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Algumas pessoas ainda não entenderam bem o conceito de mídias sociais. É fácil perceber isso pelo tipo de importância, e não pelo grau, que dão a algumas ferramentas como o Twitter.
Ontem o Brasil viu a analogia digital para pendurar uma melancia no pescoço e dançar nu na praça. Sim, caros leitores, “celebridades” também pagam mico em sua busca por holofotes. E como pagam. Vamos contar essa história em dois tempos, como um jogo de futebol – apenas espero que você não leve 45 minutos para ler cada um deles.
1º Tempo – A Picardia
No domingo o Brasil invadiu o Trending Topics do Twitter com o #chupa. Começou com uma sacaneada direcionada a Ashton Kutcher (@aplusk), ator americano mais conhecido por ser o jovem marido da deliciosa MILF Demi Moore (@mrskutcher). O ator, torcendo pelos EUA, claro, comemorou no Twitter o segundo gol da seleção americana sobre os anões de Dunga. É claro que a torcida brasileira presente no Twitter não podia se manifestar… não até virar o JOGO. 3x2, vitória e Kutcher CHUPOU. Como bom usuário de mídias sociais que é Ashton levou a brincadeira na boa e ainda, de certa forma, a incentivou. Recebendo milhares de #chupa no Twitter ele não só verificou sua tradução como em seguida declarou ser sua nova palavra favorita.
O que se viu em seguida foi um joguinho digno de Orkut onde todos replicavam incansavelmente a tag #chupa, buscando manipular o Trending Topics (relatório de palavras de maior uso no Twitter). Logo milhares de brasileiros comemoravam o primeiro lugar no TT, o que levou a própria Demi Moore a confirmar sua surpresa com a força dos brasileiros na mídia social.
O sucesso dessa “ação” ao meu ver se deu por uma série de fatores:
a) Estávamos sacaneando um americano;
b) Estávamos sacaneando um ator americano;
c) Estávamos sacaneando um ator americano que come a Demi Moore;
d) Estávamos sacaneando a maior estrela do Twitter;
d) Tinha futebol no meio;
e) Botávamos no meio do ator ameri… ah, vocês entenderam;
f) Algumas das figuras mais relevantes do Twitter entraram na brincadeira.
Em resumo? Tiração de sarro. Nada como zoar um adversário derrotado e ainda mais quando ele é alguém famoso. Isso fez com que muita gente aderisse e levou um assunto irrelevante ao topo do Trending Topics.
2º Tempo – Eu quero palco, maluco!
Nos EUA o caso de Aston é um case e tanto. Ele seria considerado sim uma subcelebridade. Sem grandes filmes, sem grandes papeis, apresentador de um programa de pegadinhas e casado com uma musa dos anos 80/90 um tanto mais velha que ele. Tá certo, o cara pega a ex-mulher de um dos maiores modafóca do cinema de ação, o carecão Bruce Willis, mas e aí?
E aí que ele entendeu como ninguém como funciona o Twitter. Amistoso, divertido, simpático e participante, Aston realmente conversa com boa parte de seus impressionantes 2.512.160 seguidores no Twitter. Ele percebeu que parte do que leva alguém a seguir um famoso, seja ele subcelebridade ou não, é a oportunidade única de interação, coisa que dificilmente haveria na vida real. É saber mais sobre como seu “ídolo” é no dia-a-dia, na vida real e “conversar” com ele. Tanto Ashton quanto Demi entraram de cabeça na onda. Eles conversam sobre todo tipo de assunto, não hesitam postar fotos ridículas e até mesmo comprometedoras. Eles são muito mais que ator e atriz, eles são pessoas comuns – tanto quanto poderiam ser – interagindo com seus fãs. Ponto pra eles.
Existem várias formar de se ganhar seguidores no Twitter. Você pode usar script como a Tessália (@twittess) – nem digo mais que ser gostosinha ajuda afinal depois das fotos da vip…, pode dar prêmios como iPhones e TVs de LCD como o Luciano Huck (@huckluciano), despejar diversas boas piadas por hora como o Tio Dino (@tiodino), participar ativamente e de forma relevante do Twitter como a Rosana Hermann (@rosana), ser um ícone pop dos anos 80 engajado nas novas mídias como Leo Jaime (@leojaime) ou Roger do Ultraje (@roxmo) ou apenas se mostrar uma pessoa diferente da que conhecemos na mídia como é o caso do governador Jose Serra (@joseserra_).
Mas e quando você, apesar de ser “famoso” não decola? Oras, você tenta uma “genial” jogada de marketing. E assim, pela união desse panteão de “famosos”: Bruno Gagliasso, o cantor e quinta-feira Junior Lima (da extinta dupla Sandy & Junior), o apresentador do “CQC” Marco Luque, o também apresentador do programa “Pânico” Rodrigo Vesgo, o famoso “quem?” Pedro Tourinho e VJ da MTV Felipe Solari, nasceu os Piratas.
“Há, com esses caras à frente do movimento eu fico tranquilo!”
Não, não tem nada com o famoso bordão de Didi Mocó, mas acredite, não deixa de ser uma piada. Movidos pela ânsia de palco essas figuras resolveram adotar a campanha do uso da tag #forasarney – que já vinha sendo usada por uns dias por figuras como Marcelo Tas (@marcelotas) e várias outras pessoas. Eles se imaginaram capazes de fazer o #forasarney chegar ao primeiro lugar do Trending Topics e assim tornariam-se arautos da mudança, combatentes pela honestidade na politica, responsáveis por uma nova era sem corrupção. Eles seriam heróis de uma revolução digital que mudaria o Brasil.
E claro que com isso ganhariam muita mídia espontânea, seguidores e relevância – sim, eles acreditam que relevância tem a ver com números.
Só que os caras não entenderam que o grau de Orkutização do Twitter é muito pequeno. Existem idiotas? Claro, esses existem em todo lugar, mas no Twitter ainda não existem idiotas o suficiente para dar palco à palhaço, ainda mais eles sendo ruins de piadas. Composta em sua maioria por pensadores a massa do Twitter não só não comprou a ideia dos caras como ainda a ridicularizou, fazendo piadas, zoando e, muitas vezes, simplesmente ignorando seus apelos.
Não adiantou terem planejado – criando um perfil para o “movimento”, tendo hora de início e fim, terem dado entrevistas sobre o assunto. Não colou. Foram solenemente ignorados pela maioria e viraram motivo de chacota. Os piratas naufragaram.
É, psit, os cara dançô!
Prorrogação – Agora o toba ardia
Sim, eu sei que perderam de goleada mas queria manter minha analogia sobre futebol, certo? Posso?! Hunf…
E, pra terminar de enterrar essa “genial” sacada dessas instigantes personalidades, eles foram pedir ajuda de Asthon em sua campanha. O resultado? Deixo para vocês o vídeo produzido por Cardoso (@cardoso). Solta o dedo, Keyboard Cat!
Como se meu filho precisasse de algum tipo de incentivo para se acabar nos condimentos… mas, bom, não dá pra deixar de desejar essas divertidas tampas de condimentos. Olha só que nojento legal.
Essa frase nunca vai aparecer tão literal quanto ao usar essa toalha de banho. Essa divertida toalha pode ser comprada por apenas U$ 14,90. O problema todo vai ser, no caso das mulheres, aguentar a turma chamando de filé, gostosa e afins…
Quem já tentou cancelar um serviço por telefone sabe que vai encarar uma tarefa hercúlea. Pode ser o que for: celular, linha fixa, velox, speed, tv a cabo. É FODA. E o código do consumidor? É uma piada. Ao menos para os prestadores de serviço. A maioria das maiores prestadores de serviço simplesmente cagam e andam para o código e para o consumidor, se juntar os dois então… lascou!
São horas ao telefone, é o uso de gerúndio, é a transferência de um atende para outro, é o fato de termos que contar a mesma história centenas de vezes. Como já disse antes: é FODA.
Mas lembram como já comentei aqui sobre o quanto a web é poderosa nesse sentido? Sim, amigos revoltados, aqui temos realmente a palavra. No caso abaixo o pobre SAMAMBA enfrenta a maior batalha de sua vida, a batalha pelo cancelamento da SKY. Eu recomendo não só que assistam o vídeo como repassem para o maior número de pessoas que puderem.
Se você já passou por isso certamente vai se identificar com o cara, se não passou é bom saber pelo que certamente vai passar um dia.
É em um caso como esse que podemos provar que nossa voz tem poder é viralizando esse vídeo até que doa no bolso da SKY. Eu sei que posso estar sendo ingênuo, pode ser sim, mas acho que vale a pena tentar. Quem sabe assim essas grandes empresas deixem de achar que estão lidando com idiotas?
Para quem ainda não viu essa foto e soube do que se trata vai um breve, muito breve resumo: um garotinho tentou entregar uma rosa a Megan Fox e foi solenemente ignorado. Normalmente isso passaria despercebido, afinal são dezenas de flash, gritos histéricos e vários onanistas se empurrando, além dos seguranças com sua delicada postura “chegue pra lá, meu nego”. Contudo em tempos de câmeras digitais, Twitter e cia, uma foto assim pode arranhar a imagem de um ator/atriz.
E Megan, aparentemente bem assessorada, ao saber da viralização do acontecido, resolveu falar sobre o assunto. Vejam só:
Olhe, vou lhes dizer uma coisa, esse gordinho com os contatos certos iria se dar "dibem". Eu consigo pensar em algumas maneiras de Fox evitar o trauma dele…
Divertido e interessante essa ação desenvolvida pela McCann Erickson de Melbourne. A pedido da Lifebroker, uma corretora de seguros, desenvolveram uma ação em um grande empresarial, remetendo para o fato que os mais bizarros acidentes podem acontecer a qualquer momento. O cofre no chão, simulando uma queda, fazia com que os visitantes olhassem para teto, lendo a mensagem. Divertida e inteligente.
Cada vez mais empresas descobrem o poder do marketing contido em aplicativos desenvolvidos para plataformas móveis. A febre do iPhone gerou cases interessantes como o da Heineken, onde um aplicativo dá o endereço de lugares para se tomar uma breja gelada, triangulando sua localização. Ah, detalhe, ele ainda lhe ajuda a pedir o taxi na fala de um “amigo da vez”.
Agora a Dunkin’ Donuts lançou seu próprio aplicativo que mescla utilidade com marketing. O aplicativo, criado para iPhone e também para outras plataformas, tem como proposta reunir e coordenar grupos de pessoas para um pulinho em uma das lojas da rede. Você pode convocar os amigos através de e-mail ou telefone, todos fazem o pedido pela ferramenta e então é só buscar em uma Dunkin’ Donuts. O aplicativo ainda guarda os pedidos anteriores e marca seus ingredientes preferidos, além de contar com integração com Facebook.
Eu particularmente acho bem interessante. Se observarmos a quantidade de porcaria pelo que os usuários de iPhone e afins pagam percebemos o quanto é factível que baixem um aplicativo gratuito bem desenvolvido. Com o incentivo certo – uma campanha na mídia tradicional para incentivar o seu uso – o efeito pode ser recompensador. Muito mais que propaganda você proporciona uma experiência.
Ao menos a moeda do Zimbabwe. Ao menos é o que mostra a campanha criada pela a TBWA Hunt Lascaris, da África do Sul, para o jornal The Zimbabwean, que ganhou o GP de outdoor em Cannes.
Na ação o papel moeda do Zimbabwe era utilizado em outdoors e murais, como papel de parede, mostrando como não tinha real valor, culpa de sua desvalorização absurda, resultado de uma inflação desmedida. Uma grande sacada, não?