Archive for julho, 2009

Uma animação nacional ?

quinta-feira, julho 30th, 2009

É, parece que finalmente vamos dar um passo a frente no universo das grandes animações. Trata-se de Luta, um longa escrito e produzido por brazucas. O longa é produzido em parceria entre a Buriti Filmes, a Gullane Filmes e a Litghstar Studios (que contribuiu para sucessos como A Era do Gelo, Mulan, Fantasia 2000 e Asterix) e conta a história de um homem que, vivo a mais de 600 anos, passou por várias fases históricas do Brasil.

Eu fiquei surpreso tanto com traço quanto com o roteiro – isso sem falar na aplicação de 3D em cgi. Uma premissa interessante, uma produção cuidadosa, realmente algo para se dar atenção. Pena que acredito que, como brasileiro é uma raça que valoriza mais o que vem de fora, é capaz de não fazer sucesso e sepultar esse tipo de produção aqui.

Vejam o trailer:

O melhor do Animamundi

quinta-feira, julho 30th, 2009

Interessante perceber que no Animamundi, o maior evento de animação, foi premiado MON CHINOIS - Cédric Villain. Epa, MERECIDAMENTE premiado, não entenda mal. Mas em tempos de tecnologias 3D, de CGI, de abstrações ver algo tão lindamente simples e cativante ganhar o prêmio máximo é SURPREENDENTE. Espero que curtam tanto quanto eu.

Abaixo alguns vencedores de outras categorias:

Melhor Curta Infantil

Melhor filme de estudante

Melhor longa

Pior que é assim mesmo

quinta-feira, julho 30th, 2009

canhoto

É apenas uma piadinha, menos tosca que de costume já que a catei no Capinaremos, contudo expressa uma verdade absoluta: sempre haverá preconceito. O paralelo com o homossexualismo é claro na piada e é justamente ele que me fez refletir sobre o assunto.

Não interessa o motivo – sempre irão encontrar algum motivo – determinado tipo de pessoa será social e religiosamente perseguida. É um fato. Nos superamos barreiras apenas para encontrar outras, muitas delas recém criadas. É o teorema de Watchmen: a humanidade precisa de vilões para ter unidade. Perdoem a citação nerd, mas observem que isso faz todo sentido.

Preste atenção nos cultos evangélicos dessas igrejas de meia-tijela, eles citam muito mais o demônio do que o próprio Jesus. Na história deles o vilão tem mais destaque que o mocinho. Unidade. Estamos todos contra ELE, contra o inimigo, logo somos amigos, somos companheiros. Afinal quem é o amigo se não o inimigo de meu inimigo?

Me lembra uma piadinha boba onde, na guerra, Manoel grita “Comandante, vejo um pelotão se aproximando!”, “Amigo ou inimigo, soldado Manoel?” a que o soldado prontamente responde “Acho que são amigos, comandante, estão todos juntos…”. Idiota, não é? Mas ilustra bem a teoria acima, um grupo unido por um objetivo comum tornam-se “amigos”.

No dia que for impossível para as igrejas renegarem o homossexualismo – por ele ter sido aceito socialmente, por ser crime a discriminação, pelo resto da humanidade passar a achar natural – vão simplesmente achar outra coisa pra perseguir, outro alvo para apontar o dedo e julgar.

Canhotos foram figuras do demônio, cientistas foram figuras do demônio, divorciadas foram figuras do demônio… o negócio, amigo, é torcer para que você, de alguma forma, não se enquadre no próximo perfil a ser perseguido. Não que você vá perder muita coisa por isso – foi-se o tempo que a Igreja tinha poder pra prejudicar REALMENTE um grupo (e não, eu não vou entrar no mérito do terrorismo com bases religiosas, o foco aqui é outro) – mas deve ser muito CHATO mesmo ser alvo de qualquer tipo de perseguição.

Xixi no banho

quarta-feira, julho 29th, 2009

Muito criativa, divertida e bem produzida a campanha do Xixi no banho. Eu ia escrever um texto bem legal sobre o assunto mas ele foi censurado por força poderosas que controlam minha vida sexual, ou seja, fiquem apenas com o anúncio mesmo.

Fotos raras de Star Wars

quarta-feira, julho 29th, 2009

Bem legal algumas dessas fotos raras de um dos filmes mais marcantes já produzido. Olhem só:

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Tem mais – e essas com melhor qualidade, AQUI.

Será que deu cadeia?

terça-feira, julho 28th, 2009

Pergunta que não quer calar: será que se o quadro abaixo fosse veiculado hoje o Ministério Público ia abrir uma investigação?

Humor dos bons, do tempo em que os Trapalhões, que eram um “humor infantil”, detonavam com o negão malandro sambista tomador de cachaça e o cearense cabeça chata espertão e fura olho. Um tempo onde o politicamente correto era incorreto e engraçado era justamente rir de si mesmo. Onde Chico Anísio sacaneava não só os gays mas o candomblé com a figura de Painho, onde o Capitão Gay de Jo Soares fazia sucesso absoluto. Um tempo que espero eu um dia volte, mas do jeito que vai, ladeira abaixo, acho BEM complicado.

Não sei se lembram mas Didi costumava chamar Mussum de Grande Pássaro – não, não era uma águia, azulão, cromado e afins. Não via ninguém indignado com isso. Nenhuma ação foi movida, ninguém levantou bandeira. Era porque as piadas eram boas? Ou porque a sociedade, como um todo, era menos chata?

Me lembra de um dia onde eu contava minha piadas – podres e ruins – a um grupo de amigos lá em Porto. Enquanto todos riam – por amizade ou por baixo Q.I. mesmo – um convidado de minha irmã, crente, dizia “Isso não eleva a alma ao Senhor” e saía da sala ao fim de cada piada apenas para voltar logo depois.

Desconfiados seguimos ele numa dessas saídas apenas para encontrá-lo se dobrando de rir escondido do lado de fora. Espero que tenha ajoelhado em milho como penitência por ter achado graça de PIADAS.

Agradecimento ao Cardoso pelo Link. Valeu ogro.

Imersão é isso

terça-feira, julho 28th, 2009

Fantástica ação de guerrilha da BBDO. Assistam, não vou falar mais para não estragar a surpresa.

A campanha é em prol do combate ao Alzheimer. Vejam só que sacada simples e eficiente. No cartão tem escrito: É assim que se sente uma pessoa com Alzheimer. Genial, hein?

Vi no Como eh que tá lá.

Modern Warfare 2

terça-feira, julho 28th, 2009

Eu só tenho uma coisa a dizer: tive uma ereção vendo esse vídeo. Grato.

Deliciosas receitas de hambúrguer caseiro

segunda-feira, julho 27th, 2009

Acabei de usar o povo daqui de casa como cobaia para duas receitas de hambúrguer que achei de criar – quando digo criar significa aprender como se faz, pesquisando na web, e adaptar para o meu gosto. A culpa disso foi o episódio 03 da quarta temporada de How I Met Your Mother, onde os personagens passam o episódio inteiro caçando o hambúrguer perfeito pelas ruas de NY.

Bateu um desejo absurdo de botar pra dentro um hambúrguer daquele… imenso, apetitoso, saboroso… putz. Minhas solitárias entraram em polvorosa com a possibilidade de botar a mão na massa.

Hoje deu o creu e resolvi fazer essas pestes. E funcionou DEMAIS, ficou absurdamente gostoso. Veja bem, aviso logo que não é nem de perto parecido com aqueles hambúrguer socados que comemos na McDonalds ou que compramos no supermercado… é outro nível. Mas, sem mais delongas, vamos as receitas, né?

hamburguer 
Ingredientes

400g de calabresa (sem pele) moída
200g de bacon batido no liquidificador (sem a capa)
100g de carne moída
1 ovo
1/2 xicara de farinha de trigo
Coentro e Cebolinha picadinhos (se gostar)
2 dentes de alho ralados
1/2 cebola ralada
1/2 pacote de creme de cebola
1 colher de sopa de queijo ralado
Pimenta do reino a gosto

Se quiser fazer de picanha:

500g de picanha moída (ou cortada em pedacinhos mínimos)
150g de bacon batido no liquidificador (sem a capa)
1 ovo
1/2 xicara de farinha de trigo
Coentro e Cebolinha picadinhos (se gostar)
2 dentes de alho ralados
1/2 cebola ralada
1/2 pacote de creme de cebola
1 colher de sopa de queijo ralado
Pimenta do reino a gosto

Modo de fazer:

Misture as carnes, com a cebola ralada, alho, cebolinha e coentro. Misture até ficar bem homogêneo.

Adicione o ovo, a massa vai ficar aveludada, agora coloque o creme de cebola, misturando bem, com as mãos. Até ficar mais uma vez uniforme. Adicione pimenta e sal a gosto. Cuidado para não salgar demais no caso da calabresa!

Pronto, agora é só adicionar a farinha, devagarinho, até sentir que a massa deu liga o suficiente para ser moldada.

Ah, o de calabresa fica gostoso mais picante por isso vale uma pitada de pimenta calabresa.

Preparando os hambúrgueres

O tamanho do hambúrguer vai depender de seu desespero, ops, fome e falta absoluta de senso de ridículo. Aqui eu os fiz ENORMES – sim, eu sou um idiota faminto. Na média você precisa tirar uma bola do tamanho de uma laranja pequena e ir achatando, pressionando bem, comprimindo e arredondando. Eu não usei forma nenhuma, fiz na mão mesmo e ainda assim ficaram perfeitos.

Molde no tamanho que preferir, monte em uma bandeja e leve a freezer por 15 minutos (para ajudar a ficar mais firme).

Depois é só levar a frigideira bem quente com um fio de azeite.

Vai no meio do pão (dãh!), de preferência com gergelim, duas fatias de queijo cheddar, verduras (cebola, tomate, alface e picles).

Ah, eu uso ainda molho especial, by Eden, que leva 4 colheres de sopa de maionese, duas colherinhas de chá de mostarda, três colherinhas de chá de ketchup, uma colherinha de chá de suco de limão e uma pitada de pimenta do reino.

MORRA McDONALDs, MORRA BURGUER KING.

Aviso logo, fica BOM DEMAIS, e o risco de uma congestão por excesso de comida é um risco que se corre!

A nova temporada de Dexter

segunda-feira, julho 27th, 2009

Dexter é, sem dúvida, uma das melhores séries sendo veiculadas atualmente. Não tem como você não se identificar e torcer pelo ASSASSINO, sim o vilão é herói, genial! A nova temporada vai mostrar um Dexter pai de família, tendo que lidar com suas vítimas, com fraldas sujas, noites insones e um novo serial killer concorrente. Mal posso esperar…

Twitter elege MESMO alguém?

segunda-feira, julho 27th, 2009

por Julia Duailibi
de O Estado de S.Paulo

Ben Self: estrategista de campanha na internet; Americano que ajudou a criar a campanha online de Obama acha que, sem mobilizar as pessoas, a internet não é eficaz

Inspirados pela experiência da campanha presidencial americana de 2008, os partidos políticos que disputarão a corrida de 2010 começaram a olhar para a internet com mais atenção. Marqueteiros ligados tanto ao PSDB como ao PT estão de olho na Blue State Digital (BSD), empresa americana que criou a estratégia na rede para a campanha de Barack Obama a presidente dos Estados Unidos.

Ben Self, um americano de Kentucky, de 32 anos, é um dos jovens rostos por trás da bem-sucedida, e excessivamente elogiada, campanha online que ajudou a levar Obama à vitória. Fundador da BSD, ele ajudou a formatar a estratégia que arrecadou nada menos que US$ 500 milhões via internet. Foram obtidas cerca 6,5 milhões de doações online – uma média de US$ 80 por doação -, o que criou um novo paradigma sobre financiamento de campanha nos EUA e no mundo.

Uma das sacadas da BSD foi pulverizar as doações por várias páginas de relacionamento na internet, que tinham em comum o apoio à campanha de Obama. As pessoas entravam na rede, doavam, articulavam eventos pró-campanha e ainda participavam de grupos de discussão sobre a arrecadação. Milhões de dólares foram doados em questão de dias. “Nós descobrimos que as pessoas adoram fazer esse tipo de conexão, mesmo que elas não se conheçam. E elas voltam para doar 3, 4, 5 dólares”, afirmou Self, em entrevista concedida ao Estado de seu escritório nos EUA.

A empresa que Self mantém com outros três sócios, e a colaboração na equipe de Obama de outros nomes, como Chris Hughes, fundador do Facebook, lançou uma nova forma de fazer e financiar campanhas. “Acho que qualquer candidato que vire as costas para isso (internet) está perdendo uma oportunidade-chave e uma grande vantagem.” Para ele, a rede não é um local de persuasão, mas de articulação. “É muito difícil ganhar a eleição ?twittando?. Você precisa motivar as pessoas, isso ajuda a ganhar eleição. Isso significa falar com os eleitores, amigos, doar dinheiro”, disse, em referência ao microblog de relacionamentos, que virou mania entre políticos brasileiros.

Ex-diretor de tecnologia do Partido Democrata, Self esteve em maio no Brasil. Ele se recusa a comentar qualquer negociação com partidos brasileiros. Eis a entrevista.

Como a Blue State Digital começou a trabalhar para Obama?

A BSD foi fundada em 2004, durante a campanha de Howard Dean (democrata que disputou as primárias daquele ano) para a Presidência. Desde 2004, trabalhamos para vários candidatos, partidos políticos e organizações sem fins lucrativos. Ficamos conhecidos pelo trabalho que fizemos para vários candidatos nos Estados Unidos e também pelo nosso trabalho para o Partido Democrata. Eles continuam sendo nossos clientes.

Então, quando a campanha de Obama começou, em 2007, nós éramos os mais qualificados, sob certo aspecto, para dar a eles a tecnologia de que precisavam. Eles nos ligaram, dez dias, eu acho, antes de anunciarem que iriam concorrer e disseram: “Ei, nós queremos fazer uma campanha de um jeito diferente e queremos usar as suas ferramentas e a sua tecnologia”.

O que vocês fizeram para o Partido Democrata?

Nós tivemos um grande papel no trabalho para Howard Dean. Ao gerenciarmos a estratégia de internet e de tecnologia, demos as nossas ferramentas e a nossa tecnologia ao partido. Eu estava intimamente envolvido porque era diretor de tecnologia lá. Então temos trabalhado muito próximos aos democratas desde 2005.

A internet foi determinante para a vitória de Barack Obama?

Não diria que a internet pode fazer ou derrubar o candidato. Obviamente, é muito importante e traz muitas vantagens, mas não foi só a internet que fez o senador Obama presidente, foi uma série de fatores conjuntos.

Mas a internet foi a grande novidade da campanha, com a arrecadação online recorde.

É difícil apontar para qualquer fator e dizer: isso fez a diferença. Havia tantas coisas maravilhosas sobre o nosso candidato, que qualquer uma poderia ser apontada como a que fez a diferença. No entanto, acho que a grande diferença na forma como a campanha de Obama usou a internet, em relação ao que os outros fizeram no passado, é que ela entendeu como usar a rede para ajudar a conectar voluntários dando a eles ações, que realmente fizeram a diferença na campanha. Então essa foi a grande mudança.

Essa percepção de que a internet faria a diferença já estava presente desde o começo da campanha?

Estava bem clara para todo mundo, no começo da campanha, a importância da internet. Todo mundo já sabia que seria uma peça-chave na campanha.

O político que não apostar na internet já está em desvantagem?

Sempre haverá candidatos que se recusarão a abraçar a novas tecnologias. Essa é uma ferramenta importante para falar com eleitores e também para motivá-los. A campanha do Obama nos ensinou que existe uma grande vantagem em ter um relacionamento dinâmico e uma estratégia online. Então, acho que qualquer candidato que vire as costas para isso está perdendo uma oportunidade-chave e uma grande vantagem.

Mesmo em países, como o Brasil, em que a internet é menos acessível que nos Estados Unidos?

É claro que a penetração em algum nível é necessária. É um investimento de tempo.

Qual ferramenta indispensável que uma campanha online deve ter?

Um website dinâmico e interessante que traga pessoas para a campanha e permita que elas façam parte dela. E tem de ter um mailing poderoso, que contenha milhares, milhões de pessoas nele. É provavelmente a peça mais importante de qualquer campanha online. É mais importante, de certa forma, que um bom website.

E os sites de relacionamento?

Depende de como se usa e de qual sua estratégia geral. Há um papel para eles, mas não são mais importantes que o website, nem que o e-mail, de jeito nenhum. É uma ferramenta, mas é muito difícil ganhar a eleição “twittando”. Você precisa motivar as pessoas, isso ajuda a ganhar eleição. Isso significa falar com os eleitores, amigos, doar dinheiro. Se você tem um website que fala de você e no qual os seus apoiadores opinam, mas que não motiva seus eleitores para nenhuma ação, você não vai a lugar nenhum.

Qual o custo de uma estrutura dessas para uma campanha eleitoral?

A gente não anuncia quanto cada um dos nossos clientes paga. Mas, claro, a gente trabalha para clientes grandes e pequenos. Alguns grandes, como a campanha do Obama, e os menores, que são as organizações sem fins lucrativos. Temos uma série de ferramentas que nós autorizamos os clientes a usar. Clientes que não podem bancar os custos se beneficiam do longo caminho que a gente já traçou.

Como vocês criaram a ferramenta de arrecadação pela internet?

É só um exemplo de como a gente pegou uma ideia tradicional de arrecadação de fundos e a usou. Há uma técnica de arrecadação de fundos muito comum nos Estados Unidos. Aqui, nós a chamamos de match e geralmente é usada como mala direta. Esses pedidos funcionam assim: “Se você der um dólar, há um outro doador que nos dará três dólares. Então, doe agora”. A gente olhou para isso e pensou: as pessoas não acreditam nisso. Então vamos mudar essa ideia e vamos fazer ela incrivelmente transparente. O grassroots match faz isso.

Como funciona?

Você manda um e-mail para sua base de arrecadação, pessoas que te doaram antes, e diz: “Ei, vamos falar com todas as pessoas que são nossos apoiadores, mas que nunca doaram antes. Vamos dizer: ?Nós temos 10 mil pessoas que darão 10 dólares, se você der 10 dólares hoje. E assim que você der os seus 10 dólares, a gente vai te conectar a uma dessas pessoas e você vai trocar impressões sobre a doação?.” Nós descobrimos que as pessoas adoram fazer esse tipo de conexão, mesmo que elas não se conheçam. E elas voltam para doar 3, 4, 5 dólares. A campanha arrecadou muito dinheiro com pequenas doações. Então, focar nisso, foi uma parte importante da campanha.

O eleitor da internet tem um perfil específico?

Não, na verdade, a gente descobriu que os perfis mais ativos usando os sites eram de pessoas que a gente não esperaria. Um dos enganos mais comuns que você costuma ouvir é que a internet é usada para convencer, persuadir as pessoas. Realmente tem, sim, alguma porcentagem de pessoas que vai ao site para aprender mais sobre o candidato. Mas ela serve, principalmente, para aumentar o entusiasmo e a paixão dos apoiadores e pedir a eles para fazer coisas, usá-los para falar com as famílias e os amigos para, aí sim, convencê-los e fazê-los mudar de ideia.

O senhor acha que a internet, ao dar transparência às doações, pode coibir casos de corrupção?

Eu acho que ser capaz de financiar uma campanha política ou partido político (pela internet) é genial. É muito mais importante ter várias pessoas por aí espalhadas, apoiando um determinado candidato e se engajando na democracia. Isso deve ser encorajado. As doações pela internet são um jeito de fazer isso. Permitem que mais gente, e de forma mais fácil, se envolva com as doações. Toda vez que puder diminuir barreiras e aumentar participação em democracia é uma boa coisa.

Aqui no Brasil estamos discutindo regulação de campanhas na rede. O sr. é a favor de regular a internet?

É muito difícil falar sobre isso, sem saber detalhes da situação.

Os partidos brasileiros estão cortejando o sr. Já fechou com alguém?

Não comentamos nada sobre isso. Me desculpe.

Quem é o racista final?

domingo, julho 26th, 2009

Com o crescimento do standup no Brasil e o sucesso do CQC os “humoristas” do programa alcançaram o status de celebridades. Rafinha Bastos, Marco Luque, Danilo Gentili, Oscar Filho e o resto da trupe passaram a ter um grande destaque em todas as mídias em que se fazem presentes, entre elas, claro, a web.

Muita gente sacaneia o standup brasileiro, diz que é fraco, óbvio e pouco inspirado. Exagero. Óbvio que usando como comparativo George Carlin ou Seinfeld a coisa fica complicado, oras, mas se entendermos que somos praticamente neófito nesse formato de humor – tanto comediantes quanto público – podemos entender que temos muita estrada pela frente. Bem, mas não estou aqui para falar exatamente sobre isso e sim sobre um dos representantes de nosso standup e uma breve polêmica envolvendo seu nome.

Danilo Gentili sempre me pareceu o mais acido de sua geração de “humoristas”. Ele é, aparentemente, aquele que tem o “foda-se” ligado, o que entende que fazer humor não é agradar a todos, que fazer humor é saber rir de tudo, inclusive de si mesmo e daquilo que muitas gente consideraria “errado”. Enquanto Rafinha Bastos apaga um twittada que não foi bem aceita pelos seus seguidores – e dá uma desculpa esfarrapada, Danilo compra a briga. Veja só o caso que narro a seguir:

1. Gentili postou a seguinte mensagem no Twitter:

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Eu ri. Sim, eu ri. Na minha cabeça vi alguém que vai para cidade, fica famoso e pega uma loira gata. Jogador de futebol. Muito bem sacado.

Talvez eu eu seja como Leo – personagem principal de uma crônica minha sobre a imbecilidade por trás do politicamente correto, e por isso mesmo não tenha visto na piada de Gentili nenhuma alusão a negro ou a racismo. Não vi e não vejo. Ele fala em jogador de futebol. PONTO. Agora se ele relaciona macaco com jogador de futebol, sendo o macaco personagem principal da piada, ele está sendo racista?

Na minha opinião, e na de Gentili, como podem ver a baixo, o racismo está nos olhos de quem vê:

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É impressionante como algumas pessoas saíram no ataque a piada “racista”. Esses Leandros, pessoas pobres de espirito com síndrome de perseguidos, logo viram ali motivo para gritar. Posts foram escritos. Centenas de Twittadas foram dadas. Em minha opinião elas só provam o quanto hipócrita e adeptos do inútil e distorcido politicamente correto algumas pessoas podem ser.

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Eu, sinceramente, nem curto tanto Danilo. Mas depois desse ocorrido passei a respeitá-lo um pouco. Ele apagou duas twittadas que deu depois onde, basicamente, mandava à merda aqueles que não gostaram da piada – “Qual a cor das pessoas que venderam os negros pros brancos na África? Somos todos da mesma raça: a raça de filhos da puta. Relaxem e se matem” e “Se eu quisesse agradar a todos não seria humorista, seria presidente. Quem não gostou cai fora, pq piores q essa virão…” – mas teve culhão para manter a piada que gerou a celeuma e sua defesa, muito clara por sinal.

Eu, como Danilo, tenho verdadeiro asco desse povinho cabeçoide que brada a favor da liberdade de expressão mas que condena rapidamente uma PIADA – que em tese deveria ser uma forma de expressão sem censura NENHUMA – cuja a interpretação distorcida partiu de suas cabeças racistas e preconceituosas.

Hipocrisia e politicamente correto são quase tão ruins quanto nosso standup. A diferença é que o standup pode melhorar.

UPDATE

É, amigos, quando achamos que essa idiotice toda envolvendo a piada do Danilo ia se resumir a um breve mimimi na web me surpreendo com a manchete a seguir na Folha online: Procuradoria analisa se Danilo Gentili fez piada racista no Twitter. O Ministério Público – que não tem nada melhor para fazer, pelo jeito – vai investigar se houve ou não racismo na piada.

Certo… e que critério vão usar? Vão questionar aos idiotas hipócritas e racistas da ONG Afrobras, que vendo nessa celeuma uma grande oportunidade de APARECER resolveu dizer que vai escrever uma carta de repúdio – que Danilo certamente usaria para limpar a bunda – e entrar com uma representação criminal? Ou irão questionar vários estudiosos negros que acham cotas, essa eterna teoria de perseguição e qualquer tipo de segregação uma completa imbecilidade?

O interessante é que são MEUS impostos – e o de vocês – que são utilizados para se “investigar” uma MERDA dessas. Ao invés de estarem investigando as derramas nos cartões corporativos do governo, estarem combatendo a corrupção, caçando bandidos de verdade, estão dando palco a malucos. Num mundo perfeito se a queixa fosse considerada infundada o queixoso – nesse caso especifico uma cambada de suínos – deveriam ser obrigados a arcar com todas as despesas da investigação.

Gentili escreveu um texto em seu blog, explicando o caso – bem, tentando ao menos. Usou cerca de 6500 caracteres para tentar dizer uma coisa que eu consigo com bem menos: vocês, hipocritas, são todos um bando de idiotas. Cada dia que passa perco mais a fé na humanidade.

Fallout nos cinemas?

sábado, julho 25th, 2009

Não, bem, não exatamente. O novo filme de Denzel Washington bem que podia ser uma adaptação de Fallout, o jogo pós apocalíptico, mas não é exatamente isso. Me parece que um bom filme está vindo por aí. Fiquem com o trailer de The Book of Eli.

E o novo TRON mostra a cara

sábado, julho 25th, 2009

Tron foi um marco da ficção científica, isso não pode ser discutido. Muita gente aqui nem sabe do que se trata… bebezinhos, mas eu vou lhes ajudar, caros amigos.

O filme foi produzido pela Disney, em 1982, e contava com Jeff Bridges no papel de um programador que ela levado para o mundo virtual onde é identificado como um vírus e, junto com outros gladiadores cibernéticos, tem que combater TRON, o sistema de segurança que quer destruí-los.

Parece bobo depois de Matrix, não é? Mas para a época TRON contou com efeitos especiais nunca vistos, era algo realmente espetacular. Os discos, as motos, o clima NEON, tudo marcou muito aqueles que tiveram o prazer de assistir a aventura.

E agora a nova geração vai poder conhecer de toda a mitologia de TRON em sua continuação. Eu realmente não acredito que vá fazer tanto sucesso quanto o anterior, não entre os mais jovens – apesar do uso da agora onipresente tecnologia 3D, mas certamente vai fazer a alegria de muitos marmanjos saudosos, onde tranquilamente me incluo. Divirtam-se com o trailer abaixo:

Kick Ass chutando bundas!

sábado, julho 25th, 2009

Eu já debati, já me revoltei, já soltei os cachorros em cima dos executivos de Hollywood. Minha opinião sobre os caras é simples: BUNDÕES MERCENÄRIOS. Tá, Eden, mas o objetivo não é esse? Ganhar dinheiro? É! Eu sei que é, não sou tão ingênuo, mas o problema que os caras desaprenderam em pensar em nichos e só querem produzir filmes que agradem a TODOS! Resultado? As belas merdas que terminam sendo as adaptações de diversos quadrinhos para o cinema.

A interferência dos estúdios – buscando vender mais bonequinhos, diminuir o ranking de censura ou simplesmente tentando dar finais felizes – tornou filmes como A liga extraordinária (uma merda, 1.000.000 de vezes pior que o quadrinho que é genial e muito pesado), Homem-aranha 3 (detestei, muito aquém dos anteriores), Quarteto Fantástico (preciso dizer alguma coisa?), X-men 3 (não chega aos calcanhares do 2), Superman o Retorno (mal sapão, muito mal), Motoqueiro Fantasma, V de vingança e muitos outros uma sombra perto que poderia ter sido.

É por essas e outras que estou tão animado com Kick Ass. O filme, produzido de forma independente, poderia muito bem ter sido escrito e dirigido por Tarantino em sua melhor fase. Uma ode ao politicamente incorreto, violento, ao exagero, aos palavrões. Uma adaptação que vem beirando a perfeição.

Na trama dos quadrinhos um adolescente resolve se tornar um super-herói, no mundo real, e, é claro, acaba tomando no centro de todas as formas por causa disso. Depois de uma surra violenta, onde termina esfaqueado, ele se recupera e termina salvando um sr de um espancamento. Um vídeo de sua atitude cai no You Tube e vira febre e logo ele termina sendo chamado de Kick Ass e, mais uma vez, vai tentar se tornar um herói. Violento, violento e divertido como só Mark Millar poderia escrever.

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E surgiu o roteiro para um filme. O problema? Quem iria querer produzir um filme fiel ao quadrinho? Ninguém. A solução? Produção independente, claro! Algumas cenas do filme foram mostradas na Comic Con e vejam só o que o Omelete postou a respeito:

  • CENA 1: Tema de Superman -- O Filme. Nova York. Topo de um prédio. Um super-herói de costas. Narração em of: “Não sei como ninguém nunca pensou nisso… são tantos fãs de quadrinhos e não existem super-heróis”. Na sequência, asas vermelhas se abrem e o jovem herói se lança no ar. As pessoas lá embaixo gritam e aplaudem. Velocidade terminal… e ele explode no chão! “Felizmente, esse aí não sou eu”, continua a narração.
  • CENA 2: O personagem de Nicolas Cage (impagável!), explica à sua filha de oito anos que para que ela possa ser capaz de encarar marginais armados, ela precisa saber como é levar uma bala -- e atira no peito dela! Humor negro como eu não via há bastante tempo…
  • CENA 3: 1a. aparição de Kick Ass. O herói encara dois assaltantes -- e termina surrado, esfaqueado e atropelado.
  • CENA 4: Uma sequência inteira de ação. Kick Ass contra uma gangue. Ele é salvo… pela menininha que levou o tiro. A cena é inacreditável -- uma espécie de Kill Bill com uma garotinha de 8 anos. Ela mata e mutila de todas as maneiras possíveis ao som de uma versão moderninha do tema do desenho Banana Split.

Pelas cenas dá pra perceber o quão politicamente incorreto é Kick Ass. Foram 10 minutos de sequências com palavrões, sangue e imagens bastante brutais. Ao mesmo tempo, engraçadíssimas pelo exagero. O público foi à loucura.

Segundo as abençoadas palavras de Matthew Vaughn (Nem Tudo É o que Parece, Stardust, o diretor, se o estúdio que o comprar quiser mexer no filme para torná-lo mais comercial: “Nem a pau”, concluiu o diretor. “É por isso que não estamos conseguindo vender. Ninguém quer saber do filme”.

A expectativa dos produtores é que a recepção calorosa do público permita que algum distribuidor compre a briga e resolva assumir Kick Ass. Eu estou na torcida. Sei que vou ver o filme de todo jeito, estou tranquilo, mas confesso que queria vê-lo fazendo sucesso na telona, diferente do Justiceiro – Jogos de Guerra que apesar de ser um bom filme saiu aqui no Brasil direto em DVD.

Deixo vocês com um viral criado para o filme e lançado na WEB a um bom tempo atrás: