
Eu escrevo este post triste. Queria muito poder escrever dizendo que experiência que tive ontem ao visitar o restaurante capitaneado por Wadamon, considerado por muito apreciadores como o melhor suhiman do Recife, foi maravilhosa como gostaria que tivesse sido. Não foi. Beirou o horrendo.
Wadamon é conhecido por sua cozinha fantástica e por ser um acirrado defensor da experiência que envolve o sushi. Em seu restaurante sushi não sai sem wasabi, não se molha niguiri (o bolinho de arroz) no shoyo, não se come sushi com hashi, ainda se usam toalhas umedecidas e cardápio em japonês/português. Wada, como é carinhosamente conhecido por aqueles que aprenderam a admirar o chef, é capaz de dar esporros e sermões naqueles que curtem sushi como modinha.

Se isso o fez se destacar também o fez perder clientes. Muitos. Abrir e fechar restaurantes tornou-se um hábito. Remando contra a corrente, visando apreciadores da experiência em um mercado de “muderninhos” que procuram rodízios de R$ 19,90, a excentricidade do chef Wada foi, segundo muito, sempre a responsável pelo fechamento de seus empreendimentos.
Mas aqueles que realmente admiravam sua cozinha, como eu, sempre se entristeceram com as suas ausências. Foi exatamente por isso que fiquei feliz com seu novo restaurante. Foi exatamente por isso que saí de Boa Viagem para o Parnamirim apenas para poder apreciar um dos melhores sushis que conheço. E a qualidade do serviço assassinou toda minha expectativa.
Ao chegarmos fomos atendido pelo próprio Wadamon que tirou nosso pedido (um sushi combinado especial). Da hora ue chegamos até o primeiro contado com um garçom foram exatos 25 minutos. Isso porque eu me levantei e fui procurar o infeliz que, sorridente, respondia cada aceno meu com um sinal de “legal”. 40 minutos depois de termos chegado tomávamos nosso primeiro refrigerante.
Após uma hora de espera resolvi pedir um Guioza. Mais uma vez me levantei e fui procurar o garçom. Pedido feito recebemos o prato 15 minutos depois. Eramos quatro pessoas e o garçom nos trouxe apenas um hashi. Todos os posteriores pedidos de outros hashis foram devidamente respondidos com mais “legais”. 10 minutos depois eu mesmo me levantei e peguei os hashis.
Quando o combinado chegou a mesa eu estava pronto para ir embora. Foi 1h55m de espera pelo prato. Eu comi praticamente sozinho afinal ninguém mais na mesa tinha paciência ou humor para experimentar o que quer que fosse servido. Decepcionante.
O sushi? Excelente, como sempre. Mas não compensa a péssima experiência que acabou com a conta errada, com o preço dobrado, que só saiu porque eu fui até a caixa que me ignorou solenemente até eu ameaçar ir embora.
Meu conselho? Não deixe de provar da cozinha do mestre Wadamon, mas peça em CASA.