

Uma coisa interessante no Stand Up é justamente ver a quebra da hipocrisia do politicamente correto. Hoje em dia se Didi chamasse Mussum de assum preto, sombrio, grande pássaro, suco de “peneu” e negão certamente pegaria uma bela de uma cadeia. Não pode. Temos todos que sermos chatos, toscos e tacanhos sob o risco de ofender os coitadinhos dos menos afortunados – eu realmente não entendo o que tem de fortuna em ser branco mas…

Bem, a questão é que um comediante de Stand Up parece ter licença para matar. Se não de rir ao menor as convenções imbecis do politicamente correto. Se você é afro-americano pode fazer piada de preto à vontade! Se for deficiente visual pode sacanear cegos sem dó. Se for verticalmente prejudicado pode botar pra quebrar nos anões. Se for loira… meus pêsames.

Você pode até não gostar de Stand Up mas dá pra dar boas risadas com essas piadas. Se não rir porque gosta aprovei apenas para rir do assunto, fora dali você pode ser preso por isso.

Jefferson Farias, o ceguinho do Stand Up.

Ahnão, não preciso explicar, né?

O anão nem precisava falar nada, bastava ficar ali sendo sacaneado e a turma já ia se dar por satisfeita.

Ah, antes que digam qualquer coisa eu sei que nos EUA isso é praxe, basta assistir Chris Rock para ver o que é sacanear a raça com classe.

Darth Vader cai no Blues

terça-feira, dezembro 22nd, 2009

Rá, finalmente vi que não era só eu que era imbecil ao ponto de pensar nisso aí… Eu não estou só!

Vi no Velho Rosa.

Novas Mídias e velhos erros…

terça-feira, dezembro 22nd, 2009

Essas últimos 10 dias foram incomuns. Eu estou trabalhando com mídias sociais há cerca de 5 meses – oficialmente, diria eu – e em todo este tempo não recebi tanta consulta quanto nestes últimos 10 dias. Mas não me surpreende, digo logo.

Cada vez mais a Mídia Social vem se tornando a menina dos olhos das agências offline e clientes. Os clientes, que estão sendo bombardeados com informações sobre como a Mídia Social é revolucionária, querem que suas agências lhe apresentem oportunidades de investir nessa maravilha… sem gastar muito. As agências, para não parecerem retrogradas, aceitam o desafio e se vêem com um pepino sem tamanho na mão.

Veja só que problema… sem entender direito o que esse bicho chamado mídia social come você se vê obrigado a apresentar ao seu cliente uma campanha para que ele diga que é cool e a usa. É claro que você, como dono de agência, andou lendo – ou mandou alguém ler – a respeito e tem uma vaga ideia de que mídia social são banners, posts pagos e virais (EU ESTOU SENDO IRÔNICO). Mas você não vai arriscar, não é mesmo? Então você procura algum estagiário dentro da agência que tenha twitter, jogue Farmville e entenda toda a complexidade do Facebook. Se tiver um blog então, OURO! Para quê procurar fora, todo mundo sabe que quanto mais tempo livre mais o cara entende de WEB e ninguém tem mais tempo livre que aquele estagiário que você extrai o sangue e paga quase nada.

“Ah, você tem twitter? ASSINE AQUI! Parabéns, você agora é nosso VP de mídias sociais. Seu primeiro projeto é criar alguma coisa para algum dos produtos desse cliente. Qualquer coisa. Apenas crie, ok?”. Estou quase certo que assim nasceu a campanha da Repelex.

Está rindo? É sério! Uma agência daqui me procurou. “Olha, temos R$ 1.500,00 de verba de um cliente, queríamos fazer alguma coisa voltada às mídias sociais. O que dá pra fazer?”. A resposta, por mais filha da puta que pareça, foi real. “Ah, dá pra gastar tudo em vela e rezar para que surta resultado”. Como assim R$ 1.500,00???

As pessoas tem vendido Mídia Social como aquelas garrafadas mágicas… Se a Época diz, a Veja diz, a Meio & Mensagem diz e até mesmo o Fantástico diz então Mídia Social deve ser o equivalente ao canivete de MacGyver na propaganda. Resolve tudo. Não resolve. Nem de longe.

garrafada
É quase essa a visão que muita gente tem de Mídia Social. Obrigado Globo.

O que as pessoas precisam entender é que Mídia Social não é só “jogar” algo na WEB. Na verdade eu sou uma das pessoas que acha que comprar banner e post pago está longe de ser mídia social. Pode ser um novo universo para ser explorado na propaganda, é verdade, mas algo não mudou! Na mídia social ou na convencional ainda vale a experiência que se proporciona e não a exposição que se conquista!

Tomo como exemplo o caso do Mate Leão Tom Cruise. Numa sacada genial – sim, eu achei genial apesar de questionar o resultado – uma agência criou uma anúncio no Mercado Livre vendendo um copo de Mate Leão onde supostamente Tom Cruise teria bebido. Plantou a notícia e deixou viralizar a venda absurda que foi publicada, sempre mostrando uma foto do produto que teria sido consumido, por vários veículos da nova e da velha mídia. Viralizou? Sim. Virou notícia? Sim. Foi bom pra marca e para o produto? Tenho minhas dúvidas. A campanha não mostrou um Mate Leão mais gostoso ou vendeu um conceito legal. Apenas enganou o público que descobriu que foi feito de idiota e que Tom Cruise não bebeu o mate da Coca-Cola. Mate Leão, o produto que Tom não bebeu e que fez milhares de otários. Não me parece o resultado que eu procuraria… Gerou impacto, é verdade, mas, para mim, não gerou nada de bom além de visualizações e número de visualizações é coisa para se buscar na velha mídia!

Ainda não existem regras, não existem formatos ideais, está longe de ser como anúncio de TV onde pode isso ou não pode aquilo e você colocando em tal TV durante tal horário vai ter ideia do que vai gerar de resultado. Ainda há muita margem para acerto… e para erro. E será que as agências vão continuar dando sorte ao azar? Se as agências que entendem as vezes escorregam imagina quem não entende MESMO?

Eu estou sentindo, ao menos aqui em Hellcife, que as agências vão cair no erro que cometeram com o boom da WEB… elas montaram núcleos de web – para atender a demanda de seus clientes que achavam cool ter ROMI PAGI – e viram isso se tornar um tiro no pé gerando custos diversos e resultados duvidosos. Medo que se repita. E vai.

Afinal num mercado onde uma das maiores contas que se pode ter aqui acha que uma verba de R$ 3.000,00 é grande coisa para uma ação em Mídias Sociais – ao menos era o dobro daquela outra – ter um núcleo para Mídias Sociais passivo é um erro tremendo.

Ah, e as consultas? Foram legais. A maioria me pareceu interessada de verdade mas quase todos ficaram um pouco surpresos por saber que se cobra para se planejar e executar ações assim e que trabalhar com mídia social não é só agenciar nerds que sem nada pra fazer insistem em atualizar blogs. Devagar vamos quebrando barreiras e paradigmas. É ter fé…

E dá ou não dá resultado, Eden? Dá, isso dá. Mas dá despesa e dá trabalho. Não é trabalho de estagiário e nem deve ser feito de qualquer forma. Vejam se dá resultado vendo o vídeo abaixo.

Pois é… eu acredito que resolve muita coisa… mas espinhela caida não.

A melhor banda de todos os tempos da última semana

quinta-feira, dezembro 17th, 2009

Eu aderi ao Formspring. O quê? Você não conhece a melhor banda de todos os tempos da última semana? Eu explico.

Trata-se de um site – não podemos chamar de Rede Social – onde as pessoas podem lhe fazer perguntas e você escolhe o que responde ou não. As respostas são publicadas na home e podem ser vistas por todos. É, é isso que você pensou, é uma espécie de entrevista de cadernos 2.0 que acontecia no tempo de escola.

formspring

Mas, mesmo com um conceito simples, se tornou uma febre estes dias. Talvez porque algumas pessoas sejam narcisistas e gostem de saber que existem muitas pessoas interessadas nela, no que pensa ou faz. Talvez porque outras vejam nessas perguntas uma oportunidade de fazer humor – e existe MESMO. A questão é: será que pega? Será que não? Algumas pessoas criaram e depois de receberem 1000 perguntas em poucas horas desistiram. Outras desistiram por receber ofensas por meio de perguntas anônimas. É questão de gosto – ou de falta do que fazer – e, como todo sabemos, gosto é como braço: tem gente que não tem e pronto.

Você pode se perguntar qual a utilidade disso… lembre que fizeram essa pergunta quando o Twitter foi lançado. Tem empresas que já criaram seu formspring e estão usando para responder perguntas de seus clientes e deles mesmo. Deles mesmos?

Claro. Se ninguém lhe faz a pergunta “certa” você vai lá e faz, como anônimo, responde e pronto, tudo bonitinho. Você saí da “demagogia” da propaganda convencional – onde fala bem de si mesmo – para a comunicação de duas vias da Social Media – onde alguém fala bem de si você – só que esse alguém é você! mesmo. Esquizofrenia perde, hein?

Ok, certo, estou lhe deixando confuso. O que interessa é que mais uma “Rede Social” – eu sei, não é, mas vamos chamar assim – foi criada do nada e resultou num BUM tremendo mesmo parecendo completamente inútil a princípio. Ela pode evoluir para algo realmente útil ou ser esquecida semana que vem.

Como eu disse eu aderi, estou lá, você pode me perguntar o que quiser – e eu respondo o que quiser – clicando na imagem. Vamos ver quanto tempo isso dura (minha vontade de responder e o formspring.me em si).

Brasil, país de desconectados?

quinta-feira, dezembro 17th, 2009

Não é segredo para ninguém que eu sou vidrado em Social Media. O crescimento das ferramentas utilizadas estão, como todos vocês sabem, ligadas diretamente a melhoria da qualidade de acesso – banda larga – e do crescimento das oportunidades de acesso – a tão temida inclusão social.

Eu venho apostando que em 5 anos os celulares vão ser a maior ferramenta de conexão com a web no mundo e, quando digo isso, algumas pessoas riem dizendo que a maior parte do Brasil ainda nem acessa a WEB. Ledo engano, jovem gafanhoto. Acompanhem esse excelente texto publicado no Acerto de Contas um de meus blogs prediletos, o qual eu tomei a liberdade de transcrever aqui na integra (o famoso copiar e colar mesmo).

Brasil

Por Amanda Costa
para o Acerto de Contas

Acabaram de ser publicados os números da Pnad 2008, e o que se pode constatar é que o Brasil está cada vez mais Hi-Tech. O número de usuários da internet atingiu a marca de 56 milhões (34,8% da população com 10 anos ou mais) e os locais de acesso à rede são:

  • Ambiente doméstico – 57,1%
  • Lan houses – 35,2%
  • Locais de trabalho – 31%

Sendo que 46,5% declaram ter acesso à rede em mais de um local.

Um dado curioso dessa pesquisa é o fato de que as lan houses se tornaram o segundo principal local de acesso à rede, passando à frente dos locais de trabalho e alterando o quadro da Pnad 2005. Mas, se compararmos esses dados com os da TIC Domicílios 2008, realizada pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e que foi comentada por mim neste blog em 28 de maio deste ano, veremos que os números não batem muito.

A TIC Domicílios 2008 registrou 54 milhões de internautas (apenas dois a menos que a Pnad 2008), uma diferença aceitável. Mas, segundo a TIC, as lans respondem pelo acesso à rede de 48% desse contingente de usuários, sendo a primeiríssima via de acesso. Em segundo lugar estava o ambiente doméstico próprio (42%), seguido do ambiente doméstico alheio, ou “casa dos outros” (22%) e lá no final estava o ambiente de trabalho (21%). É possível que o “ambiente doméstico” da Pnad 2008 englobe o “ambiente doméstico próprio” e a “casa dos outros” da TIC, engordando a estatística de quem acessa a internet em casa e distorcendo os números.

Desconheço a metodologia de ambas as pesquisas, por isso não tenho condições de opinar a respeito das divergências, mas me parece mais verossímil que as lan houses respondam pelo acesso principal da maior parte da população. Em cada esquina existe uma lan, com dezenas de computadores sempre ocupados. É muita gente acessando e se revezando ao longo do dia nessas casas de acesso. Inclusive foi publicada uma matéria no G1 mostrando que muita gente prefere acessar a rede pela lan house a comprar um computador para acessar em casa. Preferem estar em companhia de outras pessoas enquanto navegam.

Pelo menos nas regiões Norte e Nordeste a Pnad 2008 se aproximou mais da TIC. Vejam como as lan houses são importantes para garantir o acesso nessas áreas:

Norte:

  • 56,3% acessam a rede em lan houses
  • 34,1% acessam a rede em casa

Nordeste:

  • 52,9% acessam a rede em lan houses
  • 40% acessam a rede em casa

Um dos recortes que me interessam sobremaneira é o do uso que o internauta faz da rede, especialmente do uso ligado à educação. Confesso que me surpreendi um bocadinho ao ver que 65,9% dos usuários de internet declararam usar a rede para (entre outras coisas) Educação e Aprendizado, e 48,6% para (entre outras coisas) Leitura. De fato, na Pnad 2005 o uso educacional da rede estava em primeiro lugar nas declarações dos usuários.

É claro que dizer que acessa a rede para estudar e ler não quer dizer muita coisa do ponto de vista da quantidade de tempo que passam nessas atividades (pode ser um tempo irrisório) e quer dizer menos ainda do ponto de vista da qualidade dessas atividades, em especial a leitura.

Ainda assim, é um percentual bem razoável, embora o uso educacional tenha perdido espaço, desde a Pnad 2005, em comparação ao acesso para lazer e comunicação, ou seja, a democratização do acesso está incluindo mais pessoas interessadas em se entreter e em conectar-se com outras pessoas.

E quando observamos o percentual de acesso à rede por faixa de escolaridade, o quadro também é interessante:

  • Pessoas com menos de 4 anos de estudo – 7,2%
  • De 4 a 7 anos de estudo – 23,4%
  • De 8 a 10 anos de estudo – 38,7%
  • De 11 a 14 anos de estudo – 57,8%
  • 15 anos de estudo ou mais – 80,5%

Observe também a relação entre o acesso e o nível de renda:

  • Nível médio de renda das pessoas que acessam do trabalho – R$ 1.523,00
  • Nível médio de renda das pessoas que acessam em casa – R$ 1.336,00
  • Nível médio de renda das pessoas que acessam em centros públicos gratuitos – R$ 825,00
  • Nível médio de renda das pessoas que acessam em lan houses – R$ 536,00

Os números dão conta de que 80,3% dos que acessam a web em casa, o fazem via banda larga. Embora isso também não queira dizer muita coisa, dada a qualidade da banda larga oferecida no Brasil. De toda forma, em pior situação estão os 104 milhões de brasileiros (com 10 anos ou mais) que declararam não ter acessado a rede nos três meses anteriores à pesquisa. Deste contingente, 30% afirmaram não ter acesso a computador, 31,6% não sabem utilizar a internet e 32,8% declararam não achar necessário ou não quererem. Esses últimos correspondem à parcela da população com idade mais elevada.

Valha-me Santa Izildinha, não achar necessário ou não querer acessar a rede é o mesmo que mandar desativar um dos hemisférios do meu cérebro!

Aliás, isso dá pano para um post bacana, pois embora os velhinhos não sejam obrigados a querer acessar a rede, há muitas iniciativas exitosas de inclusão digital para a terceira idade. Volto a escrever sobre isso!

Amanda Costa é designer educacional, graduanda em Pedagogia pela UFPE, aspirante à mestranda em Educação Tecnológica e autora do blog TIC`s na Educação.

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É fundamental entender o crescimento do acesso para entender as oportunidades que surgirão e poder criar sempre visando o futuro.

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