Eu acho de lascar como esse pastores evangélicos acham que Deus é surdo e que nosso ouvido é penico. É uma falta de respeito absurda uma barulheira dessas após a meia-noite.
É revoltante mesmo essa merda. Depois o cara sacode uns ovos da janela e vão dizer que preconceito com a religião alheia e não o fato não conseguir nem pensar com esse reme-reme no pé do ouvido.
Ao assistir este vídeo eu pensei em fazer vários comentários ácidos, sarcásticos e pouco criativos sobre o tamanho do instrumento do infeliz, sobre o fato dele parecer um hermafrodita, sobre o frio, enfim, não perder a piada. Mas acho que apesar de um prato cheio pra esse tipo de piadinhas o que merece destaque mesmo é a ação dos “homí”.
Geralmente eu peço para que assistam o vídeo antes de fazer qualquer comentário, permitindo assim que minha opinião não os influencie logo de saída mas dessa vez vamos fazer diferente.
O infeliz em questão, não só pelo pinto minúsculo mas também pela prisão, resolveu tirar a roupa em o que me parece ser um show de rock, e dar uma de ecologicamente responsável, criando o bicho solto. Naturista ou não o cara obviamente passou dos limites e atraiu a atenção dos meganhas que, ao que o vídeo mostra, pediram de forma educada que ele se vestisse e escondesse aquela coisinha que ele deve chamar de loloca – sim, porque aquilo ali não é um cacete nem no Japão.
Como de praxe no zé povinho que acha que PODE tudo e que se lasquem as autoridades, leis e convenções – e ainda incentivado pela galera que queria mesmo ver o circo pegar fogo – o cabra resolveu peitar os “homí”. Parece que ele passou dos limites ao jogar a roupa fora e tirar uma com a cara dos policias que, no meu entender, agiram de acordo com a sua obrigação ao tentar algemá-lo e retira-lo do local. Mas a confusão só aumentou pois ao resistir a prisão o peladão foi quase que cozinhado por vários disparos de taser. Agora o vídeo:
Eu pergunto: passaram dos limites e foram brutais ou o cara mereceu?
O que eu acho? Foi bem feito. Certo ou errado o policial é autoridade e deve ser respeitado. Respeitar não significa concordar mais sim seguir o que a lei ordena e, nesse caso, vestir uma roupa. Qualquer pessoa com um mínimo de inteligência saberia onde aquilo iria parar e se insistiu na pataquada é porque estava pronto para encarar a rebordosa.
As pessoas confundem liberdade com anarquia. Certa vez disse a um casal de lésbicas amigas minhas que se elas estivessem se beijando daquele jeito em meu restaurante eu pediria que se retirassem. Na mesma hora elas me olharam surpresas, dizendo que não esperavam uma atitude homofóbica de um cara esclarecido, que isso, inclusive, era crime. Eu disse que não, que crime seria discriminá-las e eu pediria pra se retirar um casal hétero que estivesse agindo daquela forma. O problema não era quem praticava o ato mas o ato em si. Elas estavam, por se agarrar de forma acintosa em um lugar público, confundindo o direito de não ser recriminada com a liberdade anárquica de quase se comer em público “protegidas” pela lei.
E se o dono do bar solicitasse que saíssem, estaria sendo preconceituoso e homofóbico ou apenas seguindo a convenção de que em um lugar família ninguém, mesmo sendo gay, deveria roer a cara de outrem em público?
Como disse, precisamos respeitar os limites para vivermos bem em sociedade. Se buscamos mudança ou protesto temos que estar ciente do que pode ou não nos aguardar seja como retaliação ou como aplicação das leis.
Hoje você pode achar uma atitude como a do peladão uma forma válida e engraçada de protesto (contra o que? contra não existir camisinha tamanho mini?) mas, acredite, um dia isso vai mudar. Talvez porque você “amaciou”, talvez porque se ajustou ao mundo. Não sei. Mas é fato que as pessoas que fecharam ruas protestando à 20 anos atrás hoje reclamam quando uma passeata provoca um engarrafamento e as fazem se atrasar. “Esses vagabundos não arrumam o que fazer e ainda atrapalham nossa vida” dizem.
Pois é, como disse o homem, “Daí a César o que é de César”.
Eu nunca tive frescura com grifes. Quer dizer, não escapei da modinha das bolsas Company mas parou por aí. No geral estuo pouco me lixando para essa ou aquela marca contanto que a qualidade do produto seja boa. Mas (sempre tem um mas, né?) confesso que babei demais ao ver este capacete da Diesel.
O preço ainda não foi divulgado mas tenho minhas dúvidas de que haja qualquer possibilidade de que se enquadre em meu orçamento.
Ontem tive de fazer um bate e volta em Salvador. O motivo? Um amigo que resolveu tirar a carteira com 23 anos e ir para Salvador dirigindo. Com medo, justificável, de ir sozinho ele achou de pressionar o cabra mais idiota – leia “incapaz de dizer não” – que conhecia, ou seja, eu.
A viagem até foi mais tranquila que imaginei, apesar de umas crises de Speed Racer que ele teve, e até me fez aprender algumas coisas:
1. Em Aracajú, que tem rima, o homem que anda na moda compra roupa na Macho’s;
2. Aracajú, mesmo tendo rima, deve ser chamado assim quando você está lá. Os “locais” não veem com bons olhos quando você chama a cidade de Aracajivis.
3. Nunca confie numa placa onde se lê “próximo posto à 30km” que fica em frente a um posto de gasolina de aparência suspeita;
4. Passar a frente da policia rodoviária federal a 120km por hora pode ser tranquilo;
5. Aquaplanagem é para os fracos;
6. A linha verde, que liga Aracajú, que tem rima, à Salvador, que não tem mas merece, é uma roubada se você não está com o tanque cheio;
7. Não existe Carrefour em Maceió, mesmo que o site do Carrefour diga o contrário;
8. Confiar cegamente no seu GPS pode lhe fazer andar em círculos;
9. Não bocheche e cuspa pela janela a não ser que queira aproveitar para lavar o rosto;
10. Nunca, repito, nunca esqueça o papel higiênico;
11. Jamais, repito, jamais encare 10 horas de estrada usando cuecas apertadas;
12. Se o hambúrguer daquele posto parece estranho é porque ele é estranho;
13. Depois de 6h de viagem peidar no carro perde a graça;
14. Em Salvador não se compra acarajé em qualquer esquina;
15. De cada 276 outdoors 138 são de shows e festas em Salvador;
16. Nunca chame ninguém de “meu rei” no aeroporto de Salvador – você ficará se sentindo como quem peidou alto na igreja;
Sei não, a turma consegue um espacinho na mídia -- mesmo que tenha sido apenas por ser recorde interestadual de cirurgias plásticas -- e já se acha artista. Que merda é essa que a periguete Ângela Bismarchi achou de gravar, hein? E eu achando que cantava mal, putz. Tá certo que se Justus gravou um CD porque ela não poderia? Afinal ruim por ruim ela ao menos é gostosa.
Mas, sério, assistam por sua própria conta e risco.
Diretamente do país das tosqueiras vem mais um vídeo para lhe tirar o sono, lhe deixando encucado com a possibilidade desse bicho estranho realmente existir… com vocês… o molusco xereca!
Será que essa é a mãe de todas as xanas? Tenha medo…
Podem chamar de frescura mas certas músicas, principalmente quando cantadas por corais ou à capela, fazem com que eu me arrepie. Não sei se é exatamente a música ou a paixão que sinto naqueles que cantam -- e isso é um caso pra um post depois, mas de fato me arrepio. Corais me encantam, tanto que sou fanático pelo clipe de “I still haven’t found what im looking for“, e esse aí, até por sua simplicidade, são crianças em uma aula de música, e pela música que está sendo cantada merece o post.
Recife está um tábua de pirulitos. Sim, aquela tábua cheia de buraquinhos onde os caras enfiam aqueles imensos pirulitos de água e açúcar que grudam nos dentes e que rendem fotos fantásticas. Antes que pare de ler por aqui -- justamente por achar que você nada tem a ver com Recife e Recife nada tem a ver com você aviso que vale a pena continuar. Uso Recife como referência por se tratar de meu mundo, por conhecê-la de cátedra, mas o que relatarei aqui, o que causa toda essa minha indignação certamente diz respeito a você.
Hoje levei outra queda de moto. Aos que se preocuparam aviso: estou bem, não foi nada de mais. A turma do “não mando andar de moto” aviso que não foi uma QUEDA, foi uma queda -- a diferença pode ser medida pela ausência de osso quebrados e da necessidade de pinos. O problema é que NÃO DEVIA TER CAÍDO DE MOTO. Calma, continue a ler, sei que você não se interessa por moto e muito menos pela minha saúde mas a parte importante chegará.
Eu só caí porque a zona sul do Recife está parecendo a casa do Super Mouse. Buracos, buracos e mais buracos. Mas, acreditem ou não, pior que um buraco só um buraco mal tapado -- ao menos para alguém que pilota uma moto custom, que é justamente o meu caso. Os buracos, milhares deles, de todos os tamanhos, comprimentos e larguras, foram abertos pela COMPESA, a companhia de água e esgoto de nossa querida Hellcife. O interessante é que após abrir o buraco a COMPESA o tapa com areia fina e brita. Sim, amigos, uma verdadeira armadilha que vem causando diversas quedas de moto e derrapagem de carros. Simples assim. Milhares de buracos cobertos com areia fina.
A Compesa alega que eles tem a responsabilidade de abrir o buraco, não de fechar, que esse seria da prefeitura. Já a prefeitura, bom, essa ainda não alega porra nenhuma, está esperando as chuvas começarem para poder alegar que não vão poder fechar enquanto estiver chovendo. A falta de coordenação entre a Compesa e a prefeitura é apenas mais um exemplo do descaso com o povo -- que paga IPTU e taxa de manutenção das vias. Uma prova de como nós, brasileiros, somos mesmo uns merdas.
Sim, amigo, agora o bicho pega, e pega mesmo. Quando João Paulo, um legítimo representante do PT, assumiu a prefeitura a idos 9 anos atrás, eu me posicionei contra. Em parte por causa da minha postura politica, centro-direita (é, eu sei que isso não existe mais), em parte por saber que ia dar em merda. João Paulo provou que o bom petista tem de ter passado pela escola de nosso digníssimo presidente, tem que ser lobo em pele de cordeiro. De fala mansa, com cara de “peia murcha”, pregando uma postura Zen, adepto do Feng Shui e da meditação, se mostrava o avesso dos tão famosos coronéis que sempre comandaram as prefeituras por todo nordeste. Como disse, lobo em pele de cordeiro.
Depois de um bom primeiro mandato -- confesso que fiquei surpreso -- foi re-eleito, consagrado pelo povo, como gostava de afirmar, e, aí sim, resolveu enfiar o pé na jaca. Foram 4 anos de obras desnecessárias, de uma postura arrogante, de brigas internas, de imposição de sua visão. Se a reforma de seus escritório -- que custou módicos 1,2 milhões de Reais -- já nos havia assustado o que dizer de obras como a Conde da Boa Vista -- com desaprovação de 84% da população, O túnel do nada à lugar nenhum e, posteriormente o polêmico Parque Dona Lindú -- aquele que tem rima?
João Paulo, o prefeito do povo, lançou candidato sua Dilma, o nosso atual prefeito, João do Poste -- AKA João da Costa. Com o slogan João é João, ele lançava uma candidatura fadada a vitória. Sim, amigos, porque como ele mesmo disse com a máquina na mão ele elegeria até um poste, quanto mais seu secretário -- cuja simpatia não é maior que desse utencilio de iluminação pública. Para quem não entende de politica aviso que é muito dificil vencer a máquina e mais dificil ainda perder tendo ela nas mãos. Por pouco, muito pouco, e ainda sob júdice -- afinal foram pegos comprando votos e utilizando funcionários da prefeitura em sua campanha -- João da Costa se elegeu, ou melhor, o povo recifense o elegeu, prefeito. Foi julgado e -- pasmem -- condenado, ou seja, culpado, a pagar apenas uma multa.
O interessante é que a verba que, segundo se fala na boca pequena, falta para fechar a buraqueira do Recife, aquela que me derrubou mais uma vez, pode ter sido gasta na absurda pataquada chamada parque Dona Lindú -- uma puxada de saco fenomenal de João Paulo para o nosso presidente. O polemico parque custou a fortuna de R$ 35.000.000,00, foi inaugurado antes de pronto -- enquanto João Paulo ainda estava no poder -- e agora encontra-se as moscas, obras se arrastando, pichado e escuro. Depois de ido contra a população, que chegou a entrar na justiça pedindo um parque verde que custaria R$ 7.000.000,00, o prefeito construiu, segundo suas palavras, seu Taj Mahal particular, garantiu a verba necessária para eleger seu sucessor, calou a boca dos opositores e ainda puxou o saco de nosso molusco mor. O ridiculo parque virou motivo de chacota na anarquica música do Quanta Ladeira que descreve exatamente a bela porcaria que ele é: a pior obra Niemeyer, uma vergonha para o Recife e para o povo recifense.
Você leu até aqui e continua se perguntando o que tem a ver com isso, não é mesmo? Buracos, moto, Recife, prefeito.
Amigo, isso que descrevi é o retrato da politica brasileira. Da minha cidade e da sua cidade -- se não for, parabéns, me diga onde mora e pensarei seriamente em me mudar e me tornar seu vizinho.
Tornou-se padrão, com o advento da reeleição, o politico fazer o primeiro mandato para se reeleger e o segundo para enriquecer, dando um jeito de deixar um sucessor -- que ajudará a esconder a safadeza e dará seguimento na “linha politica”. O que me irrita é muitas vezes isso está absurdamente descarado -- como no caso de João Paulo, com obras caras, desnessárias e claramente superfaturadas. Compra de votos, uso claro da máquina, propaganda politica irregular e afins, e o povo simplesmente fecha os OLHOS para isso.
E nós? Ficamos com as ruas esburacadas, levamos quedas de moto, batemos nosso carro, aguentamos os Donas Lindú, e os Joãos do Poste.
Agora pergunto: “De quem é a culpa disso acontecer?” -- A pergunta é retorica, afinal sei a resposta, só espero que VOCÊS saibam.
Ps. O site linkado na maiora das notícias é um blog politico de Recife, uma dos mais sérios que conheço no país.
Geralmente seguro propaganda para postar dia de quinta mas essa aqui eu não queria deixar pra depois. O Cardoso postou no Blog do Cardoso essa pérola da propaganda japonesa. Sério, eu queria falar mais a respeito mas me faltam palavras.
Todo mundo conhece a velha piada do cotoco, o campeão de natação que não tinha braços e pernas… piada? Bem, nem tanto caro leitor. Veja o caso de Kyle Maynard. Já conhecido no mundo das lutas nos Estados Unidos por competir em outras categorias, Kyle Maynard fez sua estreia no MMA no último sábado. Mas o combate mereceu destaque por um simples motivo: o cara é o COTOCO. Sem braços e pernas Kyle perdeu a luta. Dãaaaaaaaaaaaa…
Calma, incrédulos, ele perdeu por PONTOS.
Bem, não me espanta. Ele está livre de chaves de braço, de perna e de rabos de arraia. Não duvido que ele ainda lute kung-fu, no estilo da cobra.
Tem algumas brincadeiras que eu não concordo, coisas no nível Jackass, Joselitagem mesmo. Essa coisa de ver quem desmaia primeiro bebendo, quem encara um pão com ovo da rodoviária sem fazer careta ou quem come mais ovo colorido em boteco antes de se intoxicar é coisa de maluco. Quer dizer, de gente sem noção. Porque esse cara aí embaixo estabeleceu um novo critério para chamar alguém de maluco. O cara não sabe brincar, ele não pode descer pro play. Os amigos apostaram quem pegava a maior baranga e o infeliz deu um hadouken na galera.
Me lembra um colega que na exposição de animais daqui de Recife pegou uma doidinha de uma cidade do interior que tinha sorriso 100001 -- uma vaga que daria para estacionar um fusca entre os dentes da frente, e o cabelo de Biro-biro, com uma cor indefinida -- parecia que ela tinha pintado com água que cozinharam salsicha. Depois de lhe dar um beijo caloroso seguiu o seguinte dialogo.
- Qual seu nominho, princesa?
- Meu nome é Creide…
- Lindo nome, para um linda mulher…
- Brigado, viu?
- Creide, meu anjo, responda agora, sem a ajuda dos universitário, a pergunta que vale um milhão…
- Respondo!
- Creide, tu chupa?
- Oxe, e apói!
Ele não só pegou a doida mais feia da noite -- o que resultou que toda sua bebida ficou por conta dos perdedores, com ainda descobriu o quanto a falta de dentes pode dar o tom num bolagato. Vaí guerreiro!