Banheiro do casal, a zona de guerra.

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Eu costumo dizer que casar é como assinar um contrato onde você abre mão de algumas coisas que gosta para poder ter outras que deseja. Ou seja, olhando por esse lado é quase como vender a alma ao tinhoso. O engraçado é que você abre mão de sua individualidade para ter companhia, para viver a dois, apenas para logo depois ficar desejando sua individualidade de volta.

Uma das maiores provas disso é todo o processo que envolve o chamado banheiro do casal. Tudo que envolve o banheiro do casal é complicado para ambos os sexos. Não há nada de simples em se dividir um banheiro.

A família que "trabalha" unida não permanece unida.

A família que "trabalha" unida não permanece unida.

Nós, homens, nos incomodamos menos, é verdade. Acho que nos adaptamos melhor a essa situação. Pouca coisa nos incomoda em dividir um banheiro. Talvez não termos espaço para colocar nem um perfume já que todo lugar imaginável está ocupado pelos cremes dela. Tem ainda a danada da calcinha eternamente pendurada na torneira do chuveiro. Ou ainda o fato do box estar repleto de xampus, sabonete líquido para pele, sabonete líquido para os pés, sabonete líquido para as mãos e até mesmo sabonete líquido para a perseguida.

Não podemos usar o sabonete dela se o nosso sabão de coco acabar – isso é motivo para uma DR interminável, muito menos nos ensaboar com um daqueles xampus com aloe vera, semente de cupuaçu e extrato de uva verde dos montes Pirineus.

É claro que todo homem casado – ou similares – que divide um banheiro com a Dona Encrenca sabe que os tempos de passar horas lendo na privada acabaram. Como sabe que quando estiver doido para sentar no colo de bocão vai chegar ao banheiro e encontrá-la secando o cabelo, sem a menor pressa ou cerimônia. Mas superamos, somos fortes.

Já as mulheres, ah, essas reclamam de tudo. Enchem o saco por causa da roupa no chão do banheiro, enchem o saco por causa da tampa da privada levantada, enchem o saco por causa de um, apenas UM pentelhinho no sabonete… enchem o saco.

Poxa, é muita hipocrisia reclamar de UM ou DOIS pentelhos no sabonete. O que elas queriam? Que nos depilássemos? Eu me lavo com o sabonete, eu não lavo O sabonete. Nojo de um pentelhinho ali? Alô?! Lembra onde você estava com a boca há um tempo atrás? Reclamam do futum no banheiro. O que queriam? Que bebêssemos alfazema para dar aquele barro perfumado? E a privada mijada, essa é clássica. Reclamar da privada mijada.

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As vezes ele parece que é vesgo!

O que as mulheres não entendem é que nosso amigão lá de baixo muitas vezes tem vida própria. Por mais que nos esforcemos as coisas não saem sempre como queremos – ou você acha que alguém quer armar a barraca usando sunga na praia? Por mais que façamos pontaria, que seguremos o danado pela base, que apoiemos a cabeça na parede as vezes ele simplesmente nos sacaneia. O jato sai torto, dividido ou simplesmente bem mais forte que esperamos. Não fazemos por mal, oras! E nem venham com esse papo besta de mijar sentado. Isso seria quase tão humilhante quanto ter que lavar as próprias cuecas.

Enfim, o ideal mesmo é que cada um tenha seu próprio banheiro, que exercitem sua individualidade ao menos nessa hora. Isso certamente vai ajudar o casamento e impedir que enfrentem várias DRs e greves de sexo desnecessárias. Ah, quanto aos pentelhos no sabonete, assumo, as vezes eu os coloco ali só pra ver o circo pegar fogo. Rá!

Uma bostaDá pra passarÉ... bonzinho atéTaí, desse eu gostei!Bom BAGARAI! (9 Opinaram, Média: 4,89 de 5)
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2 comentários to “Banheiro do casal, a zona de guerra.”

  1. rock disse:

    hahaha

    muito engraçado o texto
    legal mesmo

  2. [...] Cabaço, esse supervalorizado. Viral da Kibon? Religião e bunda de vagalume só brilham no escuro Banheiro do casal, a zona de guerra. Why so… ai! Será que um dia chegaremos a isso? Quem foi rei nunca perde a majestade. Viva [...]

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