Novas mídias e as eleições 2010
Ah, de novo? Poxa, Eden, mas eu nem gosto de politica, encheu já os posts sobre a relação das novas mídias com as eleições que estão por vir. Bem, tenho duas recomendações: a primeira é apenas pular o post, se for alérgico a politica ou um completo alienado, a segunda é que se esforce, que leia, para entender como as mídias sociais podem realmente ajudar na mudança do quadro politico do país, evitando depois #forasarney – a famosa revolução de sofá. E aí, lhe convenci? Ótimo, isso é o lado bom de ter leitores como você. Então vamos em frente.
Eu sei que é difícil imaginar como a internet poderia vir mudar a politica brasileira, sei que a maioria de vocês estão lendo por pura curiosidade, algo do tipo “quero ver Eden explicar essa aí”. Mas ela pode não mudar a politica brasileira, está longe de ter toda essa força, mas certamente pode mudar o quadro atual.
O Brasil, como um todo – apesar de mais presente no nordeste e nas regiões ermas – é um pais onde politica está relacionada ao coronelismo. Ganha poder quem tem poder. Eu sei que lentamente esse perfil vem mudando… mas lentamente demais. Num mundo ideal Gabeira teria sido eleito no Rio de Janeiro – não por ser um grande administrador, duvido muito que seja, mas por representar realmente a vitória de um perfil politico menor, uma quebra de paradigma. E todos sabemos como terminou.
Utilizar o nosso presidente como argumento de que o “pobre” pode chegar ao poder é um erro comum. Eu não falei de dinheiro. Ele ajuda, claro, afinal ser dono de várias estações de rádio, TV e Jornais faz de você uma pessoa bem na fita e isso certamente ajuda. Mas o dinheiro traz poder e o poder elege, é simples assim, mas não é só o dinheiro que pode fazer isso. No caso de Lula, no caso do PT como o todo, o poder – que hoje vem do dinheiro – outrora veio do controle das massas, da manipulação do sentimento esquerdista incrustrado no combalido espirito de nosso povo. E ele se elegeu. Poder novamente. E o poder traz dinheiro. E dinheiro traz mídia, e mídia elege. Capiche?
“Eu vou comprar esse tal de Twitter, esse tal de Orkut, esse tal de Facebook…”
Hum… tá, até agora só verdades, mas e como as novas mídias podem mudar esse quadro?
As novas mídias interferem nesse circulo vicioso de forma muito agressiva. Apesar de representarmos – falo de nós, internautas brasileiros – 40% da população do país (sim, acredite, 68 milhões de brasileiros tem acesso a internet), nem todos somos tão influenciáveis assim pela WEB. Entretanto calcula-se que cerca de 28 milhões de internautas encarem a WEB como principal fonte de informação e parte dessa gente a considere a ÚNICA fonte de informação.
Segundo o IBGE 53% dos brasileiros entre 10 e 15 anos estão na WEB. 61% dos brasileiros entre 16 e 24 anos. É um número e tanto amigos. Os novos votantes – a parcela com vontade de mudança, e os futuros votantes – aqueles que estão sendo catequisados pela WEB, estão usando como fonte de informação uma terra de ninguém. Aqui na WEB não mandam coronéis, não mandam partidos, não manda o dinheiro (que até ajuda, não sejamos ingênuos). Mandamos nós.
Parte dos usuários não vê TV, não ouve rádio se não online, não recebe panfletos na rua, ignora mala direta e está longe de receber bem militância. Como chegar a eles? Como cativar o jovem? WEB, essa ferramenta que está a disposição de TODOS. Entendem agora? Agora qualquer um pode alcançar o eleitor na web, qualquer um, num lugar onde as ideias ainda valem mais que o apadrinhamento.
Já disse antes que vamos enfrentar SPAM (ou SPIM, como preferirem), perfis toscos no Twitter, invasão do Orkut e até mesmo do Facebook. Vamos ver nossos blogs preferidos fazendo campanha, vamos ver alguns blogueiros e twitteiros militando. Ah, eu vou ver nada disso, vou bloquear, sair do Orkut, mandar às favas – você deve estar pensando agora. Não faça! Controle a qualidade, claro, deixe os toscos e invasivos de fora, mas não se aliene. Essa é uma grande chance de acompanhar de perto as ideias, de cobrar interação de um candidato, de discutir e debater com aquele que trazem sangue novo, vontade de mudar, perfis que fogem justamente do universo politico dominante… e você vai ignorá-lo apenas para depois fazer campanha para a saída das velhas matreiras que engordam em seus cargos via Twitter? Claro, digitar #forasarney é muito mais simples que realmente fazer valer o seu voto. Eu espero muito mais de você, querido leitor (sorry, Rosana, não pude evitar).
Essa é a GRANDE chance que temos de fazer valer seu ideal politico. Você, caro internauta, acredite ou não, tem um poder de influência muito maior no mundo digital que no real. Aqui dentro cerca de 163 pessoas podem ser influenciadas por uma opinião sua contra apenas 3 lá fora – segundo a meio & Mensagem. É com isso que um bom candidato usando novas mídias e mídias sociais conta. Com você, com sua capacidade de debater, de participar, de opinar, de mudar. Ele, aqui, pode ter mais poder que a família Sarney. Aqui o legado de ACM vale menos que a originalidade do Kibe Loco. De fato, entenda bem, a maior ferramenta de mudança não será a WEB, será você! A web é tão somente um veículo ainda livre do domínio da corja que controla praticamente toda a mídia nacional.
A melhor forma de protestar não é ignorar a campanha politica na WEB e sim valorizar o candidato certo, e o apoiar. Temos a chance de provocar uma mudança muito maior que fazer o #forasanery entrar nos Trending Topics da vida… e sem a ajuda do Ashton.

(3 Opinaram, Média: 4,67 de 5)















Agora faltam apenas 162 pessoas para você influenciar. ;)
Só é uma pena que a maioria dos usuários da internet não façam o devido uso das mídias sociais. Por exemplo, na última eleição presidencial havia comunidades no orkut fazendo propaganda para votar nulo, pois, assim, anularia a eleição.
Os responsáveis por tal campanha não sabiam a diferença entre voto nulo e nulidade da votação.
Para saber mais: http://migre.me/3LIb
O grande problema é que a maioria das pessoas fazem uso da internet apenas para atualizar as fotos e seu BuddyPoke no orkut. Lastimável!
Iniciativa muito boa.
Só desanima um pouco a desvantagem.
Já vai ser difícil atingir a maioria dos 40% de usuários da WEB. A peneira de usuários que se importam com esse assunto é muito fina. E ainda assim, restam outros 60% que são facilmente influenciados pelas mídias compradas.
Vai ter que ser um barulho considerável. Desses que fazem chamar a twitess para dar entrevista.
[...] de pronúncia – English Expert Cálculo de idade de cachorros e gatos – Ah! Tri Né! Novas mídias e as eleições 2010 – Um Passinho à Frente Hora da Fome: Receita de Cappuccino caseiro – Eu Capricho Culpa [...]
Acho super bacana a iniciativa e é com esse otimismo todo que podemos mudar a realidade do país!
De fato, é verdade que muitos usuários da internet não se importam com as notícias do mundo, tampouco do próprio país, mas o barato da internet é o efeito dominó. Se um não-alienado teclar com um orkuteiro de plantão, e esse passa a ideia para o outro e assim vai, temos a ideia, senão contida na mente das pessoas, foi espalhada e é certo que haverá pessoas a favor (e contra por que não).
Vai ser mesmo muito barulho e as peças de museu do congresso ainda terão muito com o que se chocarem.
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